"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
3.2.10
Pop?
É como descobrir uma montagem do seu rosto com uma modelo só de lingerie, sendo a lingerie vulgar, a montagem trash e o corpo da modelo pior que o seu.
É como... nem sei mais como é. Só vendo mesmo. Aqui é ele.
Aqui sou eu.
30.1.10
Em branco
Não é que eu pego o caderno e não vem nada. É que eu não pego caderno nenhum. Nem carta de amor, nem lista de compras, nada. Poema então, passa longe.
29.1.10
Usando, abuse!
4.1.10
Poema pra vovó - ao vivo e a cores
Não foi de primeira, que eu falei meio no susto e chorei baldes.
Nem de segunda, que a vovó ouviu mal com o meu chororô e o barulho em volta, e pediu repeteco.
Foi de terceira, ensaiadinho, com direito a "ação" no início e tchauzinho no final, mas amei ter esse registro das minhas palavras pra ela com ela ali pertinho, do lado, sorrindo...
Pra entender o poema - porque é lindo de morrer
O poema que eu fiz pra vovo bebe na fonte de uma das muitas historias que ela contava pra gente dormir nas noites do sitio e da fazenda. Eu amo todas, e uma vez gravei ela contando pra gente nao perder nenhum detalhe, mas cade que acho a fita? A Luiza, que usou parte do video como trabalho na faculdade, tambem nao sabe da copia dela. Mas a tia Helo, boa de memoria, lembrou de tudo e escreveu de um jeito delicioso! So fica faltando a voz da vovo fazendo a fanha e cantando...
MARIA BOBA, UMA PRINCESINHA QUE FICOU MUDA E UM COELHINHO BRANCO
Era um vez uma linda princesinha que morava num castelo muito distante com seus pais. A princesinha vivia muito feliz e toda dia brincava nos jardins do palácio com seus brinquedos preditos – um pente de ouro, um espelho e uma boneca.
Um dia, sem que percebesse, surgiu no jardim um coelho branco e roubou seus três brinquedos. A princesinha ficou tão triste, tão triste, que nunca mais falou nem uma palavra.
O rei e a rainha ficaram desesperados com o silencio da filha. Imediatamente, mandaram mensageiros anunciar que aquele que fizesse a princesinha falar novamente receberia como recompensa a metade do seu reino, que era muito grande e muito rico
Primeiro vieram os palhaços. Fizeram todas as graças mas nenhuma palhaçada interessava à princesinha que continuava quieta, com o olhar distante e triste. Depois vieram malabaristas, trapezistas, amestradores de animais com seus cães que se equilibravam em bolas, mas nada interessou à princesa. De todo canto, dos reinos mais distantes, vieram artistas de toda espécie e fizeram todo tipo de graça, contaram as melhores historias, as piadas mais divertidas... A princesinha continuava muda e infeliz.
Bem longe dali morava uma mulher conhecida como Maria Boba. Ela era muito feia, pobre e, para piorar, tinha uma voz fanhosa que assustava todo mundo. A noticia de que o rei e a rainha haviam prometido a metade do reino a quem fizesse a filha voltar a falar chegou até ela. Maria Boba, para chacota dos vizinhos, resolveu ir até o castelo para tentar ganhar o premio.
Maria Boba morava muito longe e, como era pobre, saiu bem cedinho para ir caminhando até o castelo. À noite, cansada, resolveu procurar um lugar para dormir um pouco e sentou na soleira de uma porta que avistou no caminho.
Quando estava quase pegando no sono, ouviu uma voz : Entra...
Maria Boba levou muito susto mas resolveu obedecer. Abriu a porta e viu uma escada enorme quando escutou outra voz: Sobe... (alguém dizia sube...) Ainda apavorada, mas com medo de não cumprir a ordem. subiu a escada até chegar a uma enorme sala onde havia apenas um armário e uma bacia com leite.Maria Boba achou aquilo muito estranho... De repente, ela escutou um pequeno barulho e, assustada, correu para se esconder atrás de uma cortina.
Um coelhinho branco apareceu na sala. Rapidamente, o coelhinho pulou na bacia de leite e se transformou... num lindo príncipe. Maria Boba, bem escondidinha, observava tudo.
O príncipe abriu o armário e tirou da primeira gaveta um pente de ouro. E cantou, com a voz mais marvilhosa que já se tinha ouvido: Pente, ó pente, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?
