1.6.09

Entrando no ar

Está entrando no ar o Saraiva Conteúdo, um site muito bacana pra quem curte a cultura brasileira, seja música, literatura, cinema, teatro. De cara já dá pra ver que a coisa é profissa: na primeira página tem chamada pra entrevista com Caetano, Mart´Nália, Nélida Piñon, tem Chico Buarque lendo trechos do livro novo, tem trechos do filme do Pedro Cezar sobre Manoel de Barros.

Mergulhando um pouco mais, dá pra achar páginas sobre novos artistas, ver entrevistas em vídeo, filmes legais, e ainda ouvir podcasts indicados por toda essa gente bacana. Bem felizinha da minha vida, eu tô ! E tem também a Letícia Novaes e o Lucas Vasconcellos, da banda Lettuce, tem a Silvia Machete, o Marcelino Freire, a Gabriela Leite, criadora da Daspu, e tem artigo da mamãe sobre cinema, gente!

Por trás de tanta coisa legal, está meu amigo querido Marcio Debellian, responsável pela idéia e pela produção do documentário Palavra Encantada, trabalhador inventivo, incansável e cheio de gás, que agora comanda uma turma ótima que ralou muito pra botar na rua esse site. Por isso eu recomendo, indico, e assino embaixo!

25.5.09

Esgotou!

Povo brasileiro, acabo de saber pela Bebel que o livro esgotou na Americanas.com.

O livro esgotou. Nem sei quantos exemplares tinham lá, não sei se eles vão comprar mais ou se essa boa notícia na verdade quer dizer tchautchau Americanas.com, só sei que estou feliz de ver que minha propaganda deu certo e que vocês compraram mesmo!

Agradeço feliz, e vamos aos próximos capítulos!

18.5.09

super pop

Gente, eu estou à venda na Americanas.com. Tô chocada. Feliz e pasma.

Você, caro leitor do interior da Bahia, você, cara leitora do Rio Grande do Sul, você que não confia em sites pouco conhecidos pra compras online, você que não quer esperar dez dias pela entrega, clique aqui e compre no super seguro e mega pop site Americanas.com!

E como eu não deixo passar oportunidade, agora tô tentando feito doida colocar lá também o disco à venda, aí vai ser um luxo só! Me aguardem!

17.5.09

Da Martha


A vida é um negócio bom da porra. Eu sou uma otimista, uma mulher simples, que acredita na felicidade, quase uma cinderela moderna cujo príncipe encantado sou eu mesma, é o mundo, o cotidiano cheio de surpresas. Quando era criança toda noite meu pai me botava pra dormir e quando a história começava eu perguntava logo: "pai, tem partes?". "Parte" era a metáfora pra qualquer coisa que tivesse tristeza, ou medo, ou qualquer coisa não boa. E o papai sempre dizia que tinha, e eu sofria antecipadamente mas nunca desisti de ouvir.
Cresci assim, querendo sempre o bom, mas encarando o ruim como parte do caminho. Depois de escrever o último post revi esse aqui e ri sozinha na sala, pensando que postei essa tirinha num momento de super felicidade e foi legal ver de fato me senti assim na hora de um tropeço.
Pois hoje a pose do final do tropeção veio sem tropeção. A Martha Medeiros, de quem eu falei recentemente aqui, me deu seu aval agora em praça pública, nas páginas do Globo, na sua coluna de todo domingo. Saber que a Martha, que eu li e leio tanto, me lê também, já tinha sido uma delícia. Agora saber que a minha poesia provoca nela reflexões, faz ela pensar e querer escrever, é um luxo absoluto, como ser amiga da Elisa e ter tido o queixo segurado pelo Saramago dizendo que eu falo poesia bem. É da categoria das coisas que a gente deseja sem nem saber que deseja, porque nem parece possível antes de acontecer. E sabe o mais gostoso? Fica totalmente natural depois, sem nunca perder o gosto bom de coisa desejada em segredo.
Então a verdade é essa: saber ver o lado bom dos tombos é genial, mas caminhar sem tropeços é o que há de melhor!

