9.8.09

Literatura em família

Meu amor pela escrita nasceu em casa. Foram meus pais que me deram os primeiros livros, e foi vendo eles lendo que eu percebi que aquilo podia mesmo ser um prazer. Nenhum conselho é mais poderoso que o exemplo.

Depois teve a escola. Eu fui estudar no Andrews na 1a série, com seis anos, e nessa época a gente tinha "aula de biblioteca", ou seja, um tempo da semana pra passar ali, no meio dos livros, escolhendo o que quisesse ler, sem obrigações nem trabalhos pra fazer depois. Foi meu segundo passo nessa relação de amor pela leitura.

Então os livros foram virando um vício, e com uns oito anos eu descobri na biblioteca da escola a série Inspetora, que me tirou do ar por uns tempos. Eram as aventuras de uma turma de adolescentes numa fazenda perto de uma cidade do interior, e a cada livro eles desvendavam casos mirabolantes. Os livros eram cheios de emoções, de aventuras, daqueles que não dá pra largar, e o melhor é que eram muitos livros, então o prazer daquilo era quase infinito! Eu levava os livros pra casa, mas cheguei num ponto em que qualquer pausa era desculpa pra ler, e passei muitos recreios na biblioteca, nem aí pra correria lá fora, me divertindo com as peripécias daquela turma.

Quando eu comecei a dizer poesia, aos 18 anos, o primeiro poema que escolhi decorar foi o "Caso do Vestido", do Drummond, que eu lembrava que meu pai adorava. Só depois de estrear nesse ofício que eu exerço até hoje descobri que o amor do meu pai por aquele poema tinha sido herdado do pai dele, meu avô Valério, que adora quando eu digo ele ainda hoje a pedido da vovó em festas de família.
Foi um pouco antes disso que eu descobri que a literatura existia na família não só na ponta de quem lê mas também na de quem escreve. Minha tia, Nilza, escreveu livros infantis que foram lançados quando eu já era adolescente, então só fui ler mesmo o que ela escreveu quando ela lançou seu primeiro romance, "Um deus dentro dele, um diabo dentro de mim", que é bom assim como o título sugere.

Depois disso ela escreveu muito, lançou pela Record "Dorme querida, tudo vai dar certo", "Elas querem é falar", além de contos em coletâneas e reedições dos livros infanto-juvenis. Nós duas fizemos Letras, nós duas escrevemos, duas gerações de mulheres falando através do papel, uma em verso, outra em prosa.

E agora ela está dando cursos bacanérrimos e eu, que depois que me formei não tenho estímulo pra estudar mais nada, digo que se for pra fazer um curso que seja com uma professora legal assim, talentosa e criativa! E como não fui eleita pelo povo assumo o nepotismo - que aliás reina na família sem pudores, e ainda bem - e indico com vontade!










3.8.09

Martha na Casa Poema - foi uma delícia


A fotinha solo é do Edney Martins, meu amigo querido e agora membro fundamental da equipe da Casa Poema. Adorei me ver aí, no palco do Teatro Possível, mas rolou muito mais do que só eu falando: os alunos da escola arrasaram, deixaram a platéia e a Martha emocionada, tanto que ela jurou que vai finalmente voltar à poesia, e nós é que temos que comemorar! Depois do recital rolou um papo delicioso dela e da Elisa, e depois sessão de autógrafos, enfim, uma tarde perfeita.

Quem não foi e já tá morrendo de pena de ter perdido, fiquem ligados no site da Casa Poema, onde tem mais notícias de como foi e vai ter em breve notícias dos próximos, porque A Poesia do Encontro vai virar evento mensal, sempre com poetas bacanas!

29.7.09

Martha na Casa Poema


Vai ser nesse sábado, dia 01 de agosto, às 15h, comemorando um ano de vida dessa lindeza que é a Casa Poema. Um recital com os alunos da Escola Lucinda de Poesia Viva dizendo poemas da Martha Medeiros, que vai estar lá pra ouvir ao vivo, ao que frio na barriga que dá! Bom, eu já não sou professora de lá há tempos, já não sou aluna há muitos mais tempos ainda, mas a Elisa convidou e claro que eu aceitei, que não sou nem boa de perder uma chance dessas!

Sabe que a parte chata de ter virado poeta e ter agora meus próprios poemas pra dizer é que acabo nunca mais dizendo os poemas dos outros, poemas que eu amo, que me formaram, que me inspiram, que cabem certinho na minha respiração. Então sábado vou poder brincar disso de novo, e tô amando. Quem se animar a ir, ligue e reserve que a casa vai ficar pequena pra tanta gente!

