
"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
17.5.09
Da Martha

6.5.09
tudo ao mesmo tempo agora
Já tinha um tempo que eu sabia que ele seria especial, porque vai ser o super esperado lançamento do dvd Sopro dos 7 Ventos, homenagem ao Tonho Gebara, compositor talentosíssimo, guitarrista genial, pessoa mais adorável do mundo e meu grande amigo querido. Foi junto com ele que eu e Rodrigo lançamos nossos primeiros trabalhos, numa noite incrível em 2003. Quando ele morreu os amigos mais próximos e companheiros de banda começaram um movimento que virou o projeto Sopro dos 7 Ventos: sete shows, em sete lugares diferentes, com artistas cantando as músicas dele e a gente matando a saudade desse jeito. O sétimo show foi no Circo Voador e virou o corpo principal desse dvd, que tem extras incríveis: clipes de músicas inéditas, documentário sobre os sete shows, autobiografia do Tonho narrada pelo Rodrigo, fotos de arquivo, mil coisas ótimas!

O dia ficou ainda mais especial porque, por absoluta coincidência, é também o lançamento do Toda feita com as mãos, primeiro livro "oficial" da Mariana Dias, outra amiga querida minha e do Tonho, parte integrante dos saraus que a gente fazia com o pessoal da Letras da PUC e onde a minha poesia e a dela se cozinharam junto com as músicas dele. A Maria é mesmo adepta de fazer tudo com as mãos, e já fez mil livros lindinhos artesanais, mas agora estréia no livro oficial com editora e tudo mais, e vai ser demais ir de um lançamento pra outro nesse clima de saudade boa dessa época.

Completando a noite de lançamentos, meu companheiro de 7Letras e novo amigo gaúcho-carioca Leo Marona lança também seu livro de estréia, Pequenas Biografias não-autorizadas. A gente se conheceu em Porto Alegre na Festipoa e ficou amigos de cara, porque ele é divertidíssimo, e eu logo descobri que é um puta poeta também.
26.4.09
De aplausos e vaias
Não essa semana. Os dias que o último domingo encerrou foram dias especiais, dias cheios de novidades boas, de gente nova, de surpresas e prazeres. Fui lançar meu livro em Porto Alegre e participar da FESTIPOA LITERÁRIA, festival organizado pelo Fernando Ramos, de quem eu tinha falado um pouco antes de viajar. Pois agora na volta posso falar com propriedade: foram quatro dias de debates, mesas redondas, saraus, encontros de poetas, contistas, cronistas, romancistas, conversando sobre os seus fazeres e sobre literatura sem pompa, sem formalidade, trocando experiências e livros e se divertindo juntos, que é o que afinal consolida os laços.
A noite de abertura teve o Veríssimo, que foi o homenageado do festival, e foi muito bacana ouví-lo ali, na cidade dele, dar pra ele meu livro e fazer a tietagem básica.

(foto de Marco Aurélio Marques)
Depois disso não teve mais tietagem e teve foi camaradagem, a possibilidade rara de conhecer escritores de lá e até daqui, como o Leo Marona, poeta gaúcho que mora no Rio desde pequeno e que lança mês que vem pela 7Letras o seu livro de estréia, Pequenas biografias não-autorizadas. Também foram ótimas surpresas a Ana Mariano, gaúcha que lançou pela LP&M o Olhos de cadela, a Carol Teixeira, cronista e contista e agitadora e bacanérrima, cujo último livro chama Verdades e mentiras. Teve ainda o Luis Pimentel, jornalista e escritor que lançava O grande homem mais ou menos, de contos, e o Sidnei Schneider, poeta que mediou a mesa da qual eu participei e cujo livro mais recente é o Quichiligangues.
