27.8.08

inédito

sabe quando o cansaço é tão grande que ele desaparece? dizem que acontece com a fome também, mas essa eu nunca experimentei. a do cansaço rolou ontem.

foram 5 dias intensos de trabalho sob pressão, todo o stress que alguém possa suportar, domingo saí do escritório 1h da manhã pensando: acabou, maria, agora é relaxar, mas não. não tinha acabado. claro.

ontem foi de 10h às 5h. não às 17h não, 5h mesmo, do dia seguinte, hoje. sou ruim de contas mas o espanto foi tanto que até me esforcei: 19 horas no trabalho. e quando vi que eram 20h e eu ainda estava lá pensei em maldizer o almoço sem pressa que tinha tido, mas quando deu 1h da manhã e eu ainda estava lá abençoeei-o, porque não ia ser aquela uma hora que ia ter me salvado, mas o relax dela estava na categoria dos talismãs pra suportar a madrugada - além dos docinhos sensacionais que eu tinha comprado no café.

a parte mais espantosa foi que não teve cansaço, nenhum cansaço, nada. não teve cansaço nem o desespero que ele traz, não teve "que injusto o mundo" e nem vontade de ir embora, foi um só fluxo de pensamento que me dizia "termina isso, menina, e amanhã vai ser mais legal".

surpreendente também foi que não teve medo. é que eu trabalho numa casa enorme cheia de corredores e escadas, e ficar lá sozinha depois que todo mundo já foi não é exatamente meu programa preferido. muito menos andar o corredor escuro e silencioso que dá na rua, e abrir a porta sem saber o que há lá fora, e entrar no carro bem rápido pra poder respirar aliviada. pois ontem-hoje não teve medo também, só uma calma enorme, quase uma tranqüilidade de aceitar o inexorável e ir com a maré.

atravessei o corredor escuro com o dia quase clareando, a rua já começando seus barulhos de carros e gente, e vim dirigindo bem devagarzinho pra chegar em casa e tomar um banho, e então finalmente relaxar por umas 3 horas até o homem da Sky chegar com a notícia de que não é possível instalar a antena aqui, e mais um dia começar.

o cansaço? tá quase querendo chegar. e eu vou recebê-lo de braços abertos, e dormir como se não houvesse amanhã, até amanhã me acordar. porque não, não tinha acabado. não acaba nunca. claro.

24.8.08

parceria

Acho que é a coisa mais importante de todas as coisas, incluídas aí cama, café-da-manhã, amor, água quente, um trabalho legal, filhos.

É a rede de proteção contra tudo que é ruim. Você tropeça, cai, mas não se espatifa no chão.

É como rezar e ser atendido. É a temperatura certa.

É o que te faz saber que tudo tu-tu-tu, que tudo nhem-nhem-nhem, e que mesmo quando tudo pá-rá-rá-tin-bum você seguirá resistindo aos furacões e às areias movediças, andando sobre as águas sem molhar as pernas, você existe, você é firme, você é.

Eu sou.

21.8.08

duas coisas

Pois eu fui lá no programa, peguei o carro, cheguei em cima da hora, passei um batonzinho no banheiro mesmo e fiquei feliz de ver que também estavam lá a Geovana Pires, parceira querida da Escola Lucinda de Poesia Viva, divulgando a nova Casa Poema, e o Domingos Guimaraens, poeta do coletivo Os 7 novos e companheiro de puc, de cep e de bares por aí.

De repente parecia seriado de tv americano: "1 minuto!" e vem aquela aflição "meu deus será que eu decorei direito o poema" e a apresentadora pergunta pra Geovana como era mesmo aquele poema do Fernando Pessoa do poeta é um fingidor, e aí "30 segundos" "caramba, vou esquecer no ar, tenho certeza", e ela segue decorando o poema na hora, ensaiando pra câmera, e "10 segundos" "gente, como é que essa menina dá conta de fazer isso todo dia" e aí bum!

A menina levanta, começa a falar numa rapider impressionante, mudando de câmera a cada frase e uma tv grande no fundo do estúdio mostrava tudo que gente do Brasil todo estava vendo em casa, naquele exato instante, como é que pode uma coisa tão instantânea assim? Confesso duas coisas: fiquei boba com a agilidade dela, a Liliane, que apresenta o programa ao vivo todo dia; e fiquei brava com a agilidade do programa que não me deu a chance de dizer um poema no ar, e eu que me afligi tanto com medo de esquecer nem essa oportunidade tive.