6.5.09

tudo ao mesmo tempo agora

Tem dias em que pinta mais de um convite bacana, e a gente fica morrendo de pena de não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo. Tem vezes em que os horários se encaixam, e a gente faz de tudo pra conseguir o que parecia impossível. Esse sábado, 9 de maio, vai ser um desses dias.



Já tinha um tempo que eu sabia que ele seria especial, porque vai ser o super esperado lançamento do dvd Sopro dos 7 Ventos, homenagem ao Tonho Gebara, compositor talentosíssimo, guitarrista genial, pessoa mais adorável do mundo e meu grande amigo querido. Foi junto com ele que eu e Rodrigo lançamos nossos primeiros trabalhos, numa noite incrível em 2003. Quando ele morreu os amigos mais próximos e companheiros de banda começaram um movimento que virou o projeto Sopro dos 7 Ventos: sete shows, em sete lugares diferentes, com artistas cantando as músicas dele e a gente matando a saudade desse jeito. O sétimo show foi no Circo Voador e virou o corpo principal desse dvd, que tem extras incríveis: clipes de músicas inéditas, documentário sobre os sete shows, autobiografia do Tonho narrada pelo Rodrigo, fotos de arquivo, mil coisas ótimas!




O dia ficou ainda mais especial porque, por absoluta coincidência, é também o lançamento do Toda feita com as mãos, primeiro livro "oficial" da Mariana Dias, outra amiga querida minha e do Tonho, parte integrante dos saraus que a gente fazia com o pessoal da Letras da PUC e onde a minha poesia e a dela se cozinharam junto com as músicas dele. A Maria é mesmo adepta de fazer tudo com as mãos, e já fez mil livros lindinhos artesanais, mas agora estréia no livro oficial com editora e tudo mais, e vai ser demais ir de um lançamento pra outro nesse clima de saudade boa dessa época.


Completando a noite de lançamentos, meu companheiro de 7Letras e novo amigo gaúcho-carioca Leo Marona lança também seu livro de estréia, Pequenas Biografias não-autorizadas. A gente se conheceu em Porto Alegre na Festipoa e ficou amigos de cara, porque ele é divertidíssimo, e eu logo descobri que é um puta poeta também.



Então o desafio vai ser ter forças pra ir pulando de lançamento em lançamento, e vendo gente querida e abraçando os autores e sendo feliz a noite toda. Pode ter sábado melhor?

26.4.09

De aplausos e vaias

Domingos são sempre uma espécie de encerramento, de despedida da semana, embora quase sempre o que acaba ali seja praticamente igual ao que começa no dia seguinte, variando os detalhes que acabam sendo a parte saborosa da coisa.

Não essa semana. Os dias que o último domingo encerrou foram dias especiais, dias cheios de novidades boas, de gente nova, de surpresas e prazeres. Fui lançar meu livro em Porto Alegre e participar da FESTIPOA LITERÁRIA, festival organizado pelo Fernando Ramos, de quem eu tinha falado um pouco antes de viajar. Pois agora na volta posso falar com propriedade: foram quatro dias de debates, mesas redondas, saraus, encontros de poetas, contistas, cronistas, romancistas, conversando sobre os seus fazeres e sobre literatura sem pompa, sem formalidade, trocando experiências e livros e se divertindo juntos, que é o que afinal consolida os laços.

A noite de abertura teve o Veríssimo, que foi o homenageado do festival, e foi muito bacana ouví-lo ali, na cidade dele, dar pra ele meu livro e fazer a tietagem básica.