28.7.09

Livros, muitos livros!

Então finalmente ficou pronta a 2a tiragem do Bendita Palavra! Agora já tenho livros pra levar pra Porto Alegre em outubro, pra deixar nas livrarias e lojas com quem eu faço negócio diretamente, e a 7Letras já pode suprir os pedidos das livrarias pras quais ela distribui!

Nesse meio tempo, entre feliz com as vendas e aflita com a falta de livros, soube de histórias deliciosas, algumas aqui pelo blog, como a da Vivi, outras contadas por amigos como o Leandro Müller, que estava
na Travessa de papo com o Leo Marona quando uma cliente chegou e levou TODOS os discos do Bendita Palavra que tinha no estoque, e eram 10!

Pois agora acabou a aflição, e fica só a parte boa: caixas de livros pela casa, muitos livros nas livrarias, nada pode ser melhor!

19.7.09

o tempo passa, o tempo voa

"Os cinco mais velhos". O título nos orgulhou durante muito tempo, e nos tornava um grupo coeso, como se vê aí na foto: eu, Tavinho, Mariana, Ipe, Beta. Sandálias Ortopé, botas ortopédicas, e pipoca, claro, que ninguém era bobo de ir pro parquinho sem pipoca. Nós fomos os primeiros netos da vovó, e depois vieram mais 15.

Isso tudo já tem muito tempo. Agora os grupos têm mais a ver com o sexo do que com a idade. Aqui embaixo a parte feminina dos netos da vovó (faltando só a caçula Alice, que não mora no Rio) em dia de distribuição de potinhos, que herança ganha ao vivo é muito mais legal. Então somos na frente Julia, Lelê, a vovó, carol, Laura e Mariana, e atrás Beta, Lu, eu e Ciça. Os meninos não ganharam, que potinho não é que nem pipoca, que todo mundo ganha, não...



10.7.09

De volta à telinha!


Terça-feira, dia 14, é a reestréia da segunda temporada do Procurando Quem!!

O programa estreou ano passado, deu super certo, e está de volta ao Canal Brasil toda terça-feira às 21h, por 12 semanas, com convidados sensacionais como Mart'nália, Zeca Baleiro, Ney Latorraca, Mariana Ximenes, Ed Motta, e muito mais! A reestréia, em grande estilo, é com Diogo Mainardi, e o programa está hilário e a entrevista muito interessante e reveladora.

Assistam!

Procurando Quem
Toda 3a feira, às 21h, no Canal Brasil
Reprises sábado ao meio-dia

5.7.09

Scleranthus*

Você acorda animado, com energia, planos. São 9h da manhã de domingo, está nublado, e é óbvio que você devia estar na cama com o seu amor quente e macio, mas você pensa que é uma fase, é preciso acordar e ir trabalhar, e se é preciso que seja então animado e energético, que rende mais.

Você toma seu café-da-manhã sozinho na sala quieta, lê o jornal com uma certa pressa, decide ir a pé pra já fazer um exercício, afinal se é preciso trabalhar domingo deve ser permitida uma certa dose de fuga da obrigação pelo caminho. Você veste o figurino caminhante, calça os tênis high tech e começa a pensar no que vai fazer depois: voltar pra casa? sair direto? trabalhar mais em outro lugar? ou será melhor fazer o outro trabalho agora? mas lá não dá pra ir a pé, será preciso trocar de roupa e abandonar o prazerzinho da caminhada e de saber que está batalhando pela sua beleza&saúde. ou será melhor trabalhar amanhã? metade hoje, metade amanhã? ou tudo de uma vez agora?

Você senta no sofá, o top de ginástica começa a apertar as costas, a sensação de bem estar começa a se dissipar. Você dá telefonemas, faz meias perguntas porque quer respostas que dependem de outros telefonemas, deixa tudo no ar, três bolinhas de malabares voando, nitidamente fora do alcance da sua mão.

Você desliga os telefones, fica sentada no sofá, o desânimo tomou conta. Vontade de tirar toda essa roupa chata e voltar pra cama, onde o amor quente e macio dorme sem saber de toda essa epopéia que se desenrola silenciosa fora do quarto.

Mas não, é preciso ir, há tarefas a serem feitas, você sabe. Você escolhe um casaco pro talvez almoço de depois, olha o computador, resiste, olha o armário, pensa na calça que vai usar, olha o computador, dane-se, você pensa, e se senta em frente a ele, e começa a escrever.