Guardou o pente, abriu outra gaveta e tirou dela um espelho. Cantou: Espelho, ó espelho, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?
Em seguida guardou o pente e tirou da terceira gaveta uma boneca enquanto cantava, com sua voz, maravilhosa e triste: Boneca, ó boneca, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?
Depois, pôs de novo a boneca na gaveta, fechou o armário, entrou na bacia de leite e se transformou novamente no coelhinho que, num instante, desapareceu do lugar.
Maria Boba achou aquilo tudo muito estranho mas pensou: essa pode ser uma boa história pra contar pra princesinha...
Continuou sua caminhada para o palácio e de noitinha se apresentou aos guardas do portão real dizendo que tinha vindo para fazer a princesa falar. Os guardas riram dela, mandaram ela voltar pra casa, quiseram impedir sua entrada. O rei, que estava por perto, já desesperado porque ninguém, nem os maiores artistas de todo o reino e dos reinos mais distantes, tinham conseguido fazer a princesa falar, ordenou que os guardas deixassem a pobre mulher entrar.
Na presença da princesa, Maria Boba começou a contar sua história com sua voz fanhosa e seu jeito esquisito de falar.
Disse que tinha vindo de um lugar muito distante, caminhado muito e sentado na soleira de uma casa para descansar.
A princesa escutava tudo sem nenhum interesse, quieta e triste.
Continuou, dizendo que tinha ouvido uma voz – Entra! – que havia uma escada enorme e outra voz havia ordenado – Sobe!. Ela obedeceu até chegar a uma enorme sala onde havia uma bacia de leite e um armário.
A princesa parecia nem escutar, o rei e arainha desanimados já queriam mandar aquela mulher embora enquanto os guardas riam entre si.
Mas Maria Boba continuou: de repente, surgiu um coelhinho branco...
A princesa, como que acordando de um sonho disse: OH!
Foi um regozijo no palácio, todos excitados porque a princesinha, depois de muitos meses calada, tinha dito uma palavra..
... e pulou na bacia de leite e se transformou num lindo príncipe...
A princesa novamente se desinteressou da historia e voltou a ter o mesmo olhar perdido.
... Aí, o príncipe abriu o armário e tirou da gaveta um pente de ouro e cantou: Pente, ó pente, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?...
A princesa disse: OH! OH!
...depois, tirou de outra gaveta, um espelho e cantou novamente: Espelho, ó espelho, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?...
E a princesa disse OH! OH! OH! ...
... guardou o espelho, abriu uma terceira gaveta e pegou uma boneca...
A princesa disse OH! OH!OH! e começou a falar pedindo a Maria Boba que levasse ela até aquela casa, que queria ver esse coelhinho, que devia ser o mesmo que tinha roubado seus brinquedos...
No palácio, a alegria foi geral. O rei e a rainha choravam de felicidade, os sinos tocavam , todos riam e dançavam de felicidade. A princesinha tinha voltado a falar!
No dia seguinte, ela e Maria Boba saíram para ir àquela casa. A princesa foi disfarçada, não foi vestida como princesa mas coberta com uma enorme capa que escondia suas roupas reais.
Chegando na casa, as duas se sentaram na soleira da porta e ouviram a voz: Entra! Depois, Sobe! E subiram a escada enorme até a sala com a bacia de leite. Correram para se esconder atrás da cortina quando d e repente surgiu o coelhinho branco que repetiu as mesmas coisas que Maria Boba tinha visto: pulou na bacia de leite, se transformou num lindo Principe, abriu a primeira gaveta do armário, tirou um pente de ouro, cantou, abriu a segunda gaveta, pegou um espelho, cantou, abriu a terceira gaveta e com a boneca na mão, cantou....
O Principe era muito lindo, tinha uma voz maravilhosa mas cantava muito triste. Quando fechou o armário e se preparava para pular na bacia de leite, a princesa e Maria Boba saíram de trás da cortina e ... oh!... o príncipe levou um susto muito grande mas logo reconheceu o seu amor e se abraçou a ela, contando que naquele momento um feitiço antigo tinha se quebrado e ele podia voltar a ser o príncipe que sempre fora.
Os dois, apaixonados, marcaram logo o casamento. Maria Boba ganhou a metade do reino e é claro, foi madrinha daquela união.