(foto de Marco Aurélio Marques)

Depois disso não teve mais tietagem e teve foi camaradagem, a possibilidade rara de conhecer escritores de lá e até daqui, como o Leo Marona, poeta gaúcho que mora no Rio desde pequeno e que lança mês que vem pela 7Letras o seu livro de estréia, Pequenas biografias não-autorizadas. Também foram ótimas surpresas a Ana Mariano, gaúcha que lançou pela LP&M o Olhos de cadela, a Carol Teixeira, cronista e contista e agitadora e bacanérrima, cujo último livro chama Verdades e mentiras. Teve ainda o Luis Pimentel, jornalista e escritor que lançava O grande homem mais ou menos, de contos, e o Sidnei Schneider, poeta que mediou a mesa da qual eu participei e cujo livro mais recente é o Quichiligangues.

A temporada por lá teve debates, bares, teatro (fui ver Medéia no Teatro São Pedro, lindos o espetáculo e o teatro em si), mas o melhor foram os amigos novos que me receberam como antiga: a Adriana Deffenti e a Dani Rauen, cantoras e queridas, a Letícia Bertagna, que eu conheci no festival de cinema de Juiz de Fora ano passado e me levou pra ver o pôr-do-sol no Gasômetro e tomar café na Casa de Cultura Mário de Andrade, a Carol Teixeira e o Fredi, marido dela, escritora e músico e casal ótimo e animadíssimo.

Tudo isso sem falar no Fernando Ramos, que inventou e agitou essa loucura toda, e na Julia, namorada dele, que deu o apoio fundamental pra coisa rolar macia, além de me dar mil caronas no maior bom humor.

O ponto alto da temporada foi a noite de sexta-feira, depois de um debate e do lançamento na livraria Letras & Cia, quando rolou um sarau no Sintrajufe, que vem a ser o sindicato dos funcionários do judiciário do Rio Grande do Sul. Parecia insólito e foi o máximo: era um espaço super aconchegante, um palcão com microfone e luz bacanas, mas o melhor era a platéia super atenta e ligada. Subi depois de uma banda ótima, os POETs, formada por poetas e com letras super bem humoradas e melodias gostosas.

Falar poesia depois de banda é sempre um desafio, então já ataquei logo de Musa do século 21, pra conseguir surpresa e com ela silêncio. Deu certo, daí emendei com o Pau mole e a platéia ficou louca. Acho que nunca fui tão aplaudida, tão entusiasticamente, e se fui já nem me lembro. Com o silêncio e os olhares atentos das pessoas emendei mais uns tantos poemas, e quando terminei o último veio o auge: pedidos de bis! Me senti a Madonna, juro. Disse mais uns poemas e quando desci do palco recebi de perto os elogios, os abraços, os olhares intensos, e vendi todos os livros e cds que tinha levado.

Fui pro hotel feliz que só, me sentindo híper querida em Porto Alegre, vendo a minha poesia funcionar fora de casa, sem o carinho dos amigos pra puxar os aplausos. Acordei nesse clima e logo soube que tinha saído uma resenha do Bendita Palavra no Globo. Parecia o céu na terra, parecia que eu era a eleita pra ser feliz e compreendida, que o meu trabalho finalmente tinha alçado vôo pra além de casa, e era isso mas não era, porque a resenha era bem ruim.

A primeira leitura foi um choque, como imagino que sempre seja saber que alguém não gosta do que a gente faz. E entre muitas sensações daquele momento a que mais ficou foi que é ótimo que o Prosa & Verso tenha selecionado meu livro pra ser resenhado, que entre tantos lançamentos ele tenha sido destacado, e ainda que o resenhista não tenha gostado é genial ter esse espaço.

Se eu não preferia o elogio? Claro que sim, mas percebi também que elogio a gente recebe sempre, e crítica quase nunca. No meio dos aplausos calorosos da noite anterior, certamente teve também gente que não gostou, mas esse não vieram bater no meu ombro e dizer "olha, detestei". Quem não gosta nunca fala, quem gosta sempre. Então achei um ótimo contraponto ler essa resenha no momento ótimo em que eu estava, e talvez justo por isso eu estivesse forte pra não me deixar abater pela crítica e entender que ela faz parte do jogo de estar exposta.