A temporada por lá teve debates, bares, teatro (fui ver Medéia no Teatro São Pedro, lindos o espetáculo e o teatro em si), mas o melhor foram os amigos novos que me receberam como antiga: a Adriana Deffenti e a Dani Rauen, cantoras e queridas, a Letícia Bertagna, que eu conheci no festival de cinema de Juiz de Fora ano passado e me levou pra ver o pôr-do-sol no Gasômetro e tomar café na Casa de Cultura Mário de Andrade, a Carol Teixeira e o Fredi, marido dela, escritora e músico e casal ótimo e animadíssimo.
Tudo isso sem falar no Fernando Ramos, que inventou e agitou essa loucura toda, e na Julia, namorada dele, que deu o apoio fundamental pra coisa rolar macia, além de me dar mil caronas no maior bom humor.
O ponto alto da temporada foi a noite de sexta-feira, depois de um debate e do lançamento na livraria Letras & Cia, quando rolou um sarau no Sintrajufe, que vem a ser o sindicato dos funcionários do judiciário do Rio Grande do Sul. Parecia insólito e foi o máximo: era um espaço super aconchegante, um palcão com microfone e luz bacanas, mas o melhor era a platéia super atenta e ligada. Subi depois de uma banda ótima, os POETs, formada por poetas e com letras super bem humoradas e melodias gostosas.
Falar poesia depois de banda é sempre um desafio, então já ataquei logo de Musa do século 21, pra conseguir surpresa e com ela silêncio. Deu certo, daí emendei com o Pau mole e a platéia ficou louca. Acho que nunca fui tão aplaudida, tão entusiasticamente, e se fui já nem me lembro. Com o silêncio e os olhares atentos das pessoas emendei mais uns tantos poemas, e quando terminei o último veio o auge: pedidos de bis! Me senti a Madonna, juro. Disse mais uns poemas e quando desci do palco recebi de perto os elogios, os abraços, os olhares intensos, e vendi todos os livros e cds que tinha levado.
Fui pro hotel feliz que só, me sentindo híper querida em Porto Alegre, vendo a minha poesia funcionar fora de casa, sem o carinho dos amigos pra puxar os aplausos. Acordei nesse clima e logo soube que tinha saído uma resenha do Bendita Palavra no Globo. Parecia o céu na terra, parecia que eu era a eleita pra ser feliz e compreendida, que o meu trabalho finalmente tinha alçado vôo pra além de casa, e era isso mas não era, porque a resenha era bem ruim.
A primeira leitura foi um choque, como imagino que sempre seja saber que alguém não gosta do que a gente faz. E entre muitas sensações daquele momento a que mais ficou foi que é ótimo que o Prosa & Verso tenha selecionado meu livro pra ser resenhado, que entre tantos lançamentos ele tenha sido destacado, e ainda que o resenhista não tenha gostado é genial ter esse espaço.
Se eu não preferia o elogio? Claro que sim, mas percebi também que elogio a gente recebe sempre, e crítica quase nunca. No meio dos aplausos calorosos da noite anterior, certamente teve também gente que não gostou, mas esse não vieram bater no meu ombro e dizer "olha, detestei". Quem não gosta nunca fala, quem gosta sempre. Então achei um ótimo contraponto ler essa resenha no momento ótimo em que eu estava, e talvez justo por isso eu estivesse forte pra não me deixar abater pela crítica e entender que ela faz parte do jogo de estar exposta.
Lutei tanto pro livro ir pra rua, pra ele fazer barulho, com a ajuda de Manu e Rafa corri atrás de cada linha de jornal, de cada nota, como é que agora vou reclamar de meia página de jornal, com o nome do livro, meu nome, e a foto da capa ainda por cima?
Então esse domingo foi o encerramento de tudo isso, de aplausos ao vivo e vaias por escrito, de muito carinho e muito riso, de uma cidade de braços abertos pra mim, de novidades e surpresas. Foi tudo bom pra caralho. E que venha mais!
19.4.09
Lançamento em Porto Alegre!