(*Scleranthus é o floral usado pra indecisão)

1.7.09

Se Amostra

Sabe aquele filme que disseram que era ótimo, mas você não viu porque só ficou uma semana em cartaz? E aquele outro que acabou virando lenda, porque sequer foi lançado, nem em DVD? Pois agora você tem um lugar para assistir à prolífica produção audiovisual que não está no circuito comercial, na Se Amostra - O Cinema que Você Nunca Vê: mostra de filmes inéditos e raros, de 3 a 5 de julho, no cinema do Jardim Botânico.
Esse texto aí de cima inteirinho veio parar aqui pelo moderníssimo método copy-paste diretamente do site do Se Amostra. Mas como o tempo anda curto e eles descreveram melhor do que eu poderia fazer agora. Só me resta então dizer que a programação está de primeira, com filmes incríveis, dos quais eu destaco:

- Elke, curta documental da Julia Rezende, minha irmã, montado por mim, com um retrato revelador dessa mulher única. Ela fala sobre a construção da sua imagem despida das máscaras. É a Elke por detrás da Elke Maravilha.

- Só dez por cento é mentira, do Pedro Cézar, meu amigo querido. É um documentário sobre o Manoel de Barros, um dos grandes poetas brasileiros, e é um filme impressionante, que mergulha fundo na obra do Manoel, com a marca registrada do Pedro, que é a inventividade, a criação que merece mesmo esse nome.

Vejam a programação inteira lá no site!

29.6.09

A caminho, O caminho

A caminho está a segunda tiragem do livro. Tudo combinado com a editora, com o auxílio luxuoso da minha querida Valeska de Aguirre, que criou comigo a cara e o jeito do miolo dele, pensou comigo a sutileza de fontes e pontos, e segue me dando a mão sempre que eu preciso.

O caminho é inesperado, bonito e bom. Eu escrevo menos do que se imagina, prospecto mais do que gostaria, e celebro tudo, sempre. Passo mais horas juntando imagens do que palavras, ganho bem pra fazer isso, e gosto. Gosto porque é gostoso e gosto porque preciso, e gostando o dinheiro rende mais.

Tenho 30 anos, uma casa linda, um homem lindo, um trabalho bacana, dois livros esgotados e muitos planos. Tem dias que terminam com dor na nuca e salompas e raiva, outros com sorrisos, barriga cheia e coração leve.

Que o caminho tenha, como tem tido, muito mais desses do que daqueles, e que eu siga sendo simples e exercendo essa vocação pra receber de peito aberto o que está a caminho.

17.6.09

Extra, extra!

O livro esgotou. Assim mesmo, como está escrito. Mas não, falta impacto, e a notícia é impactante.

O LIVRO ESGOTOU.

A notícia me pegou no meio da manhã e desestruturou o que restava dela, a ordem preestabelecida de vestir a roupa, arrumar a mochila, ir pro trabalho, foi tudo pras cucuias.

O LIVRO, MEU LIVRO, BENDITA PALAVRA, ESTÁ ESGOTADO.

A minha cota de 330 exemplares já tinha acabado há tempos, mas agora acabou também a cota de 270 exemplares da 7Letras – e nem me falem no fato de que eles podiam ter economizado na surpresa e me avisado que ia acabar antes, pra eu poder tomar providências e não deixar o livro faltar justo nesse momento de tanta procura.

Então agora eu vou correr, mover mundos e fundos, argumentar e agitar pra fazer uma nova tiragem. Mas nada disso, as providências chatas e etc, vai tirar o brilho desse acontecimento surpreendente:

EM APENAS SEIS MESES MEU SEGUNDO LIVRO VENDEU 600 EXEMPLARES.

Ok, nem todos foram comprados, que eu dei muitos de presente.
Ok, nem todos foram vendidos ainda, muitos estão consignados em lojas e livrarias do Rio, São Paulo, Porto Alegre, ou seja ainda dá pra comprar na boa.


O fato é que eu achava que 600 livros iam ser pouco porque eu vendi sozinha, sem editora nem livraria, os mil exemplares do substantivo feminino.
Eu achava, mas não imaginava que fosse ser tão rápido.

Tô boba, pasma, e feliz.
Não.
Tô feliz, feliz, feliz.
E doida pelo que vem pela frente.

14.6.09

Gospel

Foi a tia do Rodrigo que ouviu. Na rádio gospel, domingo passado, o pastor recomendou vivamente que todos comprassem o livro Bendita Palavra, de Maria Rezende, e citou o mesmo poema sobre o qual a Martha escreveu no Globo mês passado (e que aliás ela retoma hoje, meu deus, a vida pode ser muito boa).