Lutei tanto pro livro ir pra rua, pra ele fazer barulho, com a ajuda de Manu e Rafa corri atrás de cada linha de jornal, de cada nota, como é que agora vou reclamar de meia página de jornal, com o nome do livro, meu nome, e a foto da capa ainda por cima?

Então esse domingo foi o encerramento de tudo isso, de aplausos ao vivo e vaias por escrito, de muito carinho e muito riso, de uma cidade de braços abertos pra mim, de novidades e surpresas. Foi tudo bom pra caralho. E que venha mais!

19.4.09

Lançamento em Porto Alegre!


Vai ser na sexta-feira, dia 24, e eu não poderia estar mais animada! O Rio Grande do Sul é o estado mais ligado em literatura do Brasil, e muitos autores vivem lá a vida toda sendo lidos e admirados sem que a gente, no resto do país, sequer saiba que eles existem. Aqui no Rio, que também é lugar de cultura, e muita,quem lê em geral é aquela parcela da população que tem mais grana, porque afinal livro é caro pra dedéu.

Lá em Porto Alegre não é assim. Rodrigo esteve lá na Bienal ano passado e ficou impressionado como taxistas falavam de livros, como a cidade estava girando mesmo em torno do evento. Por tudo isso eu sempre quis lançar livro lá, e agora finalmente uma conjuntura maravilhosa de fatores tornou isso possível.

É tudo coisa do Fernando Ramos, um dos editores do Jornal Vaia, um jornal literário que reúne gente de todo o país e é publicado lá em Porto Alegre. Ele descobriu um poema meu no blog do Marcelino Freire, me mandou email, eu mandei um livro, aí resolvi falar do meu desejo de lançar lá e ele me disse que estava organizando um festival de literatura, a FESTIPOA Literária, que está no 2o ano e rola de 22 a 25 de abril.

Pois então com a ajuda primordial do Fernando, que me incluiu na programação em vários eventos e ainda marcou o lançamento, eu e o Bendita Palavra chegamos em Porto Alegre na 4a feira pra abertura da festa e ficamos até domingo, pra aproveitar ao máximo, conhecer os autores e espalhar o quanto der a minha poesia por lá!

Portanto quem é daí e passa por aqui apareça, escreva, vamos nos ver ao vivo!

16.4.09

À mercê da imprensa

Nunca canso de me espantar com a imprensa especializada em famosos. Pois na 2a feira eu participei do evento que divulguei aqui embaixo, e os convidados fomos mesmo eu, Igor e Cyana, como eu tinha dito. Em alguns jornais saiu que o Antônio Calloni, que além de ator é poeta e é um doce de pessoa, iria ler também. Perguntei pra Thereza, que organiza a Ponte de Versos, e ela me disse que ele tinha sido convidado mas como depende da agenda da novela não tinha confirmado.

Que a imprensa divulgue antes de um evento que alguém famoso não confirmado vai estar presente eu já acho chato. No meu lançamento a coluna Gente Boa, do Globo, deu uma nota dizendo que a Ana Carolina ia ler o poema do Pau Mole - notícia que eles inventaram de cabo a rabo, porque a Ana era minha simples convidada como todo mundo, nunca confirmou que iria muito menos que iria ler, e os meus assessores de imprensa foram bem claros em relação a tudo isso. Detesto ficar na posição de quem explora a fama dos amigos pra chamar atenção, e acho detestável que a pessoa por ter visibilidade passe a imagem de furona quando não vai a eventos que nunca disse que ia. Mas enfim, me conformei com o fato de que os jornalistas muitas vezes publicam o que acham que fica melhor - embora eu, pessoalmente, prefiriria que nesse caso não publicassem nada.