Vai ser na sexta-feira, dia 24, e eu não poderia estar mais animada! O Rio Grande do Sul é o estado mais ligado em literatura do Brasil, e muitos autores vivem lá a vida toda sendo lidos e admirados sem que a gente, no resto do país, sequer saiba que eles existem. Aqui no Rio, que também é lugar de cultura, e muita,quem lê em geral é aquela parcela da população que tem mais grana, porque afinal livro é caro pra dedéu.
Lá em Porto Alegre não é assim. Rodrigo esteve lá na Bienal ano passado e ficou impressionado como taxistas falavam de livros, como a cidade estava girando mesmo em torno do evento. Por tudo isso eu sempre quis lançar livro lá, e agora finalmente uma conjuntura maravilhosa de fatores tornou isso possível.
É tudo coisa do Fernando Ramos, um dos editores do Jornal Vaia, um jornal literário que reúne gente de todo o país e é publicado lá em Porto Alegre. Ele descobriu um poema meu no blog do Marcelino Freire, me mandou email, eu mandei um livro, aí resolvi falar do meu desejo de lançar lá e ele me disse que estava organizando um festival de literatura, a FESTIPOA Literária, que está no 2o ano e rola de 22 a 25 de abril.
Pois então com a ajuda primordial do Fernando, que me incluiu na programação em vários eventos e ainda marcou o lançamento, eu e o Bendita Palavra chegamos em Porto Alegre na 4a feira pra abertura da festa e ficamos até domingo, pra aproveitar ao máximo, conhecer os autores e espalhar o quanto der a minha poesia por lá!
Portanto quem é daí e passa por aqui apareça, escreva, vamos nos ver ao vivo!
16.4.09
À mercê da imprensa
Que a imprensa divulgue antes de um evento que alguém famoso não confirmado vai estar presente eu já acho chato. No meu lançamento a coluna Gente Boa, do Globo, deu uma nota dizendo que a Ana Carolina ia ler o poema do Pau Mole - notícia que eles inventaram de cabo a rabo, porque a Ana era minha simples convidada como todo mundo, nunca confirmou que iria muito menos que iria ler, e os meus assessores de imprensa foram bem claros em relação a tudo isso. Detesto ficar na posição de quem explora a fama dos amigos pra chamar atenção, e acho detestável que a pessoa por ter visibilidade passe a imagem de furona quando não vai a eventos que nunca disse que ia. Mas enfim, me conformei com o fato de que os jornalistas muitas vezes publicam o que acham que fica melhor - embora eu, pessoalmente, prefiriria que nesse caso não publicassem nada.
Agora meu choque foi total ao descobrir que alguns deles levam o equívoco ao extremo, e inventam supostas participações a posteriori! Pois não é que um site desses de celebridades estampou uma fotona do Calloni com a notícia de que a participação dele no Ponte de Versos foi um sucesso, que a livraria lotou, ele leu trechos do seu livro "Paisagem vista do trem", e foi aplaudidíssimo. A verdade é que a livraria ficou lotada mesmo, mas o Calloni (como já tinha avisado à Thereza que poderia acontecer) NÃo pôde ir, portanto infelizmente NÃO leu trechos do seu livro "Paisagem vista da janela" e NÃO foi aplaudidíssimo.
Ou será que foi, e eu é que estou doida? Será que tudo isso aconteceu enquanto eu descia pra beber uma água? Ou terá sido na hora em que eu fui ao banheiro? Não interessa: nós que estávamos lá ainda teremos a dúvida, mas quem lê O Fuxico morrerá de pena de não ter ido ouvir o Calloni, que no final ainda "distribuiu autógrafos e posou pra fotos com fãs". E eu que não estava com a minha câmera fotográfica, gente!
12.4.09
de volta
Amanhã os convidados somos eu, Igor Fagundes e Cyana Leahy-Dios, e de 20h30 às 23h30 estaremos lá dizendo poemas e ouvindo também, que rola uma "sobremesa" na qual os poetas da platéia podem também se aventurar.
Então seja pra ouvir, seja pra falar, apareçam!
