26.11.09

Bombando no JB


Eu e Rodrigo andamos rindo: de repente o casal bomba no JB! Semana passada foram os Les Pops, hoje eu e as meninas no Projeto Gloss, da Alexandra Scotti. Foi 3a feira, no Cinematheque, e foi demais! 

A Heloisa Tolipan conta tudo aqui

Pra ver o jornal de verdade, sempre mais charmoso, clique aqui.

23.11.09

poesia em Sampa


Passei o sábado lá imersa nela - sendo lá Sampa e ela a poesia. Falei poema na feira da Benedito Calixto, participei de uma mesa muito legal na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, ali do ladinho, com a Analu Andriguetti, que adorei e lança ano que vem o primeiro livro, o Jesús Ernesto Parra, venezuelano figuraça cujos livros não se acham por aqui, e mais o Hugo Guimarães, o caladão do contra da mesa. Depois vendi livros, conheci gente ótima, e lá passei a tarde assistindo ao resto da programação da Balada Literária.

Eu achava que, com esse nome e organizada pelo animadíssimo Marcelino Freire, a Balada era uma espécie de festa caótica e boa, mas ela é mais: é um encontro degente bacana de vários cantos do Brasil e da América Latina, super bem organizada, com um público interessado. Tudo dá certo, tudo é bacana, e a loucura fica pras noites na Mercearia (onde em janeiro eu lancei o Bendita Palavra).

Ontem foi o fim oficial do evento, e eu já não estava porque voltei pro show dos meninos aí embaixo - que aliás foi de arrasar! Mas essa semana tem a ressaca da Balada com um papo com o João Ubaldo Ribeiro, e pra quem não quer esperar, HOJE tem esse lançamento sensacional do meu amigo Ramon Mello, jornalista e poeta dos bons! Então paulistas, aproveitem!!

19.11.09

Les Pops no JB ao vivo


na capa

a matéria


(a matéria tá demais,
a banda é o máximo,
3 caras talentosos pra valer,
o show de estréia no Cinemathèque promete,
e eu ainda vou comemorar lá meus 31,
então, como eu sempre recomendo,
apareçam!)



17.11.09

na Balada Literária

Esse fim-de-semana vou pra Sampa participar da Balada Literária! É o 4o ano dessa festa que junta autores novos e consagrados, em mesas, debates, festas e lançamentos ótimos! Eu sempre quis ir assistir e nunca rolou, e esse ano, genial: vou como convidada participar de uma mesa! Vai ser no sábado, dia 21, e a cola tirada da programação oficial no site tá aqui:

14h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Um bate-papo com quatro poetas da nova geração sobre publicação, novas mídias e o que é - e por que - “ser poeta” no mundo de hoje

BINHO [poeta, criador do Sarau do Binho] conversa com ANALU ANDRIGUETTI [autora do livro inédito A Matadora de Orquídeas], HUGO GUIMARÃES [autor do livro Poesia Gay Underground], JESÚS ERNESTO PARRA [poeta venezuelano, autor de Sombras que Cruzan las Paredes] e MARIA REZENDE [poeta carioca, autora, entre outros, de Bendita Palavra]

Tô super feliz com o convite, e doida pra curtir esses dois dias de papos e risos literários! E domingo volto correndo pro show de estréia do Les Pops, banda nova do meu amor que tá demais! Já já filipeto aqui!

14.11.09

IMPERDÍVEL!!!


Porque o Gullar é o Gullar, pra além de rótulos de "o maior" um puta poeta brasileiro, vivíssimo
Porque a Casa Poema é um sonho de lugar, único no Rio (no Brasil? alguém conhece outro?) em que a rainha é a poesia
Porque o papo é com a Elisa, que é poeta, atriz, cronista, mãe, mulher bacana, e MUITO boa de papo
Porque essa casa, oásis da palavra bem dita em Botafogo, com recitais, aulas, encontros, lançamentos (incluindo o do Bendita Palavra, há quase um ano), corre o risco de fechar e precisa de parceiros, apoiadores, amigos;
Então, apareçam!!

13.11.09

Projeto Gloss - 2a tentativa

O que era pra ter rolado na 3a passada, dia do famoso apagão, ficou pra dia 16. Mas como nesse dia eu já vou estar falando poesia em outro lugar, vou lá dia 24, na última noite do projeto.