Agora meu choque foi total ao descobrir que alguns deles levam o equívoco ao extremo, e inventam supostas participações a posteriori! Pois não é que um site desses de celebridades estampou uma fotona do Calloni com a notícia de que a participação dele no Ponte de Versos foi um sucesso, que a livraria lotou, ele leu trechos do seu livro "Paisagem vista do trem", e foi aplaudidíssimo. A verdade é que a livraria ficou lotada mesmo, mas o Calloni (como já tinha avisado à Thereza que poderia acontecer) NÃo pôde ir, portanto infelizmente NÃO leu trechos do seu livro "Paisagem vista da janela" e NÃO foi aplaudidíssimo.

Ou será que foi, e eu é que estou doida? Será que tudo isso aconteceu enquanto eu descia pra beber uma água? Ou terá sido na hora em que eu fui ao banheiro? Não interessa: nós que estávamos lá ainda teremos a dúvida, mas quem lê O Fuxico morrerá de pena de não ter ido ouvir o Calloni, que no final ainda "distribuiu autógrafos e posou pra fotos com fãs". E eu que não estava com a minha câmera fotográfica, gente!

12.4.09

de volta

Depois de uma semana de merecidas porém roubadas férias no paraíso logo ali em Pernambuco, volto ao batente cinematográfico e poético amanhã, segunda-feira. De dia labuto na ilha de edição, de noite parto pra DA CONDE, livraria charmosíssima no Leblon, onde rola a PONTE DE VERSOS, evento já super tradicional organizado pela Thereza Christina Motta.

Amanhã os convidados somos eu, Igor Fagundes e Cyana Leahy-Dios, e de 20h30 às 23h30 estaremos lá dizendo poemas e ouvindo também, que rola uma "sobremesa" na qual os poetas da platéia podem também se aventurar.

Então seja pra ouvir, seja pra falar, apareçam!

PONTE DE VERSOS
13/04 - 20h30
Livraria da DaConde
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125
Leblon Rio de Janeiro RJ

27.3.09

KIT

(foto de Akemi Ono)

Finalmente, com mais de três meses de atraso, aparecem as fotos do famoso kit de livro + disco! Confesso envergonhada que nem fui eu mesma que tirei as fotos, como prova o crédito ali embaixo delas. O registro é obra da minha amiga Akemi Ono, que comprou o livro na livraria do Odeon e fez o enorme favor de fotografar e me mandar.

A idéia de colocar livro e disco num pacote pra presente veio por conta do lançamento pertinho do Natal. Aí nasceu essa embalagem bacanérrima, que existe em versão amarela e rosa, e que eu criei com os auxílios luxuosos da Claudete, minha sogra, na compra das embalagens, do Louis Bravo, namorado da Fê, na idéia da etiqueta, e das meninas do Petit Pois Studio, Marianna e Tati, na confecção dela.

Agora, além da felicidade de poder finalmente divulgar imagens do kit, adorei a idéia da fotógrafa de colocar o kit na geladeira, junto com outros produtos de primeira necessidade!





(foto de Akemi Ono)

Pra quem acha que poesia é mesmo isso, e se animar a comprar a minha, aviso que o kit está à venda em cinco lugares entre Rio e Sampa:

- Livraria Odeon (Cinelândia - RJ)

- Casa Poema (Botafogo - RJ)

- loja S.A. (Fórum de Ipanema - RJ)

- loja Calligraphia (Rua Avanhandava - SP)

- Mercearia São Pedro (Vila Madalena - SP)

17.3.09

Novidades

Lançar um livro e um disco tem vários desafios. Começa por escrever os poemas, passa por editar o livro, gravar o disco, e aí enfim chega na hora fatal: a distribuição.

O substantivo feminino, que era independente, teve a maravilha de ter seu lançamento seguido pela estréia do Te vejo na Laura, onde eu dizia os poemas, seduzia o respeitável público e armava a banquinha no final. Tinha noite que vendia 20 livros, sucesso total, mas mesmo nas noites mais vazias pelo menos uns quatro ou cinco livros ganhavam a rua.