Gente, como é que eu vou ganhar alguém sem dizer um verso? Ok, teve o figurino descolado "sou jovem", tiveram observações ligeiras sobre assuntos interessantes, mas sem dizer poesia não dá pra vender livro...

Mais ou menos, descobri hoje, porque logo depois do programa muitas pessoas passaram por aqui, algumas rapidinho outras bem demorado, e afinal de contas é pra isso que a gente sai de casa no meio da tarde e corre pro centro da cidade numa quarta-feira de trabalho: pra ganhar leitores e vender livros. Além de encantar a vovó, é claro.

19.8.08

A poesia anda me caçando. Eu sumida, enrolada, cheia de praticidades, e ela me chega em telefonemas e emails. São pedidos de livros, propostas de recitais e organização de eventos, e agora um convite prum programa de tv. Eu agradeço, porque sei que não ando dando a atenção que ela merece, então fico mesmo muito grata que ela insista, que ela não desista dessa poeta bissexta que eu virei...

Sendo assim amanhã, quarta-feira dia 20 de agosto, eu vou estar no Atitude.com, na TV Brasil (nome novo da TVE, com o qual confesso que ainda não me acostumei). O programa é às 18h, ao vivo, então quem tiver a sorte de estar em casa a essa hora de bobeira, ligue lá!

16.7.08

ô abre alas...

O ano era 2003. Eu tinha 24 anos e escrevia poesia há uns dois anos. Numa manhã ensolarada peguei meu corsinha prata, Rodrigo de co-piloto e guarda-costas, meio nervoso com o caminho e meio mau-humorado com o cedo da hora, mas afinal se não fosse por ele não ia ter nada daquilo... Entre animados e impacientes, rumamos pra Madureira, pra uma gráfica que eu já nem lembro como chamava, um disquete na mão.

Lá era grande, tinha máquinas enormes fazendo livros, os mesmos livros que eu li incessantemente desde que aprendi a juntar as letras, e agora aquelas máquinas iam imprimir o meu livro, que depois alguém ia ler na sua casa, na sua cama, antes de dormir ou nas tardes de domingo. E tinha que escolher o papel que combinava mais com os meus poemas, e decidir se a capa tinha ou não cera - eu decidi que sim, ficava mais brilhante, e escolhi o papel "branco neve", que era mais moderno, me disse o cara que nos guiava lá. Meu livro. Que sensação louca!

E era só começo. Um tempo depois o interfone tocou lá em casa - que era ainda a casa dos meus pais - e quando eu desci uma kombi despejava na calçada pacotes e mais pacotes embalados em papel pardo, cheios do meu livro dentro. Eram mil substantivos femininos em plena rua, e o fim de tarde daquele azul que eu mais gosto emoldurava a minha cara de felicidade abrindo um dos pacotes ali mesmo na calçada, e a emoção de ver a capa vermelha encerada, brilhante, o papel branquinho, moderno, e as minhas palavras ali dentro, a dedicatória pra Elisa que me abriu os caminhos da poesia, meus poemas de estréia morando pra sempre naquelas páginas, meu livro, meu primeiro livro, que loucura, meu deus!

De lá pra cá o vermelhinho me rendeu muitas alegrias: foi vendido no Te vejo na Laura pra quem tinha acabado de me ver ao vivo e queria levar pra casa, foi vendido por internet e correio pra gente que eu nunca vi ao vivo, foi dado pros amigos, pras pessoas queridas, foi dado e enviado pra gente que eu admiro e respeito, como o Manoel de Barros, o Gullar, a Viviane Mosé, a Martha Medeiros. O tempo foi passando e o livro foi ficando cotidiano, perdendo a novidade e virando obviedade na minha vida.

Aí começou a tomar forma o projeto do segundo livro, o Bendita Palavra. Mas como livro de poesia é visto pelas editoras como um não-produto, e como eu não queria mais ser independente, o projeto foi virando os anos sem entrar no papel. No substantivo, eu nem procurei editora. Incitada pelo Rodrigo, que na época era meu namorado novinho em folha, cheio de sonhos e projetos e força pra fazer os dois acontecerem, eu tinha decidido publicar e não estava nem um pouco disposta a fazer concessões pra editoras e nada a fim de levar nãos que iam me desanimar na empreitada. Peguei minha poupança e mandei ver! Só que o tempo passou, eu fui morar sozinha, e aí tinha aluguel e contas pra pagar, além de não ter mais um palco fixo pra vender o meu peixe-palavra.