PONTE DE VERSOS
13/04 - 20h30
Livraria da DaConde
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125
Leblon Rio de Janeiro RJ
27.3.09
KIT
Finalmente, com mais de três meses de atraso, aparecem as fotos do famoso kit de livro + disco! Confesso envergonhada que nem fui eu mesma que tirei as fotos, como prova o crédito ali embaixo delas. O registro é obra da minha amiga Akemi Ono, que comprou o livro na livraria do Odeon e fez o enorme favor de fotografar e me mandar.
A idéia de colocar livro e disco num pacote pra presente veio por conta do lançamento pertinho do Natal. Aí nasceu essa embalagem bacanérrima, que existe em versão amarela e rosa, e que eu criei com os auxílios luxuosos da Claudete, minha sogra, na compra das embalagens, do Louis Bravo, namorado da Fê, na idéia da etiqueta, e das meninas do Petit Pois Studio, Marianna e Tati, na confecção dela.
Agora, além da felicidade de poder finalmente divulgar imagens do kit, adorei a idéia da fotógrafa de colocar o kit na geladeira, junto com outros produtos de primeira necessidade!

(foto de Akemi Ono)
Pra quem acha que poesia é mesmo isso, e se animar a comprar a minha, aviso que o kit está à venda em cinco lugares entre Rio e Sampa:
- Livraria Odeon (Cinelândia - RJ)
- Casa Poema (Botafogo - RJ)
- loja S.A. (Fórum de Ipanema - RJ)
- loja Calligraphia (Rua Avanhandava - SP)
- Mercearia São Pedro (Vila Madalena - SP)
23.3.09
17.3.09
Novidades
O substantivo feminino, que era independente, teve a maravilha de ter seu lançamento seguido pela estréia do Te vejo na Laura, onde eu dizia os poemas, seduzia o respeitável público e armava a banquinha no final. Tinha noite que vendia 20 livros, sucesso total, mas mesmo nas noites mais vazias pelo menos uns quatro ou cinco livros ganhavam a rua.
Agora tenho a vantagem ótima de ter a 7Letras como editora, com uma distribuição bem bacana, principalmente aqui no Rio. E como a internet tá aí pra potencializar o poder de todo mundo se espalhar, as lojas online como a Travessa, a Livraria Cultura e a própria editora fazem com que o livro esteja disponível em qualquer parte do Brasil, e até fora dele!
Mas o disco do Bendita Palavra ainda é independente, vendido à parte e praticamente não distribuido - já que eu sobre como distribuidora, e confesso que sou péssima nesse quesito...
Então é muita felicidade anunciar que o disco está à venda em mais dois lugares sensacionais aqui no Rio. Um deles é a Entretexto, livraria pioneira em Laranjeiras, que já vendia o livro e agora tem também o disco, oba! A Cristiane, dona de lá, é uma super livreira, uma apaixonada por livros como deveriam ser os donos de livraria, que acredita nos projetos e me achou, aqui pelo blog, pra dizer que queria vender o disco lá. O mérito é todo dela, então, e eu só posso agradecer esse espaço pro meu disco estar em exposição.
O outro lugar é uma loja bacanérrima, uma das minhas preferidas hoje, que é a S.A. - Sociedade Anônima. Fica no Fórum de Ipanema, e a dona é a Sol Azulay, uma estilista e apaixonada por coisas lindas de design incrível, por isso além de roupas sensacionais a loja vende todo tipo de objetos, desde chaveiros a vibradores e livros, claro. A partir de hoje o disco do Bendita Palavra se junta a tudo isso, e também o super lindinho kit de livro + disco na
embalagem genial - que segue sendo secreta porque a poeta aqui não consegue ser também fotógrafa e finalmente revelar a cara desse bendito kit!Agora a poeta-não fotógrafa-distribuidora tenta colocar o disco à venda numa loja online, pra não ter que ir ao correio toda vez que um leitor maravilhoso de outra cidade quer o disco pra acompanhar seu livro. Me aguardem, e enquanto isso podem pedir que eu visto a fantasia da poeta-mensageira e eu mesma mando!