Então dia 24, 3a feira, estarei de volta ao Cinemathèque dizendo poemas ao lado da Alexandra Scotti e das 3 bandas da noite. Quando souber quais são passo aqui pra dizer...

11.11.09

Mulheres (e todos mais) no breu

Era ontem a minha noite no Projeto Gloss. Me arrumei bonitona, corri do trabalho direto pro Cinematheque, e bem na hora de começar o show de abertura da Alexandra Scotti, veio a escuridão. Ainda ficamos por lá achando que a luz ia voltar logo, rolou uma proposta de sarau acústico à luz de lanternas, mas acabei foi indo pra casa já 1h da manhã sem ter falado poesia nem visto nenhum dos quatro shows, exausta à tôa...

Isso tudo depois de passarmos anos pagando taxas extras de energia elétrica pra manter e atualizar Itaipu e etc. Realmente tem horas em que me desanima o Brasil... Porque eu só perdi uma noite bacana, mas e quem ficou preso no elevador? E quem foi assaltado no arrastão do breu? E quem estava sozinha na rua deserta? E quem estava...

3.11.09

eu no Projeto Gloss

Estréia hoje, e é um projeto super bacana só com bandas de mulheres, três por noite, toda 3a de novembro. Quem inventou e apresenta, fazendo o show de abertura, é a Alexandra Scotti, cantora querida de Porto Alegre que agita todas aqui no Rio. Na semana que vem, dia 10, eu estarei lá dizendo poemas entre os shows, e curtindo o som que eu ainda não conheço. Vejam aí embaixo!

* ALEXANDRA SCOTTI faz os shows de abertura em todas as noites do
Projeto Gloss e em seguida, recebe as cantoras.

Programação completa:

* 3 DE NOVEMBRO
* 10 DE NOVEMBRO
FUZZCAS
+ poemas de Maria Rezende!

* 17 DE NOVEMBRO
* 24 DE NOVEMBRO
ANNA RATTO

31.10.09

Cinco fotos por vez

Foi o máximo que o blogger me deixou postar, então fica sendo. Sem contar que ele postou na ordem inversa à que eu queria. Mas enfim, aqui tem, pela ordem do blogger: com os campos da Toscana na entrada de Volterra, com o rio Arno em Florença pelas lentes do meu amor, ouvindo muzga com a paisagem no trem de Veneza pra Florença, no alto da torre vendo a Piazza San Marco em Veneza, e na frente da Plaza de Toros em Madrid.

Foram dias de sonho e ver as fotos é quase como estar lá de novo, então se tudo der certo eu driblo a falta de tempo da volta e vou me divertindo escolhendo fotos pra colocar aqui, cinco por vez, como quer o blogger...






5.10.09

Na Toscana e no JB!

Amanha faz duas semanas que a gente viajou. E nao, computadores na Europa nao tem acento, e ta tudo tao genial que eu nem ligo. Achei que nao ia ter tempo pra vir aqui mas de repente estamos em Siena, em plena Toscana, e nosso hotel e o maximo e tem internet, e agora aqui meia-noite e tal e o bichinho de ver email me mordeu. Depois de dirigir por cidades muradas com igrejas do seculo 13 e tomar sorvete numa praca medieval vendo a lua aparecer e sumir nas nuvens, devia estar lendo o livro novo do Miguel de Souza Tavares que comprei em Lisboa, mas enfim, impulso e impulso, to aqui na frente da maquina, e tenho feito isso tao pouco que to adorando.

Sao dias de descobertas e deslumbramentos, e o olho cansa de ver de tanta beleza que tem. As pernas nem se fala, as minhas pediram demissao ha uns 5 dias, hoje ate que toparam voltar ao servico... Ja teve Lisboa, Madrid, Veneza, Florenca, agora Siena e depois de amanha Roma, e ai Paris pra terminar com chave de ouro. Mais 13 dias de idilio, benvindos e muito bem aproveitados.

Enquanto isso no Rio uma super materia comigo na Revista de Domingo do JB, com fotos lindas do Marcelo Faustini e texto da Andrea Dutra!