Demorou esse tempo todo, cinco anos, pra eu ser tomada de novo pelo vírus da decisão. Que se dane a incerteza da vida de freela, que se danem as editoras que não bancam as edições, eu pago pelo meu livro, paguei pra gráfica de Madureira e pago agora pra 7Letras, e finalmente em novembro o meu segundo livro vira livro mesmo!

No meio desse processo todo, o substantivo feminino ficou ainda mais esquecido. No fim do ano passado, como se quisesse provar seu potencial, ele me deu uma alegria rara: estive em Montevideo, e mandei um livro pro Eduardo Galeano, que eu leio e releio e morro de prazer com cada palavra. Pois não é que semanas depois chega um pacotinho com uma letra miúda e dentro um exemplar de Mulheres, coletânea de textos dele que tratam da mulher, e lá na folha de rosto uma dedicatória linda, carinhosa, me dizendo coisas inesquecíveis e que vão morar pra sempre no meu coração de poeta...

Acho que foi a despedida dele pra mim. Porque esses dias fui procurar uns livros pra vender numa noite de poesia falada no Jardim Botânico e a surpresa: só sobraram 30 exemplares! Como assim?! Mas se eram mil! Achava que eles eram inesgotáveis, um manancial infinito de substantivos femininos dentro de portas de armário em Ipanema e Botafogo. Pois não eram, e não são. Nessa noite vendi dez livros, e fechei a tampa, pensei. Preciso ter uns guardados, gente! Vai que o Saramago aparece aqui em casa? Hoje recebi um email da Ana Carolina, lá de Natal, querendo comprar um livro. Ia recusar a proposta, mas Natal, Rio Grande do Norte? Não deve ter nenhum substantivo feminino andando por lá! Irrecusável. Topei a venda. Mas juro que foi a última!

E agora que o Bendita Palavra vai mesmo sair, que ele já tem foto da capa e diagramação, parece que o primogênito quis se retirar em grande estilo e abrir alas pra vinda da nova geração. E apesar da tristeza de pensar em não ter mais livrinhos vermelhinhos pelos armários, não posso negar o orgulho besta de dizer por aí: sou uma autora esgotada!

30.6.08

sim, eu ainda sou poeta

Quem cujo dedo busca o gatilho
E agradece a falta da arma

Quem cujo medo assobia na noite
E rabisca nas revistas

Quem se trai nos gestos e quebra cartões e canetas
Quem morde o de dentro das bochechas
Quem morre de câncer
Quem morre do coração

Quem não dorme na tv de madrugada
Quem finge calma e bebe água
Quem range os dentes
Quem parte o espelho
Quem compra roupas
Quem lava o chão

Ninguém encara, de fato e por inteiro,
A solidão

25.6.08

explicações, revelações, reflexões

Eu sumi de novo. Peço desculpas e explico: começou com o frisson pós "super sexta", narrado aí embaixo. Continuou com montagens, prazos apertados, obra no apartamento, e piorou ainda mais com um trabalho novo que pintou. Bom, essa foi a explicação, passemos à revelação.

O trabalho novo é justo escrever pra outro blog, o do Nome Próprio, filme novo do Murilo Salles que estréia dia 18 de julho. Eu vi o filme há quase um ano, a convite do Murilo, na ilha da produtora dele em Ipanema, e saí da sala estupefata. O filme nasceu do universo da Clarah Averbuck, que eu leio em blog e livro há anos, e tem como protagonista a Leandra Leal, com uma intensidade que eu não via há tempos numa atriz de qualquer nacionalidade.

Achei o filme denso, engraçado, corajoso, daqueles em que se torce pela protagonista pra em seguida desprezá-la, em que se tem vergonha por ela e se sorri com ela e emoções contraditórias desse tipo, raras e boas demais de sentir por conta de um filme. Pois agora, perto do lançamento, o Murilo me chama de novo, dessa vez pra escrever pro blog do filme, onde está se esquentando essa estréia, e mesmo enrolada com tudo o que foi narrado no primeiro parágrafo não dava pra recusar.