Pois o pastor também gostou desse poema que fala sobre momentos em que a gente não se sente bem na própria pele, e usou esse mote pra falar de mudança. Foi isso que me disseram. Eu ouvi e fiquei pasma: mas o pastor não discordou do baita palavrão que vem alguns versos depois desses? Ele não ficou chocado? Não teve medo de chocar os fiéis que porventura sigam o conselho e comprem o livro?

Talvez não, talvez ele seja um pastor moderno. Mas minha conclusão é a seguinte: ele é um pastor bem informado, leu a Martha, gostou das reflexões dela, viu que o título do livro é Bendita Palavra, juntou tudo e não teve dúvidas, indicou. Eu adorei, e tô aqui curiosíssima imaginando os desdobramentos dessa indicação.

Gente indignada bramindo o livro e pedindo a cabeça do pastor. Gente maravilhada com a possibilidade de pensar e sentir as coisas escritas ali, mesmo sendo fiéis calorosos. O pastor arrependido. O pastor realizado.

São muitas possibilidades, e eu provavelmente nunca saberei o que aconteceu. Mas eu, que vivo desejando e batalhando pra me espalhar por aí, realmente não esperava por essa. E adorei! Quem quiser ler o poema inteiro pra entender o meu susto, tá aqui.

7.6.09

Dar e receber

É das melhores coisas da vida, e atinge sua perfeição quando rola em equilíbrio: você dá, daí recebe, enquanto isso já tá dando de novo. Escrever passa meio à margem desse processo, e aí publicar faz virar a chave. Quem escreve dá o que sente, o que pensa, dá uma visão de mundo, dá um olhar, dá sua emoção. Quem lê recebe tudo isso. Ou não. E quando não a perfeição passa longe e o encanto se quebra.

Em geral não dá pra saber quão bem o processo vai, porque ler é silencioso e íntimo. Mas a internet, na sua grande cesta de maravilhas, trouxe também essa: é possível cutucar o autor no braço, de leve, e dar a ele seu melhor sorriso com as palavras "adorei o que você escreve" estampadas no rosto - ainda que sejam todos, braço sorriso rosto, virtuais e por escrito.

Mas às vezes, algumas, rola mais. Pra além do virtual, pra além do escrito, presentes ao vivo e a cores, de pegar com a mão e deixar a gente descrente de que haja esse tipo de carinho e gentileza ainda.

No começo do ano chegou aqui em casa um pacote com um caderno lindo, todo bordado, e um bilhete da Patrícia, que adorou o livro e quis me dar páginas pra serem palco dos poemas novos. Essa semana foi a vez da Kenia, que foi no lançamento na Casa Poema e virou amiga por email, e agora me bordou dois centrinhos de mesa de crochê, ela mesma, com suas mãos prendadas, delicadezas de outros tempos me tocando em pleno século 21.

E fomos tomar café num fim de tarde, eu ela e Luciano, o marido querido que veio junto lá do Méier pra ela me entregar o presente. E falamos sobre nada em especial, sobre os filhos, sobre os planos, e rimos um bocado e nos conhecemos um pouco, e eu vim pra casa feliz da oportunidade que a poesia me dá de ter encontros, gente tão especial que recebe a minha oferta e me devolve tanto, de tantos jeitos bons, mas que especial esse jeito antigo, corriqueiro e real. Bom demais.

6.6.09

O disco .com!

Ok, eu ando prática demais, falando só de resultados e pontos de venda e conquistas e acontecimentos. Prometo que vou voltar a ser subjetiva e trocas idéias e etc, mas é que o tempo anda curto e caramba, os acontecimentos andam ótimos!

Os últimos são da categoria "pontos de venda". Na carona da matéria no Saraiva Conteúdo, de que eu falei aqui embaixo, o livro agora também está à venda na Saraiva.com, mais uma ótima opção virtual!

Mas a minha menina dos olhos é o seguinte: finalmente consegui colocar o disco à venda na Travessa! Isso quer dizer que a partir de hoje já dá pra comprar o kit completo nas lojas aqui no Rio, e muito em breve vai dar pra fazer o mesmo na Travessa.com. Meu sonho está realizado!

