"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
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12.2.13
Eu tomo alegria!
Conheci esse poema na voz e interpretação poderosas do Carlos Maltz, músico que foi do Engenheiros do Havaí e que anos depois foi aluno junto comigo na Escola Lucinda de Poesia Viva.
Nunca mais esqueci o sotaque gaúcho dele dizendo os versos do Bandeira, nesse poema tão irônico e delicioso falando de carnaval e de Brasil.
Chegando em casa de madrugada de máscara e purpurina não deu pra resistir à tentação de dar a minha voz pra ele.
Admirada #17: Não sei dançar, de Manuel Bandeira.
Acugelê banzai!
10.2.13
O medo tem medo
Bianca Giaver, uma radialista e cineasta americana, pergunta prum menino de seis anos sobre o que ela deve fazer um filme, e a conversa deles é um filme surpreendente e inspirador, das coisas mais lindas que vi esses tempos.
the Scared is scared from Bianca Giaever on Vimeo.
the Scared is scared from Bianca Giaever on Vimeo.
30.1.13
Admirada #15: dizendo Bukowski
Ele é o meu poeta americano. The one and only.
Eu assumo que em matéria de poesia sou uma apaixonada convicta pela língua portuguesa, e embora leia romances em inglês no original todas as tentativas de ler poesia foram em vão. Até ele chegar, claro.
O velho beberrão, o farrista, amante das putas, o desbocado, que só fala em mulher e bebida e brigas de bar, esse é o Bukowski dos romances e contos.
É na poesia, como já seria mesmo de se esperar, que ele entrega seu lirismo e sua doçura. Nunca de mão beijada, que ele não é desses. Sim, lá também tem putas e brigas e porres, mas só lá tem amor, fragilidade, entrega, arrependimentos, suavidade.
Tudo escrito tão lindamente que eu me rendo e me ofereço toda pras suas palavras.
Esse poema é pra mim a pérola das pérolas, a batalha interna entre o velho durão e o homem sensível, e já mora tão dentro do meu coração que eu fui lendo no inglês mesmo e dizendo em português na hora, e hesitei e troquei palavras e quando acabei estava um silêncio tão fundo que o poema veio de novo, e não faz sentido escolher a melhor versão, não tem melhor versão, é tudo um só derramar de coração e oferenda de mim mesma pra essa beleza dura dele.
(Charles Bukowski, "Blue Bird", no original aqui:
http://www.poemhunter.com/poem/bluebird/)
26.12.12
Esperança pra nós todos
Tudo bem que ontem é que foi o dia das mensagens de amor e desejos de tudo de bom pra quem a gente ama, mas hoje a Mariana me surpreendeu com esse vídeo e deu vontade de compartilhar essa emoção tão íntima, sem palco nem luz, só com os olhares amorosos da minha família querida, e deixar pra vocês meu desejo de muita esperança, além de saúde, sorte e alegria. Amor, Maria
24.12.12
E não é que eu também sou poeta?
Ando desaparecida dessa faceta, mas sou. Gosto bem de ser. Gosto bem de ser quem sou, aliás, e também da poeta que sou. Imperfeita, mas inteira. E agradeço à vida as duas coisas: ser e gostar.
Tudo isso pra dizer que um dia escrevi esse poema aqui. E um outro dia gravei esse vídeo. E hoje lembrei deles, e assisti e gostei bastante. Parece até que eu ando gostando de tudo que aparece, e nem é não, mas é um pouco também, porque gostei de ler o que escrevi lá no vídeo quando coloquei no ar.
"Dores vieram e foram.
Outras apareceram.
A alegria ainda reina majestosa sobre todos os seres que eu sou."
Que ela siga reinando, majestosa.
Tudo isso pra dizer que um dia escrevi esse poema aqui. E um outro dia gravei esse vídeo. E hoje lembrei deles, e assisti e gostei bastante. Parece até que eu ando gostando de tudo que aparece, e nem é não, mas é um pouco também, porque gostei de ler o que escrevi lá no vídeo quando coloquei no ar.
"Dores vieram e foram.
Outras apareceram.
A alegria ainda reina majestosa sobre todos os seres que eu sou."
Que ela siga reinando, majestosa.
23.12.12
Dizendo Wislawa
A série "Admirada" voltou com tudo. Em cartaz hoje: Wislawa Szymborska. "A vida na hora". Inevitável e surpreendente, como são os bons filmes e a vida, sempre.
20.12.12
Dizendo Pedro
O Pedro é o meu melhor amigo.
Minha pessoa no mundo.
