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1.3.13

Da Jojô

A Jojô é foda. Sabe aquelas pessoas que você conhece e rapidamente volta pra infância, com vontade de chegar perto e dizer cândidamente: "oi, eu achei você legal, quer ser minha amiga?". E foi exatamente isso que eu disse pra ela um dia por escrito, pelo Facebook, depois de alguns encontros ao vivo em noites de amigos em comum. Pra minha alegria ela respondeu "Quero!", com exclamação e tudo, e aí a gente virou amigas, pronto. Pouco me importa que eu ainda não conheça ao vivo a deliciosa Micaela, filhota dela que eu só vejo em foto. Pouco me importa que ela não conheça a minha casa e que a gente quase nunca se veja ao vivo. Aliás, isso é mentira: muito me importa tudo isso aí, e eu desejo que logo logo a gente ganhe essas novidades, mas o que já acontece e é lindo é muito simples: eu gosto dela. Gosto do entusiasmo, da alegria, do otimismo, da maluquice, da sensibilidade.

Tudo isso tá impresso e expresso nas colagens que ela faz. Ela é uma artista das boas, a Jojô. Faz cada coisa bonita e instigante, sabe? Essas são colagens que ela faz tipo prét-a-porter, que ela chama de "Statements" e define assim: "as imagens são apropriadas de terceiros, mas legendadas pela casa - via citações prontas ou tipografias baixadas de sites de design". Tem coisas muito mais sofisticadas e artesanais lá no site dela, obras de arte com humor e veia, mas eu simplesmente amo essa junção despretenciosa de texto e imagem, tanto que nem consegui escolher entre as várias que tenho salvas então aqui vai uma enxurrada delas.


Senhores, com vocês, a minha amiga Joana Coccarelli.































16.2.13

E se o dinheiro não existisse?

Faz muito muito sentido depois de ter pago uma bela grana prum cara me levar pra sentir por dez minutos o que é voar pelos ares com só uma asa de tecido e alumínio entre a gente e o chão. A primeira coisa que eu pensei, quando consegui deixar de ser só emoção e pensar em alguma coisa, foi: imagina passar o dia todo fazendo isso? Eis aí um belo jeito de viver. Talvez os pais dele quisessem que ele fosse advogado ou médico, que tivesse um "bom emprego", mas não. Homem voador, ele escolheu. E não vai ter casa em Angra nem lancha mas estava de tênis da Osklen que eu vi e sorri na hora. Tô aqui pensando o que eu faria se o dinheiro não existisse, e em que medida eu já faço. Eu seria só poeta? Vivo me dizendo que não gostaria, mas as razões têm todas a ver com o dinheiro, claro. E você, faria o que?



 








Pra quem quiser virar pássaro um pouquinho e experimentar a vida do Paulão: www.flytourbrazil.com

27.1.13

O que está acontecendo, Maria?

Está acontecendo que eu resolvi aproveitar que Saturno entrou em Escorpião e que rolaram duas eclipses também nesse que é meu signo e que vão rolar mais uns dois pares deles ao longo desse ano, e que isso tudo quer dizer mudança e comprometimento e responsabilidade, e ir ainda mais fundo na coisa toda fazendo meu mapa astral e ainda dando um mergulho no pensamento criativo em três dias de palestras interessantes e exaustivas, e nas horas vagas fui ver e ouvir a intensidade inebriante de Tulipa e Gal na nave maravilha que é o Circo, e aí está acontecendo que eu estou pensando em coisas como poesiaamorcriaçãomedoaçãoriscoentregamudançafluxocontroleemoçãoarrependimentodesejopotênci
aplanetasurgênciaequilíbriotempo e bom, está acontecendo que é coisa pra caramba e me deu até dor de barriga, e está acontecendo que eu aceito o desconforto - mas vamos lá Júpiter e fortuna e sorte, venham dar uma mãozinha pra essa moça também. E bom, por hora é só isso que está acontecendo.




(abrindo o coração pro Facebook, que pelas perguntas que me faz tem andado preocupado comigo)

28.11.12

Um presente do Recife

Acho que foi assim desde que pisei em solo pernambucano pela primeira vez. Alguma coisa se encaixou entre meus pés e a cidade, Recife se abriu em abraços, sons, cheiros, e tantos, tantos gostos! Gosto do jeito da cidade, do sotaque dos pernambucanos, generoso, musical, as frases começando por "então". E a alegria. E a profundeza. Recife se abriu e me deu caminhadas em Boa Viagem, a beleza de tirar o fôlego da Oficina do Brennand, as igrejas com vista pro mar de Olinda, os papos com Mariana, o artesanato, a cachaça nas ruas antigas, me deu Luna Vitrolira (chegada em Porto Alegre, onde éramos ambas estrangeiras e o afeto se fez instantâneo), Adrienne Myrtes e seu forte e delicado "Eis o mundo de fora" (sobre o qual eu escrevi aqui).

E um dia Recife me deu voz. Me deu um palco, me deu platéia. Marcelino Freire, o pernambucano que mais agita a literatura de Norte a Sul, inventor da Balada Literária de Sampa, foi quem me espalhou pro pessoal de lá. Daí Cida Pedrosa, Rita Marize e o pessoal do Sesc Santa Rita me pegaram pela mão e me fizeram dizer poemas com sotaque mais uma vez, prazer que eu só tinha tido em Porto Alegre. Poa virou meu sul, Recife é meu Nordeste particular.

Foi lá que eu conheci o Nagib, que me ouviu, comprou meus livros, me escreveu, virou amigo, e agora me presenteia com essa resenha linda sobre o meu trabalho, publicada no Jornal do Comércio de lá. Escrever é bom, ser lida é uma delícia, dizer meus poemas é um prazer imenso, e ler sobre mim é das surpresas mais gostosas que essa vida me traz. Obrigada, Nagib, pelo presente.


30.10.12

Sarauê em imagens

Nos jardins da Biblioteca Nacional, dizendo meus poemas e os do Drummond

Letícia e Lucas, queridos, fazendo Letuce voz&violão e emocionando com um poema do Drummond, além da música que mora dentro de um poema meu - sinergia&admiração




Mônia Montone, anfitriã da noite junto com o Claufe Rodrigues, em momento de figurino animado

1.8.12

Tem coisas que só o Google Alert faz por você

Como descobrir que você é nome de rua, de bairro, de condomínio, e até, pasmem!, de time de futebol! E atenção, gente: eu ganhei do Ideal por 3 a 1! Maria Rezende ganhou do Ideal! Fora com o ideal, viva o real! Acho que vou levar isso pra terapia semana que vem...










15.7.12

Texto na revista Lola de julho/2012

Chamada na capa é muito chique, gente! Obrigada Luciana Ackermann pelo convite!


Adorei o convite pra escrever na revista, que é bacanérrima, moderna, de bom gosto, com matérias inteligentes e de quebra bonita pra dedéu.

Sim, o texto continua! Confesso que pra chegar aos 7mil caracteres contei digamos assim com um grupo de discussão sobre o assunto... É que apesar de ter escrito que adoro pau mole e falar de sexo nos meus poemas preencher duas páginas não é mole não, sabe? Agora, imagine se eu não adorei eles me darem todo esse espaço, né?