3.6.09

Na rede

Essa minha vida real-virtual é cheia de gente incrível que me lê, que me posta, que me espalha e me divulga e me dá a maior força no ofício de ser poeta. Cada vez que me chega um email de alguém novo, ou um comentário aqui no blog, fico surpresa e feliz com o poder de contagiar outras pessoas, e comemorando o alcance dessa rede doida que a gente habita hoje. Vocês sabem quem são, e eu agradeço muito, viu?

A mais nova integrante do time dos meus amigos virtuais é a Jana Lauxen, uma gaúcha cheia de gás de Passo Fundo que, além de escrever um blog ótimo e ter publicado agora seu primeiro livro, Uma carta por Benjamin, ainda edita o E-blogue, que reúne o melhor dos blogs brasileiros, e a versão brasileira da 3a.m. Magazine, uma revista virtual inglesa que agora existe também por aqui.

Pra minha sorte ela me achou e pronto, lá estou eu nas duas publicações, aqui e aqui.

1.6.09

Entrando no ar

Está entrando no ar o Saraiva Conteúdo, um site muito bacana pra quem curte a cultura brasileira, seja música, literatura, cinema, teatro. De cara já dá pra ver que a coisa é profissa: na primeira página tem chamada pra entrevista com Caetano, Mart´Nália, Nélida Piñon, tem Chico Buarque lendo trechos do livro novo, tem trechos do filme do Pedro Cezar sobre Manoel de Barros.

Mergulhando um pouco mais, dá pra achar páginas sobre novos artistas, ver entrevistas em vídeo, filmes legais, e ainda ouvir podcasts indicados por toda essa gente bacana. Bem felizinha da minha vida, eu tô ! E tem também a Letícia Novaes e o Lucas Vasconcellos, da banda Lettuce, tem a Silvia Machete, o Marcelino Freire, a Gabriela Leite, criadora da Daspu, e tem artigo da mamãe sobre cinema, gente!

Por trás de tanta coisa legal, está meu amigo querido Marcio Debellian, responsável pela idéia e pela produção do documentário Palavra Encantada, trabalhador inventivo, incansável e cheio de gás, que agora comanda uma turma ótima que ralou muito pra botar na rua esse site. Por isso eu recomendo, indico, e assino embaixo!

25.5.09

Esgotou!

Povo brasileiro, acabo de saber pela Bebel que o livro esgotou na Americanas.com.

O livro esgotou. Nem sei quantos exemplares tinham lá, não sei se eles vão comprar mais ou se essa boa notícia na verdade quer dizer tchautchau Americanas.com, só sei que estou feliz de ver que minha propaganda deu certo e que vocês compraram mesmo!

Agradeço feliz, e vamos aos próximos capítulos!

18.5.09

super pop

Gente, eu estou à venda na Americanas.com. Tô chocada. Feliz e pasma.

Você, caro leitor do interior da Bahia, você, cara leitora do Rio Grande do Sul, você que não confia em sites pouco conhecidos pra compras online, você que não quer esperar dez dias pela entrega, clique aqui e compre no super seguro e mega pop site Americanas.com!

E como eu não deixo passar oportunidade, agora tô tentando feito doida colocar lá também o disco à venda, aí vai ser um luxo só! Me aguardem!

17.5.09

Da Martha


A vida é um negócio bom da porra. Eu sou uma otimista, uma mulher simples, que acredita na felicidade, quase uma cinderela moderna cujo príncipe encantado sou eu mesma, é o mundo, o cotidiano cheio de surpresas. Quando era criança toda noite meu pai me botava pra dormir e quando a história começava eu perguntava logo: "pai, tem partes?". "Parte" era a metáfora pra qualquer coisa que tivesse tristeza, ou medo, ou qualquer coisa não boa. E o papai sempre dizia que tinha, e eu sofria antecipadamente mas nunca desisti de ouvir.
Cresci assim, querendo sempre o bom, mas encarando o ruim como parte do caminho. Depois de escrever o último post revi esse aqui e ri sozinha na sala, pensando que postei essa tirinha num momento de super felicidade e foi legal ver de fato me senti assim na hora de um tropeço.
Pois hoje a pose do final do tropeção veio sem tropeção. A Martha Medeiros, de quem eu falei recentemente aqui, me deu seu aval agora em praça pública, nas páginas do Globo, na sua coluna de todo domingo. Saber que a Martha, que eu li e leio tanto, me lê também, já tinha sido uma delícia. Agora saber que a minha poesia provoca nela reflexões, faz ela pensar e querer escrever, é um luxo absoluto, como ser amiga da Elisa e ter tido o queixo segurado pelo Saramago dizendo que eu falo poesia bem. É da categoria das coisas que a gente deseja sem nem saber que deseja, porque nem parece possível antes de acontecer. E sabe o mais gostoso? Fica totalmente natural depois, sem nunca perder o gosto bom de coisa desejada em segredo.
Então a verdade é essa: saber ver o lado bom dos tombos é genial, mas caminhar sem tropeços é o que há de melhor!