13.3.09
Aval
"agora sei como se sente
uma noiva abandonada no altar
você podia tudo na minha vida
menos faltar."
Alguns dos primeiros livros de poesia dela estão esgotados, mas a Poesia Reunida da LP&M é sensacional, e o vermelhinho Cartas extraviadas e outros poemas tem, como diz o nome, poemas em verso e em forma de cartas, com coisas lindas de morrer, como esse que eu decorei no meu tempo de dizedora antes de ser poeta.
"se tenho os lábios bem desenhados e o seio esquerdo e direito
se falo com voz cristalina e o umbigo não é saltado
se o cabelo é alinhado e as orelhas estão sempre limpas
por que não me amas?
se tenho o pescoço longo e as emoções controladas
se sei responder às perguntas quase todas
se conheço a arte de sorrir com o rosto inteiro
por que não me amas?
se tenho sete vestidos para usar no sábado
se as pernas são rijas e as unhas não estão roídas
se leciono às quintas e a tristeza está bem escondida
por que não me amas?
se nado bem de costas e vivo bem de frente
se como pouco açúcar e bebo muita água
se a timidez que trago não atrapalha a dança
por que não me amas?
sei responder às perguntas quase todas"
Depois ela escreveu Divã, que é um puta livro:
"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.”
O livro (um romance, apesar do trecho acima parecer um poema - é que a Martha é mesmo poeta, não tem jeito...) foi adaptado pra uma peça de sucesso com a Lilia Cabral e agora virou um puta filme também com a Lilia, um filme divertido e sensível, daqueles de fazer chorar e rir, sabe? Eu e Rodrigo fizemos o trailer, que tá bombando nos cinemas preparando a estréia nacional dia 17 de abril.
Aí ela começou a escrever uma crônica semanal na Revista do Globo, que sai todo domingo. Foi o passo que faltava pra todo mundo por aqui passasse a conhecer e adorar a Martha, e com tudo isso, hoje ela é de todo mundo, e ainda bem!
Toda essa longa história é pra dizer que é um puta aval que ela tenha gostado do Bendita Palavra, que eu mandei pelo correio lá pra Porto Alegre e ela recebeu essa semana. Ela já tinha sido uma querida quando eu lancei o substantivo feminino e agora me mandou um email lindo, que eu nunca comentaria porque acredito na intimidade da correspondência, mas aí ela inventou de também postar um poema no blog dela, então fiquei liberada pra botar pra fora essa alegria!
Um luxo, uma delícia, uma honra.
11.3.09
Pra ouvir

5.3.09
Reciclagem
Ainda assim são mais de 200 livros vendidos e dados em menos de três meses, ou seja, quase um best-seller! Eu fico especialmente feliz de saber que o livro tá andando pelo Brasil, e as vendas online fazem isso ser cada vez mais possível e prático.
Agora descobri que fica também bem mais barato. Fui parar num site genial chamado Estante Virtual, que reúne sebos do Brasil inteiro, com os livros todos catalogados, então em cinco segundos você acha o livro que quer e descobre todos os sebos que têm um exemplar, e fica sabendo também qual o estado do livro: se é novo, manuseado, se tem dedicatória, etc e tal.
Fiquei verdadeiramente surpresa de descobrir o Bendita Palavra lá, ainda de fraldas e já no sebo! Mas não fiquei triste de orgulho ferido pensando em quem teve coragem de se desfazer do meu livro não, pelo contrário: quero mais é que o livro ande, circule, me espalhe, e se quem era dono já leu e achou que não ia reler, ou nem leu e achou que nunca ia ler, que bom que o livro agora tá de novo à venda!