Nunca, em reino algum, houve festa mais maravilhosa. As paredes do castelo foram transformadas em brigadeiros, as flores do jardim cobertas de jujubas, caiam pipocas do céu como se fosse neve, das torneiras saiam vinho e os rios viraram os mais deliciosos sucos.
Eu fui a essa festa e trouxe docinhos e balas pra todos.mas meu cavalo, que era branco, de crina enorme e muito arisco, tropeçou na ponte e tudo caiu no rio... Não sobrou nem um docinho pra ninguém.
Entrou pela boca do pato, saiu pela boca do pinto, quem quiser que conte cinco.
Agora é hora de dormir. Boa noite, durmam com os anjinhos sonhando com um lindo coelhinho branco que pode virar o mais maravilhoso dos príncipes...
3.1.10
pra vovó, nos seus 91 anos
Uma mulher mineira, brasileira, imperfeita
Uma mulher inteira andando pela vida
Sob o salto dos sapatos, debaixo do tailler
O pé como um peito de pombo
revela a vocação pro vôo
Filhos e processos pelos braços
Cuidados, agregados, pitos, abraços
Os anos se empilham como livros na estante
Boas histórias, dias tristes
Causos, risos, perdas
"Espelho, meu espelho, responda
onde está a princesa bela
que eu te vejo
mas não vejo ela?"
Eu vejo, vó, sua forma de rainha
no corpo de mulher
E sinto seu amor
Poderoso colchão pros nossos tombos
Seu amor opera o milagre possível de nos amarmos todos
Seu amor é espelho e é resposta
É coelho mergulhando na bacia de leite todo santo dia
docinho que nunca cai no rio quando a carruagem balança
É mágica possível
Benção silenciosa
Mãos dadas
Doação
20.12.09
Na rua, de graça!

DIA DA RUA – 12 bandas, 12 esquinas – A RUA É GRÁTIS
Segunda, 21 de Dezembro – 20hs
PÇA CAZUZA – Os Outros + qinhO
QUADRILATERO DAS VAIDADES (Rua Aristídes Espinola) - Matheus Von Krueger
RUA GAL. ARTIGAS – Chicas
RUA GAL. VENÂNCIO FLORES – André Carvalho
RUA JOSÉ LINHARES – João Bernardo
RUA ALM. GUILHEM – A Casca
AV. AFRÂNIO DE MELO FRANCO – Samba do Gnaisse
BAR VINTE – Bondesom
RUA ANIBAL DE MENDONÇA – Binário
RUA MARIA QUITÉRIA – Os Dentes
RUA VINÍCIUS DE MORAES – Panamérica + Supernaturais
RUA FARME DE AMOEDO – Les Pops
É o segundo ano desse evento bacanérrimo, bandas novas tocando na rua de graça, no mesmo dia, na mesma hora, tudo ao mesmo tempo agora! Tem muita gente bacana, mas claro que eu vou estar na esquina da Visconde com a Farme vendo os Les Pops, que são Rodrigo Bittencourt, Daniel Lopes e Thiago Antunes.
16.12.09
do blog da Cris Lustosa
9.12.09
é hoje, e vale a pena
Ok, o aviso tá mais do que em cima da hora. Mas a vida às vezes traz surpresas que valem a pena o impulso de aproveitar, e pra mim essa é uma delas: recital de poemas da Viviane Mosé na voz dos alunos da Escola Lucinda seguido de papo dela com a Elisa, na linda Casa Poema. Imperdível.
A Casa, aliás, segue firme e cada vez com mais chances de se manter de pé, como tem que ser. O movimento "não vamos deixar esse espaço acabar" rendeu frutos, e viva eles! Vida longa à Casa Poema e a esse delicioso "A poesia do encontro"!!
6.12.09
Em POA com a Martha
Há bem da verdade já tem um tempão, bem mais de um mês, mas só agora o Fernando me mandou as fotos. O Fernando é esse aí da esquerda, e os outros somos eu, Martha e Rodrigo na Palavraria, livraria bacanérrima de Porto Alegre onde ele organiza um evento chamado Palavra, alegria da influência, reunindo um autor jovem com outro que tenha influenciado a obra dele.