6.5.09

tudo ao mesmo tempo agora

Tem dias em que pinta mais de um convite bacana, e a gente fica morrendo de pena de não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo. Tem vezes em que os horários se encaixam, e a gente faz de tudo pra conseguir o que parecia impossível. Esse sábado, 9 de maio, vai ser um desses dias.



Já tinha um tempo que eu sabia que ele seria especial, porque vai ser o super esperado lançamento do dvd Sopro dos 7 Ventos, homenagem ao Tonho Gebara, compositor talentosíssimo, guitarrista genial, pessoa mais adorável do mundo e meu grande amigo querido. Foi junto com ele que eu e Rodrigo lançamos nossos primeiros trabalhos, numa noite incrível em 2003. Quando ele morreu os amigos mais próximos e companheiros de banda começaram um movimento que virou o projeto Sopro dos 7 Ventos: sete shows, em sete lugares diferentes, com artistas cantando as músicas dele e a gente matando a saudade desse jeito. O sétimo show foi no Circo Voador e virou o corpo principal desse dvd, que tem extras incríveis: clipes de músicas inéditas, documentário sobre os sete shows, autobiografia do Tonho narrada pelo Rodrigo, fotos de arquivo, mil coisas ótimas!




O dia ficou ainda mais especial porque, por absoluta coincidência, é também o lançamento do Toda feita com as mãos, primeiro livro "oficial" da Mariana Dias, outra amiga querida minha e do Tonho, parte integrante dos saraus que a gente fazia com o pessoal da Letras da PUC e onde a minha poesia e a dela se cozinharam junto com as músicas dele. A Maria é mesmo adepta de fazer tudo com as mãos, e já fez mil livros lindinhos artesanais, mas agora estréia no livro oficial com editora e tudo mais, e vai ser demais ir de um lançamento pra outro nesse clima de saudade boa dessa época.


Completando a noite de lançamentos, meu companheiro de 7Letras e novo amigo gaúcho-carioca Leo Marona lança também seu livro de estréia, Pequenas Biografias não-autorizadas. A gente se conheceu em Porto Alegre na Festipoa e ficou amigos de cara, porque ele é divertidíssimo, e eu logo descobri que é um puta poeta também.



Então o desafio vai ser ter forças pra ir pulando de lançamento em lançamento, e vendo gente querida e abraçando os autores e sendo feliz a noite toda. Pode ter sábado melhor?

26.4.09

De aplausos e vaias

Domingos são sempre uma espécie de encerramento, de despedida da semana, embora quase sempre o que acaba ali seja praticamente igual ao que começa no dia seguinte, variando os detalhes que acabam sendo a parte saborosa da coisa.

Não essa semana. Os dias que o último domingo encerrou foram dias especiais, dias cheios de novidades boas, de gente nova, de surpresas e prazeres. Fui lançar meu livro em Porto Alegre e participar da FESTIPOA LITERÁRIA, festival organizado pelo Fernando Ramos, de quem eu tinha falado um pouco antes de viajar. Pois agora na volta posso falar com propriedade: foram quatro dias de debates, mesas redondas, saraus, encontros de poetas, contistas, cronistas, romancistas, conversando sobre os seus fazeres e sobre literatura sem pompa, sem formalidade, trocando experiências e livros e se divertindo juntos, que é o que afinal consolida os laços.

A noite de abertura teve o Veríssimo, que foi o homenageado do festival, e foi muito bacana ouví-lo ali, na cidade dele, dar pra ele meu livro e fazer a tietagem básica.




(foto de Marco Aurélio Marques)

Depois disso não teve mais tietagem e teve foi camaradagem, a possibilidade rara de conhecer escritores de lá e até daqui, como o Leo Marona, poeta gaúcho que mora no Rio desde pequeno e que lança mês que vem pela 7Letras o seu livro de estréia, Pequenas biografias não-autorizadas. Também foram ótimas surpresas a Ana Mariano, gaúcha que lançou pela LP&M o Olhos de cadela, a Carol Teixeira, cronista e contista e agitadora e bacanérrima, cujo último livro chama Verdades e mentiras. Teve ainda o Luis Pimentel, jornalista e escritor que lançava O grande homem mais ou menos, de contos, e o Sidnei Schneider, poeta que mediou a mesa da qual eu participei e cujo livro mais recente é o Quichiligangues.