O melhor de tudo é que os preços são de sebo mesmo: R$9,00, R$12,00! Eu achei sensacional, e quase comprei um só pra ver se tinha dedicatória, pra satisfazer a curiosidade doida de autora de entender essa história, mas empaquei na compra e acabei mandando email prum dos sebos, o Alfarrabista Corsarium (que nome genial, não?), lá em Sampa, de onde o Fred, gentilíssimo, me esclareceu que eles recebem livros dos próprios distribuidores, mas também de jornalistas que recebem mil livros por semana. Adorei!
Sendo assim eu recomendo: quem quiser comprar baratinho passe lá, rápido porque só tem mais dois exemplares no momento! E quem quiser se desfazer do seu, ou de qualquer outro livro, crie uma conta lá e ponha à venda!
3.3.09
30mil
Trinta mil pessoas vieram aqui. Algumas por engano, trazidas por errôneas respostas do Google. Algumas por amizade antiga, anterior à minha virtualidade. Algumas por curiosidade e desejo, e essas voltam e ficam. Eu fico feliz com todas, que constroém comigo esse lugar transparente que é o mariadapoesia.
É um prazer encontrar vocês aqui!
28.2.09
Palavra Encantada

18.2.09
certeiro
(Fabrício Carpinejar, em entrevista coletiva publicada no site de Cida Sepúlveda, que acabei de conhecer e já recomendo).
17.2.09
o mais extremo oposto
Daí que foi uma sensação gostosa sentar de novo pra escrever no caderno, depois passar pro computador e ir ajustando os versos, uma palavra pulando pro de baixo, outra expressão subindo pro de cima, um ajuste de rima, o ritmo dando as coordenadas.
E apesar do poema não ter nada nadica de nada a ver com o sentimento de hoje, e apesar dele ser mesmo o mais extremo oposto possível da felicidade que me habita, a felicidade dele existir agora me anima a compartilhar, então aí vai, senhores, o primeiro poema depois do Bendita Palavra (e aviso logo que não o melhor, porque depois desse veio outro que esse sim é de doer de bom, mas esse vai ficar inédito ainda um pouco pra ser publicado primeiro em outro site, que santo de casa não faz milagre).
(nunca calmaria, sempre tempestade)
Nunca o macio inteiro
Quase nunca o soco
Nunca foi redondo
Nunca não teve aresta
O amor nunca foi mais do que fresta
Olho aberto no escuro em meio a tanto não
Nunca nada fácil
Mas aquele encaixe exato
Mãos dadas na madrugada
Cada um por si na multidão
(e não há mesmo pior forma de solidão)
12.2.09
Livraria Odeon
Falei de vários lugares onde o livro, o disco e o kit estão à venda, e esqueci um dos mais legais, que a Livraria Odeon, dentro do cinema Odeon, na Cinelândia. A Carol Benjamin, uma das donas, é nossa amiga e me convidou pra participar da estréia de um evento que está rolando lá todo sábado até o carnaval, o Boca de Baco. Tem lançamentos, poesia falada, microfone aberto, performances, tudo na antesala do segundo andar do cinema, um espaço genial!
Sábado agora tem de novo, fiquem ligados na programação que sempre muda. E quem quiser os meus produtinhos e anda pelo centro, é uma ótima pedida, que a livraria é um brinco e só tem livro bacana!
3.2.09
À venda!
O que é demais é que a Travessa também vende online, e a boa notícia é que na loja virtual eles estão vendendo o livro com desconto, de R$ 25,00 por apenas R$19,90, então no momento é mais barato comprar lá do que comigo, pessoalmente, olha que loucura ótima! Testei lá no site e pros estados de Rio e São Paulo eles não cobram frete!
Outro lugar que me deixou toda boba de achar o livro foi a Livraria Cultura, que tem lojas em várias cidades de São Paulo e também em Campinas, Recife, Brasília. Nas livrarias deles vocês não vão achar o livro, é só por encomenda e leva dez dias mais o prazo do frete, mas eu acho que se houver demanda eles devem pedir livros pra editora pra ter nas lojas, então tô espalhando a notícia pra agitar esse movimento!