Agora tenho a vantagem ótima de ter a 7Letras como editora, com uma distribuição bem bacana, principalmente aqui no Rio. E como a internet tá aí pra potencializar o poder de todo mundo se espalhar, as lojas online como a Travessa, a Livraria Cultura e a própria editora fazem com que o livro esteja disponível em qualquer parte do Brasil, e até fora dele!

Mas o disco do Bendita Palavra ainda é independente, vendido à parte e praticamente não distribuido - já que eu sobre como distribuidora, e confesso que sou péssima nesse quesito...

Então é muita felicidade anunciar que o disco está à venda em mais dois lugares sensacionais aqui no Rio. Um deles é a Entretexto, livraria pioneira em Laranjeiras, que já vendia o livro e agora tem também o disco, oba! A Cristiane, dona de lá, é uma super livreira, uma apaixonada por livros como deveriam ser os donos de livraria, que acredita nos projetos e me achou, aqui pelo blog, pra dizer que queria vender o disco lá. O mérito é todo dela, então, e eu só posso agradecer esse espaço pro meu disco estar em exposição.

O outro lugar é uma loja bacanérrima, uma das minhas preferidas hoje, que é a S.A. - Sociedade Anônima. Fica no Fórum de Ipanema, e a dona é a Sol Azulay, uma estilista e apaixonada por coisas lindas de design incrível, por isso além de roupas sensacionais a loja vende todo tipo de objetos, desde chaveiros a vibradores e livros, claro. A partir de hoje o disco do Bendita Palavra se junta a tudo isso, e também o super lindinho kit de livro + disco naNegrito embalagem genial - que segue sendo secreta porque a poeta aqui não consegue ser também fotógrafa e finalmente revelar a cara desse bendito kit!

Agora a poeta-não fotógrafa-distribuidora tenta colocar o disco à venda numa loja online, pra não ter que ir ao correio toda vez que um leitor maravilhoso de outra cidade quer o disco pra acompanhar seu livro. Me aguardem, e enquanto isso podem pedir que eu visto a fantasia da poeta-mensageira e eu mesma mando!

13.3.09

Aval

Quando comecei a dizer poesia uma das poetas que eu conheci e por quem eu me encantei foi a Martha Medeiros. Apesar de pouca gente conhecer ela aqui no Rio naquela época, embora ela já fosse uma poeta super reconhecida em Porto Alegre, onde ela vive até hoje. Eu fiquei fã de poemas simples e no ponto como esse do livro Persona Non Grata.


"agora sei como se sente
uma noiva abandonada no altar

você podia tudo na minha vida
menos faltar."


Alguns dos primeiros livros de poesia dela estão esgotados, mas a Poesia Reunida da LP&M é sensacional, e o vermelhinho Cartas extraviadas e outros poemas tem, como diz o nome, poemas em verso e em forma de cartas, com coisas lindas de morrer, como esse que eu decorei no meu tempo de dizedora antes de ser poeta.


"se tenho os lábios bem desenhados e o seio esquerdo e direito
se falo com voz cristalina e o umbigo não é saltado
se o cabelo é alinhado e as orelhas estão sempre limpas
por que não me amas?


se tenho o pescoço longo e as emoções controladas
se sei responder às perguntas quase todas
se conheço a arte de sorrir com o rosto inteiro
por que não me amas?


se tenho sete vestidos para usar no sábado
se as pernas são rijas e as unhas não estão roídas
se leciono às quintas e a tristeza está bem escondida
por que não me amas?


se nado bem de costas e vivo bem de frente
se como pouco açúcar e bebo muita água
se a timidez que trago não atrapalha a dança
por que não me amas? 



sei responder às perguntas quase todas"


Depois ela escreveu Divã, que é um puta livro:


"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.”