Aí chegamos ao capítulo reflexão. Porque o Murilo é denso e não quer que o blog seja um espaço pra simplesmente contar casos da filmagem e fazer promoções e divulgar sessões. Nome Próprio é um filme construído com cuidado (e ainda assim instintivo), pensado, um filme feito a partir de muitas reflexões. Nessa onda, começamos por lá a pensar na questão da literatura que tem como ponto de partida a vida do escritor, e sua oposição a uma literatura mais racional, afastada do cotidiano do autor. Pensando nisso, eu escrevi lá um texto cheio de dúvidas. E pensando ainda mais, acabei escrevendo um texto mais cheio de convicções, que posto agora aqui.

BOXE LITERÁRIO - parte 2

O que importa mais? A vida ou a arte? O frenesi de cada passo ou de cada frase? Talvez seja justamente o encadeamento dos dois: viver intensamente pra fazer da vida matéria-prima pra escrita, sugar dos dias o estilo e os temas, diluir a fronteira entre real e imaginado. A literatura beat americana foi fundo nessa linha, propondo uma escrita menos “literária” e mais aproximada da vida. Nada de passar anos debruçado sobre um manuscrito mudando uma frase aqui e outra ali: escrever no ritmo dos acontecimentos, na pulsação da vida.

“Nome Próprio”, novo filme de Murilo Salles que estréia 18 de julho, teve origem na obra da gaúcha Clarah Averbuck, blogueira e escritora, e é perpassado por essa questão. Camila, a protagonista, é escritora, tem um blog, e ao longo do filme descobre como escrever seu primeiro livro. Em determinado momento, ela diz que se vai fazer da vida matéria-prima da sua escrita, é preciso vivê-la intensamente. E não hesita um segundo em cumprir o projeto. Mas nem sempre essa aproximação é fácil. Jack Kerouac, um dos maiores ícones beat, levava uma vida mais tranqüila do que seus romances faziam prever, e acabou morrendo de alcoolismo aos 47 anos tentando corresponder à imagem selvagem de seus personagens em romances como “On the road”. Dele pode-se dizer que “viver com a intensidade da arte levou-o ao infarte” (Leminski).

Paulo Lemisnki é um dos representantes brasileiros dessa linhagem de escritores. Poeta, romancista, publicitário, faixa-preta de judô, músico e letrista, ele misturou de tudo na sua escrita, sendo autor de haicais minimalistas e longos textos, sempre tendo o cotidiano como mestre, e defendendo que a escrita é sempre menor do que a vida.

“Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Esse silêncio, acredito,
São suas obras completas.”
(Paulo Leminski)

Na contra-mão desse pensamento estão escritores como James Joyce, cuja literatura testa os limites da língua e propõe inovações na escrita, capazes de se debruçar sobre manuscritos por anos a fio, mudando palavras e burilando cada frase. Em sua literatura o frescor da vida é substituído pelo vigor da linguagem, e escrever passa a ser muito mais importante do que viver. A vida pessoal não interfere na obra, que se contém em si mesma. Será essa forma de literatura menos intensa, ou justamente mais profunda por evitar a contaminação pelo cotidiano?

O surgimento dos blogs trouxe um fato novo a essa discussão. Passou a ser possível publicar simultaneamente à escrita. Tec tec tec, o clique num botão e lá vão pro mundo as palavras recém escritas num apartamento em algum lugar do mundo. Essa rapidez engendra uma escrita muito ligada à vida, e aí surge a discussão: literatura de blog pode ser literatura? Clarah Averbuck, precursora dessa questão na internet brasileira e que já está no terceiro livro publicado em papel, defende que “não existe literatura de blog, escrever é escrever e pronto, é só um meio de publicação com uma data no final”. E os blogs servem também como plataforma de divulgação de trabalhos que não necessariamente estão sendo escritos ali, dia-a-dia, mas que foram burilados por tempos a fio e agora se apresentam ali como alternativa aos livros impressos, tão difíceis de conquistar pros jovens autores.


Talvez a grande questão seja a qualidade do que se escreve e não a interferência da vida no processo, ou a agilidade da publicação. O que acontece essa manhã pode estar na tela essa noite e nas livrarias em um ano, e o que se espera de cada etapa do processo é que seja intensa, nova e vigorosa, seja ela real ou imaginada.