A parte não tão boa é que por enquanto o cd ainda tá praticamente só comigo, porque ainda não tive tempo de correr atrás de distribuí-lo pra lojas, tão difícil fazer essa parte sozinha...
Mas olha, três lugares entre Rio e São Paulo tem o cd, em alguns casos dentro do kit lindinho pra presente: no Rio está na Casa Poema, onde foi o lançamento do livro. Em Sampa está na Mercearia São Pedro, local do lançamento paulista, e também numa loja lindinha de design chamada Calligraphia. Fora isso, pedidos aqui!
29.1.09
A melhor resenha possível
Saiu esse sábado no JB - o jornal que me acolheu e ao Bendita Palavra como se fossemos velhos amigos de infãncia. E foi por acaso, porque Manu & Rafa, meus sensacionais assessores de imprensa (que são na verdade Manoela Cesar e Rafael Sé) mandaram o livro pra Carla Rodrigues por conta do site Contemporânea, no qual ela escreve sobre livros. E a surpresa foi geral quando ela disse que ia escrever sim e que, além do site, a resenha ia também pro Caderno Idéias, do JB! Eu fiquei feliz além da conta porque é muito bom sair no jornal numa fotona como aquela da revista Domingo, mas é muito melhor ler o que uma jornalista que não me conhece tem a dizer sobre o meu trabalho, sobre a minha poesia, e ela sabe de mim desde muito antes desse livro então fala da minha trajetória e da minha escrita e ela gosta, gente, pode ter coisa melhor do que isso? É uma reafirmação de que vale a pena gastar o dinheiro guardado nesse investimento maluco que é fazer um livro e um disco, porque é investir na minha felicidade, e tudo isso fica muito sólido quando alguém de fora também vê. Ou no caso, lê. Delícia delícia delícia, que não vai passar tão cedo...
O lançamento paulista, finalmente!
Quase três semanas já se passaram desde o lançamento do Bendita Palavra em São Paulo, e eu já estava aflita pra dar as notícias aqui, mas como tive o privilégio de ter um fotógrafo chiquérrimo presente, queria também poder postar as fotos da noite! A coisa é que o fotógrafo chiquérrimo, o Mauro Kury, é também ocupadíssimo (no momento com o still do "Salve Geral", mesmo filme do qual eu estou fazendo o making of) e só agora consegui pegar com ele as imagens da noite. Ufa!
O bar se chama Mercearia São Pedro, é um botecão da melhor categoria, que tem a particularidade de ser também uma livraria e uma mercearia, como o nome diz: lá se vende cerveja de garrafa, petiscos ótimos, sabão em pó, e livros escolhidos a dedo pelo Marquinhos, que é quem organiza a bagunça - mas só um pouco, que na real um certo caos divertido deu o tom da noite. Era sexta-feira à noite e o bar estava tão lotado que não havia a menor possibilidade de recitar poesia, pelo menos não nos moldes tradicionais. Pois eu inventei de ir dizendo poemas nas mesas dos amigos, e a Rô Nascimento, uma das figurinistas do filme, inventou mais: escrever torpedos e entregar em cada mesa divulgando o lançamento e oferecendo poesia a la carte. deu tão certo que as duas últimas meninas do lado esquerdo dessa mesa aí em cima compraram livro e cd, olha que genial!

Falei do filme mas não expliquei: a razão principal de eu finalmente me animar a fazer um lançamento paulista foi que eu estava lá a trabalho, fazendo o making of do Salve Geral, e tinha portanto uma equipe de 70 pessoas pra convidar, além dos meus queridos amigos Lucas e Bruno, com suas mulheres, que são basicamente as únicas pessoas que sairiam de casa pra me ver em Sampa. Pois a idéia deu super certo, e os meninos foram lá com Ju e Silvia mas também foi a equipe em peso, gente querida que apareceu pra comemorar comigo, e que ganhou poesia na mesa e o meu carinho eterno. Nessa foto estão Pedro, Rô, Tati, Martin, Perigoso, Julia e Marquinhos.