22.9.09

nas europas

então depois de dois anos de planejamento e dois meses de absoluta dedicação aos trabalhos e sumiço do mundo, hoje começa a famosa "viagem-pra-europa-de-férias-e-lua-de-mel ".

nem acredito que amanhã a essa hora vou estar domindo em lisboa - dormindo, porque estar acordada agora,às 7h22 de terça-feira, é pura ansiedade pelos últimos preparativos que incluem ir na pedicure cuidar de uma unha querendo encravar, buscar uma sapatilha no sapateiro, dar beijos na ceição e na graça, que cuidaram de mim desde pequena, e ainda deixar as recomendações pra nossa diarista que virá uns dias durante esse mês.

sim, é um mês. a felicidade existe, e eu tô doida pra chafurdar nela!

ps 1:pode ser que eu mande fotos e notícias. pode ser que não. então já me desculpo pelo sumiço, e se eu aparecer é lucro!

ps2: de brinde antes de viajar, deixo os vídeos de apresentação dos músicos da Les Pops, uma banda nova e ótima, formada por três compositores incríveis: o meu amor Rodrigo Bittencourt, e mais Daniel Lopes e Thiago Antunes.

19.9.09

Salve Geral na disputa pelo Oscar!

Ontem foi um dia frenético. Ao meio-dia saiu o anúncio de que o filme do papai era o representante brasileiro a uma das cinco vagas de melhor filme estrangeiro no Oscar do ano que vem. Ele, que tá no 12o filme, com uma carreira feliz e bem sucedida, me disse que nunca teve um dia assim, tão frenético e feliz. Porque o sucesso de um filme se dá em goles, com uma crítica boa ali, uma matéria legal lá, e as respostas das pessoas que devagarzinho vão assistindo.

Mas essa história do Oscar não. É uma notícia, que saiu ao meio-dia, e cinco minutos depois ele estava dando entrevistas ao vivo pelo telefone, e assim foi o resto do dia inteiro, culminando com uma puta festona que já estava marcada mas serviu de celebração pra essa alegria quase inesperada. Estamos felizes, todos, curtindo essa onda. Agora é esperar fevereiro e ver se o filme consegue passar nessa peneira tão fininha. Mas até lá o mais importante já vai ter acontecido, que é o lançamento dia 2 de outubro, e a carreira do filme aqui no Brasil, que vai ser potencializada por essa indicação, e viva ela!

Tem matérias legais sobre o filme aqui, aqui e aqui. E aproveito pra avisar que o making of do filme, feito por mim, estréia hoje no Canal Brasil às 22h35, e tem reprises depois nos seguintes dias:

19/09 (HOJE) - 22h35
20/09 (dom) - 15h45
22/09 (3a) - 2h10
24/09 (5a) - 8h40

16.9.09

Das delícias

Botar o livro na rua tem dores e delícias. Falei sobre isso aqui, concluindo que na verdade tudo é delícia, mesmo que às vezes meio amarga, meio azeda, porque ter o trabalho comentado já é sensacional.

Mas é preciso dizer que uma
resenha
como essa aqui embaixo é muito, mas muito mais gostosa de receber... Saiu no jornal Rascunho, de Curitiba, que eu conheci agora e adorei, escrita pelo Igor Fagundes, que é um poeta dos bons, e fez uma resenha das mais poéticas e carinhosas pro Bendita Palavra!

POESIA ANFITRIÃ

Igor Fagundes • Rio de Janeiro – RJ



Bendita palavra
Maria Rezende
7Letras
60 págs.

Se livros são espécies de casas, com direito a portas, janelas, sótãos e porões, este Bendita palavra, de Maria Rezende, também se (nos) constrói como habitat e habitante, persona anfitriã ao nos chamar, convidar, receber com carinho, delicadeza e cumplicidade, desde a entrada, onde, já descalços, rumamos ao café na sala, ou na cozinha, ao som de um velho rádio de pilha, rindo lágrimas, chorando sorrisos. Entre açúcares, adoçantes, amigos e desconhecidos.