O livro (um romance, apesar do trecho acima parecer um poema - é que a Martha é mesmo poeta, não tem jeito...) foi adaptado pra uma peça de sucesso com a Lilia Cabral e agora virou um puta filme também com a Lilia, um filme divertido e sensível, daqueles de fazer chorar e rir, sabe? Eu e Rodrigo fizemos o trailer, que tá bombando nos cinemas preparando a estréia nacional dia 17 de abril.


Aí ela começou a escrever uma crônica semanal na Revista do Globo, que sai todo domingo. Foi o passo que faltava pra todo mundo por aqui passasse a conhecer e adorar a Martha, e com tudo isso, hoje ela é de todo mundo, e ainda bem!


Toda essa longa história é pra dizer que é um puta aval que ela tenha gostado do Bendita Palavra, que eu mandei pelo correio lá pra Porto Alegre e ela recebeu essa semana. Ela já tinha sido uma querida quando eu lancei o substantivo feminino e agora me mandou um email lindo, que eu nunca comentaria porque acredito na intimidade da correspondência, mas aí ela inventou de também postar um poema no blog dela, então fiquei liberada pra botar pra fora essa alegria!


Um luxo, uma delícia, uma honra.

11.3.09

Pra ouvir


Ontem, depois de uma demora quase interminável, fui ao correio mandar discos do Bendita Palavra pra duas leitoras que já compraram o livro pela internet, mas estavam curiosas pra ouvir. Ir ao correio virou uma tarefa louca pra mim, acostumada com as virtualidades e suas vantagens. Mas é um prazer saber que tem gente em Salvador e em Mogi das Cruzes querendo me ouvir no rádio do carro, no som da sala, fora do computador, enfim.


Pra quem quiser ouvir no computador mesmo, aviso que troquei os poemas da página do myspace, então tem novidade no ar, inclusive a versão da Ana Carolina pro poema do Pau Mole, gravada especialmente pro disco!

5.3.09

Reciclagem

Ando achando o Bendita Palavra um fenômeno: eu tinha 330 livros, de repente tenho 30. Fiz as contas feito doida e acho que desses 300 que já não estão mais comigo uns 60 ainda estão à venda, em lojas e livrarias e etc que eu citei aí embaixo, aqui e aqui.

Ainda assim são mais de 200 livros vendidos e dados em menos de três meses, ou seja, quase um best-seller! Eu fico especialmente feliz de saber que o livro tá andando pelo Brasil, e as vendas online fazem isso ser cada vez mais possível e prático.

Agora descobri que fica também bem mais barato. Fui parar num site genial chamado Estante Virtual, que reúne sebos do Brasil inteiro, com os livros todos catalogados, então em cinco segundos você acha o livro que quer e descobre todos os sebos que têm um exemplar, e fica sabendo também qual o estado do livro: se é novo, manuseado, se tem dedicatória, etc e tal.

Fiquei verdadeiramente surpresa de descobrir o Bendita Palavra lá, ainda de fraldas e já no sebo! Mas não fiquei triste de orgulho ferido pensando em quem teve coragem de se desfazer do meu livro não, pelo contrário: quero mais é que o livro ande, circule, me espalhe, e se quem era dono já leu e achou que não ia reler, ou nem leu e achou que nunca ia ler, que bom que o livro agora tá de novo à venda!

O melhor de tudo é que os preços são de sebo mesmo: R$9,00, R$12,00! Eu achei sensacional, e quase comprei um só pra ver se tinha dedicatória, pra satisfazer a curiosidade doida de autora de entender essa história, mas empaquei na compra e acabei mandando email prum dos sebos, o Alfarrabista Corsarium (que nome genial, não?), lá em Sampa, de onde o Fred, gentilíssimo, me esclareceu que eles recebem livros dos próprios distribuidores, mas também de jornalistas que recebem mil livros por semana. Adorei!

Sendo assim eu recomendo: quem quiser comprar baratinho passe lá, rápido porque só tem mais dois exemplares no momento! E quem quiser se desfazer do seu, ou de qualquer outro livro, crie uma conta lá e ponha à venda!