8.6.08

super sexta




Taí o registro de uma das noites mais incríveis de todos os nossos tempos: Rodrigo cantando uma música dele com a Ana Carolina na estréia do show de lançamento do cd e dvd dela em São Paulo. Esse convite da Ana juntou quase tudo que poderia ser bom: cantar no show dela, com ela, uma música dele, e em São Paulo, que ele ama.

Foram dias de antecipação e preparativos, era preciso produzir um terno moderno, então ligamos pra Nina e pra Anne e lá fomos nós pro O Estúdio, que faz roupas sensacionais e emprestou pro Rodrigo um terno lindo. Aí foram horas de troca-troca de roupa, testando mil figurinos, e ensaiando a música no violão, e falando com o Jerry, produtor super profissa e gentilíssimo da Ana, sobre passagem, hotel, horários, etc. Eu não tive dúvida: comprei uma passagem e fui junto, que eu não ia perder essa noite por nada! Cesar, pai do Rodrigo, também se juntou à trupe.

Sexta de manhã fomos pro aeroporto, e a falta de teto fez todos os vôos atrasarem e acabamos encontrando a banda da Ana toda, além da Elisa Lucinda, que também ia pra Sampa apresentar o "Parem de falar mal da rotina". De repente me dei conta do círculo se fechando, que foi na casa da Elisa que conhecemos a Ana, que foi lá que eu peguei o telefone dela pra convidar pro Te vejo na Laura, onde ela leu um poema e um conto da Elisa, e agora a gente indo pro show da Ana e a Elisa ali no aeroporto, compartilhando daquela felicidade...



(a gente e a Ana no Te vejo em setembro de 2004)

A chegada em Sampa foi corrida: almoço rápido e Rodrigo já foi pro HSBC Brasil passar o som levando a roupa do show, e ficou lá direto até de noite. Eu matei horas até finalmente ir pra lá às 21h30 com o Cesar, passei no camarim pra entregar pro Rodrigo a rosa que ele ia dar pra Ana no palco, ele estava tranqüilo e eu fiquei também, e fui pra platéia esperar a hora.

O show começou e eu fui ficando cada vez mais nervosa, sem saber exatamente em que momento seria a entrada dele, e quando chegou a hora fui só felicidade, uma emoção explosiva, e só um pensamento: ele tá pronto. A demora toda pra lançar o disco,toda a paciência que foi preciso ter e ainda será, tudo fez sentido. Subir naquele palco, com a Ana Carolina e aquela banda, e não medrar e não se encolher, e cantar lindo e ainda brincar, só o tempo dá essa cancha...

O público foi super quente com a música, a Ana adorou a participação, e a noite acabou gloriosa! Agora é ver e rever o vídeo aí em cima, pra reativar a memória quente desses minutos...

ps: na mesma hora do show, em Miami, minha mãe exibia o "Meu nome não é Johnny", que acabou ganhando seis prêmios no Festival lá. Isso é que é sexta-feira, minha gente!

28.5.08

valem mais que mil palavras

Quando vi esse filme da Dove há uns anos atrás pensei: porra, então é pra valer mesmo essa "campanha pela real beleza". Porque revelar assim tão explicitamente o processo de construção dessa beleza que atormenta as mulheres pela impossibilidade é quase que uma traição a essa indústria, da qual a Dove definitivamente faz parte.

Pra mim esse vídeo devia passar em todas as escolas, fazer parte da educação básica de meninos e meninas, pra ajudar na criação de uma geração com mais auto-estima e menos presa a esses padrões sufocantes de beleza.



27.5.08

a origem da série

O Procurando Quem nasceu com um curta chamado Procurando Jorge Mautner, feito pelo Rodrigo no esquema mais mambembe do mundo. O curta foi exibido na Mostra São Paulo, Rodrigo acabou conseguindo que a Clélia Bessa (produtora da Raccord) visse o filme, e foi ela que levantou a lebre de que isso poderia virar uma série de tv.

Um tempão se passou e finalmente a série estreou, com produção da Mariza Leão e da Atitude Produções, há duas semanas. Pois hoje vai ao ar o episódio com o Jorge Mautner, origem de tudo. Às 21h, no Canal Brasil, com reprises 5a às 16h e sábado ao meio-dia.