Essa doçura, isto é, essa hospitalidade de Bendita palavra começa antes da poesia propriamente dita. Diríamos, ainda, que a poesia, propriamente não-dita, começa por fora, antes de cada um dos poemas por dentro escritos e que grafitam "com o dedo um muro sem argamassa". Principia nos cuidados poético-editoriais, no design da capa, em cuja foto - com o rosto da autora tão de frente mesmo tão de costas, de novelos-labirintos de cabelo nitidamente embaçado - antecipa e precipita o "jeito particular de se exibir e se esconder", trejeito fundamental de toda poética. E é na pista do corpo da artista tornada sua própria obra de arte, nesta assunção do eu como espaço e tempo em que a palavra se tatua ("um dia as crianças vão deitar sobre meu corpo pra aprender a soletrar"), que se flagra o tônus deste livro nada encabulado de querer-se diário íntimo-e-de-todos, conforme nos confessa outro esmero, o da quarta capa, ao projetar rabiscos e rasuras de caderno: bloquinho de anotações, sensações em bloco, em que o leitor, acolhido antes de acolher, se informa a respeito do que encontrará nesta casa, que, por oportunamente se exibir e se esconder, sabe também da manha-anfitriã de não revelar tudo. O sabor daquele café ao som do velho rádio, o jovem beijo da xícara, o abraço infante da colher no pires, só os saberemos se aceitarmos o apelo para prová-los. Difícil recusar o convite. Folheamos a morada e o cheiro-cafeína nos folheia a trazer: "6 desertos, 17 amores, 26 medos, 9 desejos, 7 filhos, 48 eus, 19 palavras, 3 raivas, 7 sonhos, 7 mulheres, 9 quandos, 22 casas, 9 homens, 16 noites, 13 mundos, 5 tardes, 15 dias, 4 erros, 4 solidões, 11 silêncios, 3 ruas, 8 crianças, 1 surpresa, 1 loucura, 1 romance, 1 coração, 1 pessoa, 2 angústias...".

Que não se espere aqui, no entanto, matemáticas (forma fixa, pensamento preciso), pois "o risco não é só um traço", mas "bambo da corda solta no ar", "pergunta te atacando ao meio-dia". Depois do café, ficamos para o almoço? "As coisas boas são prisões sem grades" e nos sentimos livres com a porta trancada se, de aberturas, vive o lar repleto. E as persianas. E as cortinas. Nós, despojados como a dicção dos quartos de Maria da Poesia Rezende, bem como de seus corredores e paredes com tinta desbotada, carnadura retorcida por veios de infiltrações, que "o amor quando insiste deixa a gente encharcado". É bem provável que, por conta disso, a voz exageradamente lírica (e o exagero é risonhamente destacado com exagero na biografia da poeta), invente "uma fala clara/ palavra feita pra boca/ com jeito de todo dia". De novo, a hospitalidade desta escrita comparece na vocação para a oralidade (o livro tem até sua versão em CD), em que o coloquial e até desbocado ("adoro pau mole pelo que ele encerra de possibilidade") se tornam trunfo e triunfo de uma conversa sem protocolos, desejosa apenas de se sentir cotidiana e à vontade, de nos fazer com que igualmente nos sintamos com ela à vontade, e com vontade de também relaxar nosso verbo, sem perder-lhe a força e a graça: "Nu aqui é pelado/ seio é peito/ (...)// Aqui não cabe floreio/ aqui reverto a inversão/ simplicidade, aqui, é sofisticação".

Todavia, poderíamos listar algumas quinas encardidas pelo caminho, dois ou três tapetes de banheiro molhados, dois quartos de cama ainda desfeita (da hora de acordar à de, mais uma vez, dormir), pilha de louças por lavar na cozinha, porque o lirismo com excessiva sede de claridade, despudor, desregramento e comunicabilidade não está livre de resvalar no confessionalismo, por vezes fatigante para quem lê. Afinal, as emoções particulares de um poeta, embora matéria-prima (mas não garantia) de arte, não interessariam ao leitor à procura de conteúdo transmitido por forma trabalhada sem caprichos de ego. Bendita palavra não é recomendável para quem preza obras ricas em recursos estilísticos, virtuose imagética-fônica-rítmica, impessoalidade discursiva a fim de conceder voz apenas à linguagem. Não raro, e no entanto, a fartura desses elementos culminaria muito mais em retórica do que necessariamente em poesia e um visitante descomprometido com preconceitos e manuais por vezes mofados de estética pode realmente se tornar hóspede contente e se surpreender com estes rascunhos de "encaixes perfeitos", "brilhos nos olhos", "gente que abre a gente feito flor, cebola", "mundos no mundo". Não é fácil, por exemplo, escrever sobre a morte com tanta leveza ("Morrer podia ser só um pouquinho/ podia ser um passeio/ viagem pela noite que acabasse no café") e é por ternuras dessa tez que ficamos não só para o jantar como ansiamos para o dia seguinte não chegar nunca: "Amanhã, o sol arrebenta na cara/ e as olheiras afundam um pouco mais// (Mas felicidade não é muito diferente disso não)". "Por isso a festa", para quem, em solidão, aprende a dançar com e na bendita palavra.