A temporada por lá teve debates, bares, teatro (fui ver Medéia no Teatro São Pedro, lindos o espetáculo e o teatro em si), mas o melhor foram os amigos novos que me receberam como antiga: a Adriana Deffenti e a Dani Rauen, cantoras e queridas, a Letícia Bertagna, que eu conheci no festival de cinema de Juiz de Fora ano passado e me levou pra ver o pôr-do-sol no Gasômetro e tomar café na Casa de Cultura Mário de Andrade, a Carol Teixeira e o Fredi, marido dela, escritora e músico e casal ótimo e animadíssimo.

Tudo isso sem falar no Fernando Ramos, que inventou e agitou essa loucura toda, e na Julia, namorada dele, que deu o apoio fundamental pra coisa rolar macia, além de me dar mil caronas no maior bom humor.

O ponto alto da temporada foi a noite de sexta-feira, depois de um debate e do lançamento na livraria Letras & Cia, quando rolou um sarau no Sintrajufe, que vem a ser o sindicato dos funcionários do judiciário do Rio Grande do Sul. Parecia insólito e foi o máximo: era um espaço super aconchegante, um palcão com microfone e luz bacanas, mas o melhor era a platéia super atenta e ligada. Subi depois de uma banda ótima, os POETs, formada por poetas e com letras super bem humoradas e melodias gostosas.

Falar poesia depois de banda é sempre um desafio, então já ataquei logo de Musa do século 21, pra conseguir surpresa e com ela silêncio. Deu certo, daí emendei com o Pau mole e a platéia ficou louca. Acho que nunca fui tão aplaudida, tão entusiasticamente, e se fui já nem me lembro. Com o silêncio e os olhares atentos das pessoas emendei mais uns tantos poemas, e quando terminei o último veio o auge: pedidos de bis! Me senti a Madonna, juro. Disse mais uns poemas e quando desci do palco recebi de perto os elogios, os abraços, os olhares intensos, e vendi todos os livros e cds que tinha levado.

Fui pro hotel feliz que só, me sentindo híper querida em Porto Alegre, vendo a minha poesia funcionar fora de casa, sem o carinho dos amigos pra puxar os aplausos. Acordei nesse clima e logo soube que tinha saído uma resenha do Bendita Palavra no Globo. Parecia o céu na terra, parecia que eu era a eleita pra ser feliz e compreendida, que o meu trabalho finalmente tinha alçado vôo pra além de casa, e era isso mas não era, porque a resenha era bem ruim.

A primeira leitura foi um choque, como imagino que sempre seja saber que alguém não gosta do que a gente faz. E entre muitas sensações daquele momento a que mais ficou foi que é ótimo que o Prosa & Verso tenha selecionado meu livro pra ser resenhado, que entre tantos lançamentos ele tenha sido destacado, e ainda que o resenhista não tenha gostado é genial ter esse espaço.

Se eu não preferia o elogio? Claro que sim, mas percebi também que elogio a gente recebe sempre, e crítica quase nunca. No meio dos aplausos calorosos da noite anterior, certamente teve também gente que não gostou, mas esse não vieram bater no meu ombro e dizer "olha, detestei". Quem não gosta nunca fala, quem gosta sempre. Então achei um ótimo contraponto ler essa resenha no momento ótimo em que eu estava, e talvez justo por isso eu estivesse forte pra não me deixar abater pela crítica e entender que ela faz parte do jogo de estar exposta.

Lutei tanto pro livro ir pra rua, pra ele fazer barulho, com a ajuda de Manu e Rafa corri atrás de cada linha de jornal, de cada nota, como é que agora vou reclamar de meia página de jornal, com o nome do livro, meu nome, e a foto da capa ainda por cima?

Então esse domingo foi o encerramento de tudo isso, de aplausos ao vivo e vaias por escrito, de muito carinho e muito riso, de uma cidade de braços abertos pra mim, de novidades e surpresas. Foi tudo bom pra caralho. E que venha mais!

19.4.09

Lançamento em Porto Alegre!


Vai ser na sexta-feira, dia 24, e eu não poderia estar mais animada! O Rio Grande do Sul é o estado mais ligado em literatura do Brasil, e muitos autores vivem lá a vida toda sendo lidos e admirados sem que a gente, no resto do país, sequer saiba que eles existem. Aqui no Rio, que também é lugar de cultura, e muita,quem lê em geral é aquela parcela da população que tem mais grana, porque afinal livro é caro pra dedéu.