É pra ele que eu corro quando fico triste, é pra ele que eu corro quando fico feliz, e ele tá sempre lá, braços abertos e aquele sorriso pernambucano dele.
Ele me deu também a Peixa e a Dona Julia pra eu amar.
E agora sempre que eu posso eu corro pra abraçar esses três seres marítmos.
E como se não bastasse ser meu amigo, o Pedro também é poeta, de imagem e de palavra.
Esse poema tem escrito em cima "LAIFI - LIFE" e ele deu pra Lara nossa amiga quando a filhota dela nasceu.
Aí ele pegou o papelzinho e deu também pra mim, mesmo a minha filhota ainda nem tendo sido encomendada.
Quer dizer, isso sem contar a encomenda que eu fiz com uns quinze anos e que ainda não chegou.
Esse pessoal dos correios de bebês é meio enrolado às vezes, mas não tem nada não, enquanto isso eu vou preparando a casa e o coração pra quando meu pacotinho chegar.
(Pedro é o Pedro Cezar, diretor de cinema, roteirista, poeta, e agora também artista de plástico. Olha os deslimites dele aqui)
(Mais um poema da série "Admirada". Pra ver tudinho vai lá no youtube.com/mariadapoesia)
1.12.12
Dizendo Hilda de novo
O poema que acordou meu amor pela poesia dela. Que lindo poder dar voz ao que me emociona.
31.10.12
Pro Drummond nos seus 110
Porque hoje é dia de Drummond - faria 110 anos hoje.
Porque esse foi meu primeiro poema dito. Primeiro mesmo, primeiríssimo, que menina metida que eu era aos 18!
Porque semana passada eu disse esse poema depois de anos, num palco, de vestido florido, emocionada.
Porque ele é meu poeta, dos primeiros, eterno muito mais que moderno, inspiração sempre.
Porque esse foi meu primeiro poema dito. Primeiro mesmo, primeiríssimo, que menina metida que eu era aos 18!
Porque semana passada eu disse esse poema depois de anos, num palco, de vestido florido, emocionada.
Porque ele é meu poeta, dos primeiros, eterno muito mais que moderno, inspiração sempre.
30.8.12
Ecos da pré-estreia!
Nasceu! Foi uma noite intensa, cinema lotado, seis salas com gente de todo tipo misturada, aquela badalação de artistas e imprensa e muita gente civil, que provavelmente nunca foi a uma pré estreia na vida. Ficou a cara do filme e a cara do Rodrigo Bittencourt
, diretor do filme, um banguense todo misturado! Foi lindo ver na tela o trabalho de tanta gente e de tantos anos, agora é esperar dia 7 de setembro e ver o que a estreia nos reserva!
Matérias super legais sobre o filme e a pré no Bom dia, Rio e no VideoShow! E destaque total na coluna Gente Boa de hoje no Globo!
28.8.12
Totalmente Inocentes: meu maior lado A
Quase todo mundo que faz arte hoje em dia tem outra profissão, já que se sustentar escrevendo, atuando, pintando, é difícil pra chuchu... Eu tenho a sorte de ter um lado A também criativo: sou montadora de filmes, trabalho delicioso e que b
em se aproxima da minúcia e do jogo de encaixe que é a poesia. Pois semana que vem, dia 7 de setembro, estreia o primeiro longa metragem que eu montei, TOTALMENTE INOCENTES, um filme do Rodrigo Bittencourt (que aliás encarna como ninguém o artista múltiplo: é roteirista, cineasta, romancista, compositor e cantor), com produção da Mariza Leão e da Iafa Britz e um monte de gente legal na equipe e no elenco. É um filme jovem, novo, cheio de frescor, e eu tô super orgulhosa de estrear assim!
Pra saber mais sobre o filme, matéria ótima que saiu ontem no Globo Online!
27.7.12
Dizendo Adélia de novo
Aprendi esse poema de tanto ensinar a dizer. Dando aula como assistente da Elisa, e depois como professora mesmo, Adélia sempre uma das favoritas.
Mas na verdade acho que minha memória dele é na voz marcante da Vera Mello, a Vera Mel, minha colega de Te Pego Pelo Verso e amiga querida.
Agora que tem uma flauta na minha vida, o poema voltou com toda força, então aí vai ele.
(Serenata, de Adélia Prado, em Poesia Reunida)
(flauta por Felipe Pithan)
25.7.12
Dizendo Manoel
Manoel também foi presente da Escola Lucinda. Eu estudava Letras mas nunca tinha nem ouvido falar dele.