8.9.09

Em Italiano!

Tá bom, voltei praquela fase de só falar das coisas boas que estão rolando com a minha poesia, e refletir pouco, e escrever pouco inspiradamente. É que o tempo anda mais curto do que dá pra acreditar, e gente, eu não aguento as respostas que recebo através do livro e do blog!

Agora foi a vez da Bebel, que deixou recado aqui dizendo que minha poesia está fazendo sucesso na Itália, e eu que sou curiosa perguntei como assim e sente só: a avó dela morreu esse ano, ela quis fazer uma homenagem e mandou pra todo o meu poema sobre morrer. Aí como ela tem amigos na Itália e, muito chique, fala italiano, ela traduziu o poema pra mandar pra eles. Cês acham que eu resisto? Pedi pra ela me mandar, e agora vou ficar aqui me achando o máximo e tentando ler em voz alta o meu poema em italiano. Genial!

Morire poteva essere solo un po'
Poteva essere una gita
Viaggio verso la notte che finisse in un caffè

Morire come un'avventura
Una montagna
Camminare verso il deserto a piede dopo ritornare

Come ballare d'occhi chiusi
Perdersi in un altro corpo
Come un buon whisky, un sonno per intero, un piacere, un odore

Morire poteva essere anche un castigo
Porta chiusa con scadenza di fine
Ma non questo buco, questo abisso

Il tuo riso per sempre assente
La tua musica suonando in me

(poema da Maria, tradução da Bebel)

5.9.09

Salve Geral

Papai está de filme novo na praça. Salve Geral estréia dia 2 de outubro, contando a história de uma mãe que tem o filho preso e se embrenha no mundo das cadeias de Sâo Paulo no ano que precede os ataques de uma facção criminosa que apavorou o Brasil em maio de 2006. Andrea Beltrão emociona como essa mulher, Lucia, e o ator que faz o filho dela é o Lee Thalor, uma revelação do teatro paulista. Quem ajuda a Lucia a melhorar a vida do filho, ao mesmo tempo envolvendo ela nos esquemas do crime é a Ruiva, personagem que vestiu como uma luva na Denise Weinberg, atriz premiadíssima mas ainda desconhecida do grande público. O resto do elenco, que é enorme, segue essa linha: grandes atores pouco conhecidos, o que garante um mistério que torna o filme ainda mais sedutor.

O trailer aí em cima já tá nos cinemas, e foi feito por mim e pelo Rodrigo, que estamos firmes nesse mercado desde o sucesso do Meu nome não é Johnny. Ah, e pra quem não sabe, o papai é o Sergio Rezende, diretor do filme!

4.9.09

da Viviane Mosé

O silêncio não quer ser sozinho, então ele fala
Quem escreve ouve porque cala
Quem escreve escrava
O que o silêncio
Palavra

29.8.09

É por isso que a gente segue (pra ler de baixo pra cima)

2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :
Oi Maria,
Obrigada pelas dicas!!! Vou ter bastante material pra me divertir. Depois te dou um feedback do que escolhi.
Claro que pode publicar o email. Sem o menor problema ;-))
Bj

2009/8/28 <mariadapoesia@ism.com.br>
oi rosane,
adorei ser sua primeira! =)
tô correndo mas aí vão as dicas:

da série "mulheres contemporâneas":
elisa lucinda (meu preferido é o 1o, "o semelhante")
martha medeiros (ela é poeta também, sabia? ótima!) (poesia reunida - lp&m)
viviane mosé (meu preferido é o 1o, "toda palavra", não sei se tá esgotado)
da série "clássicos modernos":
adélia prado
ferreira gullar
drummond
dá uma fuçada na internet pra ver os estilos e sentir quem te agrada, daí compra os livros que você escolher!
eu te aviso das minhas novidades, tá?
e posso publicar seu email falando que eu sou sua 1a poeta lá no meu blog? tô achando o máximo! =)
beijo, maria