O Fernando me convidou, eu convidei a Martha, e olha que maravilha, ela topou! Era uma tarde chuvosa e a livraria encheu de gente pra assitir um papo que eu sempre quis ter e nunca tinha tido a chance. Eu descobri a poesia da Martha ainda adolescente, lendo Capricho, e depois li reli e treli a poesia reunida dela da LP&M.
Na época em que eu estava na Escola Lucinda de Poesia Viva, onde aprendi a dizer poesia, fizemos um recital dos poemas dela e ela veio, e assim fomos ficando amigas devagar devagarinho, com muito carinho e poucos encontros.
Quando eu lancei meu primeiro livro mandei pra ela, que foi super afetuosa, e agora com o Bendita Palavra esse carinho ficou público em coisas como essa e essa. É esquisito pra caramba quando alguém que você passa anos admirando começa a também admirar você. Dá orgulho e timidez e medo de parecer presunçoso e uma alegria danada.
Pois essa tarde foi isso tudo dando no mar. Rimos, contamos histórias, lemos poemas, tudo que poderia ter sido feito só com um café e um bolo, mas com água mineral e uma platéia atenta. Um luxo só. E viva o Fernando por me proporcionar mais essa.
De quebra, ainda teve pocket show com o Rodrigo, e canja da Dani Rauen, cantora da Suco Electrico e nossa anfitriã nessa temporada gaúcha na sua casinha de sonho com Josué e Dona Rosa.
26.11.09
Bombando no JB
23.11.09
poesia em Sampa
Passei o sábado lá imersa nela - sendo lá Sampa e ela a poesia. Falei poema na feira da Benedito Calixto, participei de uma mesa muito legal na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, ali do ladinho, com a Analu Andriguetti, que adorei e lança ano que vem o primeiro livro, o Jesús Ernesto Parra, venezuelano figuraça cujos livros não se acham por aqui, e mais o Hugo Guimarães, o caladão do contra da mesa. Depois vendi livros, conheci gente ótima, e lá passei a tarde assistindo ao resto da programação da Balada Literária.
Eu achava que, com esse nome e organizada pelo animadíssimo Marcelino Freire, a Balada era uma espécie de festa caótica e boa, mas ela é mais: é um encontro degente bacana de vários cantos do Brasil e da América Latina, super bem organizada, com um público interessado. Tudo dá certo, tudo é bacana, e a loucura fica pras noites na Mercearia (onde em janeiro eu lancei o Bendita Palavra).
Ontem foi o fim oficial do evento, e eu já não estava porque voltei pro show dos meninos aí embaixo - que aliás foi de arrasar! Mas essa semana tem a ressaca da Balada com um papo com o João Ubaldo Ribeiro, e pra quem não quer esperar, HOJE tem esse lançamento sensacional do meu amigo Ramon Mello, jornalista e poeta dos bons! Então paulistas, aproveitem!!
19.11.09
17.11.09
na Balada Literária
14h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Um bate-papo com quatro poetas da nova geração sobre publicação, novas mídias e o que é - e por que - “ser poeta” no mundo de hoje
Tô super feliz com o convite, e doida pra curtir esses dois dias de papos e risos literários! E domingo volto correndo pro show de estréia do Les Pops, banda nova do meu amor que tá demais! Já já filipeto aqui!
14.11.09
IMPERDÍVEL!!!

13.11.09
Projeto Gloss - 2a tentativa
Então dia 24, 3a feira, estarei de volta ao Cinemathèque dizendo poemas ao lado da Alexandra Scotti e das 3 bandas da noite. Quando souber quais são passo aqui pra dizer...
11.11.09
Mulheres (e todos mais) no breu
Isso tudo depois de passarmos anos pagando taxas extras de energia elétrica pra manter e atualizar Itaipu e etc. Realmente tem horas em que me desanima o Brasil... Porque eu só perdi uma noite bacana, mas e quem ficou preso no elevador? E quem foi assaltado no arrastão do breu? E quem estava sozinha na rua deserta? E quem estava...
3.11.09
eu no Projeto Gloss
Programação completa:
+ poemas de Maria Rezende!
ANNA RATTO
31.10.09
Cinco fotos por vez
Foram dias de sonho e ver as fotos é quase como estar lá de novo, então se tudo der certo eu driblo a falta de tempo da volta e vou me divertindo escolhendo fotos pra colocar aqui, cinco por vez, como quer o blogger...