Depois do recital de encerramento da oficina de dez aulas que fiz com a Elisa, quase todos do grupo quisemos continuar, e assim nasceu a escola e o grupo Te pego pelo verso, que fazia recitais da obra de vários poetas. O primeiro, pra minha surpresa, foi o Manoel.
Era um mundo tão espantoso que eu fiquei de boca aberta e nunca mais fechei.
Pra quem é fã dele, esse poema talvez surpreenda. Eu amei quando li e me emociono até hoje.
(Pedido quase uma prece, de Manoel de Barros, em "Gramática Expositiva do Chão")
24.7.12
Dizendo Viviane
Eu descobri a Viviane no curso de poesia falada da Elisa Lucinda, onde nasceu essa dizedora exibida que hoje eu sou.
"Toda Palavra", o livro dela que caiu na minha mão nessa época, é um primor e anda embaixo do meu braço até hoje: humor, densidade, alma exposta e pensamentos filosóficos. Tenho que dizer ainda que o amor pelos metapoemas, pensar a escrita enquanto se escreve, foi dela que herdei, e morri de alegria quando um dia me dei conta de que tinha lembranças de versos dela dentro dos meus: reler quem se admira é bom demais, e eu sigo lendo e relendo essa mulher pelos anos afora.
(Outra carta, de Viviane Mosé, em "Toda Palavra")
22.7.12
Dizendo Tony
Eu descobri esse cara em Nova Iorque, há dois anos, por dica do Luis, um amigo de lá.
"Donkey Gospel" era o nome do livro que ele me emprestou e eu pirei.
Pirei.
Ironia, doçura, humor, poemas agudos, na veia, contemporâneos, cotidianos.
Comprei tudo do Tony Hoagland, digitei pra postar aqui no blog, traduzi um monte, disse em voz alta, li pros outros.
Coisa de fã mesmo. Gostoso sentir isso. Descobrir um poeta que só é novo pra você e dizer "uau" e sair catando tudo que ele já escreveu.
Esse é dos que eu adoro, e taí na versão original e numa das minhas traduções da madrugada.
(Grammar, de Tony Hoagland, em "Donkey Gospel")
*Dizer a Hilda me atiçou. Ou talvez tenha sido invejinha dos alunos da Casa Poema, que fizeram um recital lindo com as letras-poemas do Zeca Baleiro capitaneados pela Elisa Lucinda essa semana. Seja pelo que for, a dizedora de poemas em mim acordou. Acho que tá nascendo a série "Admirada": Maria diz os poemas que gosta. Vamos ver no que vai dar...
21.7.12
Dizendo Adélia
Adélia foi das primeiras poetas a morar na minha boca.
Na primeira noite em que subi ao palco pra dizer versos, falei "O caso do vestido", do Drummond, e um poema dela chamado "Um jeito".
Esse aí me chegou há uns dois meses, e embora sempre tenha morado dentro da poesia reunida dela, que eu já li e reli mil vezes, foi só agora que ele invadiu minha boca irremediavelmente.
Acho que nunca mais sai.
(Para cantar com o saltério, de Adélia Prado, em "Um jeito e amor")
20.7.12
Dizendo Everton
Everton Behenck pra mim primeiro foi cantor, da banda que tocou depois do meu recital no Ocidente, em Porto Alegre, na Festipoa 2011.
Daí meu espanto bom quando ele me deu seu livro e eu vi que ele era um baita poeta.
Mas foi no Apesar do Céu, no blog, online, que eu mergulhei na poesia do cara e desde então venho dizendo "uau" cotidianamente.
Porque o sujeito produz, viu? Escreve lindo e muito, pra nosso deleite.
Eu me lambuzo e recomendo.
(Um poema de esperança seca, de Everton Behenck, em www.apesardoceu.wordpress.com)
19.7.12
Dizendo Hilda
não, nem é isso que eu sinto não.
mas meu deus, quanta beleza!
que sublime que a hilda sabe ser!
que prazer dizer as palavras dela!
(Poema de "Trovas de muito amor para um amado senhor", de Hilda Hilst, em Poesia: 1959-1979 - São Paulo: Quíron; [Brasília]: INL, 1980.)
25.6.12
Recital no Recife: ao vivo e a cores!
Recife. Palco. Sesc Santa Rita. Laboratório de Autoria Ascêncio Ferreira. Ao vivo. Meia hora. Meus poemas. Público. Calor. Alegria. Emoção.
Muito, muito obrigada, Taciana Oliveira, por mais esse registro carinhoso.
Muito, muito obrigada, Taciana Oliveira, por mais esse registro carinhoso.
17.4.12
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