2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :
Maria,
Me avise sim, quando a 2a edição sair, mesmo que demore!
Eu não entendo nada de poesia e pra ser bem sincera, o seu livro foi o primeiro livro de poesia que eu comprei. E como já disse, eu adorei o livro, porque o conteúdo é direto e objetivo sem ser conclusivo, o que dá espaço para o leitor divagar.
Gostei do contato com a poesia e quero continuar lendo, só que não sei muito bem pra onde ir.
Pensei se vc não podia me indicar uns autores modernos, no seu estilo... Rola?
Um beijo,
Rosane

2009/8/27 <mariadapoesia@ism.com.br>

oi rosane,
que legal, a martha foi muito generosa com aquela coluna, o livro foi até pra 2a tiragem de tanto que vendeu por causa dela! =) que bom saber que você seguiu a dica e gostou!
o substantivo feminino tá esgotado... eu lancei independente em 2003, vendi os mil exemplares devagarzinho, e no fim do ano acabou tudo!
eu tô organizando uma 2a edição, conversando com editoras, mas ainda não tem nada certo. vou guardar seu email e assim que rolar eu te aviso, tá?
um beijo e obrigada pelo carinho, maria

2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :

Oi Maria,
Por causa do artigo da Martha Medeiros que menciona o seu poema "Pois Dentro de mim não é o melhor lugar para se viver", comprei o seu livro Bendita Palavra e adorei.
Agora eu gostaria de comprar o seu primeiro livro, Substantivo Feminino, mas pelo visto não está a venda nas livrarias. Como eu faço?
Obrigada,
Rosane

27.8.09

Chiques que só

Hoje não sou eu, são meus amigos. Outro dia falei do Ramon Mello, que trabalhou na organização da antologia digital ENTER com a Helô Buarque de Hollanda, mas também é jornalista, poeta em vias de lançar seu primeiro livro, Vinis Mofados, e no momento está organizando textos inéditos do Rodrigo de Souza Leão, que morreu há pouco, além de trabalhar na Secretaria de Cultura com a Adriana Rattes.

Tem também o Pedro Cezar, diretor de filmes tão artesanais que parecem jóias, que fez um sucesso danado com o seu longa de estréia, Fabio Fabuloso, e agora prepara o lançamento do sensacional Só dez por cento é mentira, sobre a vida e a obra do poeta Manoel de Barros. Pra quem gosta de poesia é absolutamente imperdível, porque o Pedro faz poesia com imagens e ainda conseguiu depoimentos deliciosos do Manoel, que só ele poderia mesmo conseguir.

Agora é o Marcio Debellian, outro querido de quem eu já falei muito, responsável pelo hotsite da Saraiva e pelo argumento e produção do Palavra Encantada, filme sobre a relação entre poesia e música que arrebentou em cinemas e festivais pelo mundo. Pois chegou o menino agora vai organizar um ciclo desdobrando os assuntos do filme lá na Casa do Saber, com três noites comandadas por Antônio Cícero, José Miguel Wisnik e Tom Zé. Só pode ser o máximo, né não?

24.8.09

De pernas pro ar


Lá em casa rola um ditado que se repete toda vez quem um dos filhos percebe que faz alguma coisa igualzinho meu pai ou minha mãe: "é o dna!". Comigo, em geral o dna bate com o do papai, o que quase sempre é notado pela minha mãe com uma pontinha de ciúme, ou por ele mesmo com um inegável orgulho.

Esse fim-de-semana o tal do dna ficou comprovado por uma coincidência quase doida: descobri que o meu pai, assim como eu, tem mania de tirar fotos do próprio pé, e tem inclusive uma pasta separada no computador pra essa "série" - exatamente como eu tenho. Coisa de gente doida, né? Mas pelo menos eu tenho a quem culpar por esse meu gosto estranho...

A foto aí em cima é em homenagem a mais essa descoberta, e também uma forma de sonhar acordada nessa segunda-feira nublada de muito trabalho no Rio, quando o que eu mais desejaria era que meus pezinhos estivessem assim, por alto, balançando, de frente pra um céu azul, um mar verdinho, coqueiros ao vento e uma rede branca...