26.5.08

o paraíso é assim

uma casa simples encravada na mata, com prainha particular, dias lindos de sol e brisa, pedras gigantes pra ver o pôr-do-sol, luz de gerador que apaga às 23h e depois velas e papos e vinhos com o homem escolhido e os amigos perfeitos, que sem a companhia certa não tem paraíso...

18.5.08

Procurando Clarah Averbuck

Essa 3a vai ao ar o segundo episódio do Procurando Quem, com a Clarah Averbuck. Rodrigo partiu pra São paulo com a câmera na mão e nenhuma infra, e passou dias caçando a moça pela cidade, encontrando gente interessante como o Mario Bortolotto, a Rita Wainer e o Xico Sá pelo caminho.

Esse episódio foi o primeiro a ser filmado, portanto o primeiro a ser montado, e é dos meus preferidos. Tá cheio de bossa, e acho que com a cara da Clarah. Esse videozinho é um trecho de uma entrevista dela pro Ramon Mello, nosso amigo escritor e jornalista, que acabou entrando no filme.

Lembrando: 3a feira 21 no Canal Brasil
Reprises: 5a feira 16h + sábado 12h30




9.5.08

Estréia terça



Acabou o mistério: terça, dia 13, estréia Procurando Quem, programa bacanérrimo do Rodrigo Bittencourt, novidade na grade do Canal Brasil.

É uma mistura de documentário e ficção, de programa de entrevista e filme de humor, que nasceu de um curta que o Rodrigo dirigiu chamado "Procurando Jorge Mautner". Agora serão 13 episódios, e em cada um deles um artista é o alvo da procura.

No caminho pra tv mil pessoas foram se agregando, Mariza Leão na produção com a equipe toda da Morena Filmes / Atitude Produções, o Canal Brasil que comprou a idéia e está super animado com o projeto, e eu muito feliz na montagem!

Então anotem:

ESTRÉIA - 3a feira, 13 de maio, 21h

TEMPORADA - toda 3a ao longo de 13 semanas
reprises 5a às 16h + sábados às 12h30

8.5.08

na mosca

Nunca vi nenhuma campanha anti-aids tão incisiva como essa francesa.

Merece ser vista e espalhada, porque vivemos na era pós-medo, e nesse caso muito particular, e infelizmente, devíamos ter continuado na era do medo e da paranóia, que pelo menos nos mantém seguros e com saúde.

29.4.08

em um ano


Desde que comecei a contar os visitantes daqui fiquei meio maníaca pela coisa. Quem reparar vai ver que tem um contador "exibido" aqui à esquerda, um discreto lá no fim da página, que só revela seus segredos quando devidamente clicado, e além disso um mapinha que me conta de onde é essa gente toda.
Eu sempre me surpreendo com as informações, e até já duvidei delas. Comemoro números simbólicos, e adoro os mecanismos malucos que me permitem saber de onde as pessoas vem quando chegam aqui (quase 1/4 delas googla "poesia de casamento", sabiam? eu tenho!).
Tudo isso pra dizer que fiquei triste quando o meu mapinha cheio de bolinhas e bolonas vermelhas foi arquivado e deu espaço a esse vazio aí do lado. Então, pra não perder o prazer do mapão-vermelhão, agora fixo ele aqui! Agora pensem comigo: quem será aquela bolinha perdida no canto direito lá embaixo? Ah, a curiosidade...

24.4.08

foto da capa

Por conta da lista do post abaixo, o Bendita Palavra acabou atrasando mais uma vez. Mas como os pagamentos à 7Letras já começaram, felizmente dessa vez eu tenho um limite de atraso, viva! Isso quer dizer que em junho ou no máximo julho o livro tá na rua!

No começo da semana então fui na casa do Stefan Kolumban, fotógrafo maravilhoso e amigo querido, tirar a foto da capa. A idéia da foto da tatoo há tempos eu já tinha, mas o Stefan acabou trazendo outras idéias na hora e acabamos com muitas possibilidades ótimas. A minha preferida, e por enquanto escolhida, é essa.

Agora tá nas mãos da Cacau Mendes criar a arte da capa sobre ela!


22.4.08

sim, eu sumi








- casa nova -
- trailer do Carvana -
- making of do Bruno Barreto -
- montagem de 13 episódios do Procurando Quem,
programa do Rodrigo pro Canal Brasil -
- trailer do Bruno Barreto -
- viagem à Europa em setembro -
não deu, gente, não tem dado...