3.3.09

30mil

Sim, eu conto, e fico atenta aos números mudando aqui na esquerda. E apesar da esquerda dizer algo tipo 17.899, o meu aliado mais antigo no prazer dos números me disse hoje: mais de 30.000.

Trinta mil pessoas vieram aqui. Algumas por engano, trazidas por errôneas respostas do Google. Algumas por amizade antiga, anterior à minha virtualidade. Algumas por curiosidade e desejo, e essas voltam e ficam. Eu fico feliz com todas, que constroém comigo esse lugar transparente que é o mariadapoesia.

É um prazer encontrar vocês aqui!

28.2.09

Palavra Encantada


Dia 13 de março estréia o documentário Palavra Encantada, filme dos meus queridos Marcio Debellian, Helena Solberg e David Meyer. Eu assisti pela primeira vez no Festival do Rio ano passado, e revi na Laura Alvim mês passado, e aí curti ainda mais. É um ensaio divertido e muito interessante sobre a eterna questão da poesia e da música, da poesia na música, da música como poesia, com entrevistas com gente como Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Lenine, Lirinha.
Pra quem curte música, pra quem curte poesia, pra quem pensa sobre essas coisas, eu recomendo! Vejam o trailer aqui.

18.2.09

certeiro

"Falta alegria na poesia brasileira. É fácil ser sábio na tristeza, difícil é ser denso na graça."

(Fabrício Carpinejar, em entrevista coletiva publicada no site de Cida Sepúlveda, que acabei de conhecer e já recomendo).

17.2.09

o mais extremo oposto

Achei esse rascunho de poema e acabei acabando ele esses dias, e foi feliz terminar um poema, o primeiro depois do livro publicado com TUDO de bom que eu tinha escrito até então. Publicar é doido, a gente raspa o tacho até o fundo e depois parece que nunca mais vai ter fruta pra fazer mais doce, sabe?

Daí que foi uma sensação gostosa sentar de novo pra escrever no caderno, depois passar pro computador e ir ajustando os versos, uma palavra pulando pro de baixo, outra expressão subindo pro de cima, um ajuste de rima, o ritmo dando as coordenadas.

E apesar do poema não ter nada nadica de nada a ver com o sentimento de hoje, e apesar dele ser mesmo o mais extremo oposto possível da felicidade que me habita, a felicidade dele existir agora me anima a compartilhar, então aí vai, senhores, o primeiro poema depois do Bendita Palavra (e aviso logo que não o melhor, porque depois desse veio outro que esse sim é de doer de bom, mas esse vai ficar inédito ainda um pouco pra ser publicado primeiro em outro site, que santo de casa não faz milagre).

Nunca foi confortável
(nunca calmaria, sempre tempestade)

Nunca o macio inteiro
(pouco colo, pouco calor)

Quase nunca o soco
(quase sempre a memória da dor)

Nunca foi redondo
Nunca não teve aresta

O amor nunca foi mais do que fresta
Olho aberto no escuro em meio a tanto não

Nunca nada fácil
Mas aquele encaixe exato

Mãos dadas na madrugada
Cada um por si na multidão

(e não há mesmo pior forma de solidão)

12.2.09

Livraria Odeon

(foto de Felipe Grillo, no momento da sua dedicatória)


Falei de vários lugares onde o livro, o disco e o kit estão à venda, e esqueci um dos mais legais, que a Livraria Odeon, dentro do cinema Odeon, na Cinelândia. A Carol Benjamin, uma das donas, é nossa amiga e me convidou pra participar da estréia de um evento que está rolando lá todo sábado até o carnaval, o Boca de Baco. Tem lançamentos, poesia falada, microfone aberto, performances, tudo na antesala do segundo andar do cinema, um espaço genial!

Sábado agora tem de novo, fiquem ligados na programação que sempre muda. E quem quiser os meus produtinhos e anda pelo centro, é uma ótima pedida, que a livraria é um brinco e só tem livro bacana!