Lá em Porto Alegre não é assim. Rodrigo esteve lá na Bienal ano passado e ficou impressionado como taxistas falavam de livros, como a cidade estava girando mesmo em torno do evento. Por tudo isso eu sempre quis lançar livro lá, e agora finalmente uma conjuntura maravilhosa de fatores tornou isso possível.

É tudo coisa do Fernando Ramos, um dos editores do Jornal Vaia, um jornal literário que reúne gente de todo o país e é publicado lá em Porto Alegre. Ele descobriu um poema meu no blog do Marcelino Freire, me mandou email, eu mandei um livro, aí resolvi falar do meu desejo de lançar lá e ele me disse que estava organizando um festival de literatura, a FESTIPOA Literária, que está no 2o ano e rola de 22 a 25 de abril.

Pois então com a ajuda primordial do Fernando, que me incluiu na programação em vários eventos e ainda marcou o lançamento, eu e o Bendita Palavra chegamos em Porto Alegre na 4a feira pra abertura da festa e ficamos até domingo, pra aproveitar ao máximo, conhecer os autores e espalhar o quanto der a minha poesia por lá!

Portanto quem é daí e passa por aqui apareça, escreva, vamos nos ver ao vivo!

16.4.09

À mercê da imprensa

Nunca canso de me espantar com a imprensa especializada em famosos. Pois na 2a feira eu participei do evento que divulguei aqui embaixo, e os convidados fomos mesmo eu, Igor e Cyana, como eu tinha dito. Em alguns jornais saiu que o Antônio Calloni, que além de ator é poeta e é um doce de pessoa, iria ler também. Perguntei pra Thereza, que organiza a Ponte de Versos, e ela me disse que ele tinha sido convidado mas como depende da agenda da novela não tinha confirmado.

Que a imprensa divulgue antes de um evento que alguém famoso não confirmado vai estar presente eu já acho chato. No meu lançamento a coluna Gente Boa, do Globo, deu uma nota dizendo que a Ana Carolina ia ler o poema do Pau Mole - notícia que eles inventaram de cabo a rabo, porque a Ana era minha simples convidada como todo mundo, nunca confirmou que iria muito menos que iria ler, e os meus assessores de imprensa foram bem claros em relação a tudo isso. Detesto ficar na posição de quem explora a fama dos amigos pra chamar atenção, e acho detestável que a pessoa por ter visibilidade passe a imagem de furona quando não vai a eventos que nunca disse que ia. Mas enfim, me conformei com o fato de que os jornalistas muitas vezes publicam o que acham que fica melhor - embora eu, pessoalmente, prefiriria que nesse caso não publicassem nada.

Agora meu choque foi total ao descobrir que alguns deles levam o equívoco ao extremo, e inventam supostas participações a posteriori! Pois não é que um site desses de celebridades estampou uma fotona do Calloni com a notícia de que a participação dele no Ponte de Versos foi um sucesso, que a livraria lotou, ele leu trechos do seu livro "Paisagem vista do trem", e foi aplaudidíssimo. A verdade é que a livraria ficou lotada mesmo, mas o Calloni (como já tinha avisado à Thereza que poderia acontecer) NÃo pôde ir, portanto infelizmente NÃO leu trechos do seu livro "Paisagem vista da janela" e NÃO foi aplaudidíssimo.

Ou será que foi, e eu é que estou doida? Será que tudo isso aconteceu enquanto eu descia pra beber uma água? Ou terá sido na hora em que eu fui ao banheiro? Não interessa: nós que estávamos lá ainda teremos a dúvida, mas quem lê O Fuxico morrerá de pena de não ter ido ouvir o Calloni, que no final ainda "distribuiu autógrafos e posou pra fotos com fãs". E eu que não estava com a minha câmera fotográfica, gente!

12.4.09

de volta

Depois de uma semana de merecidas porém roubadas férias no paraíso logo ali em Pernambuco, volto ao batente cinematográfico e poético amanhã, segunda-feira. De dia labuto na ilha de edição, de noite parto pra DA CONDE, livraria charmosíssima no Leblon, onde rola a PONTE DE VERSOS, evento já super tradicional organizado pela Thereza Christina Motta.

Amanhã os convidados somos eu, Igor Fagundes e Cyana Leahy-Dios, e de 20h30 às 23h30 estaremos lá dizendo poemas e ouvindo também, que rola uma "sobremesa" na qual os poetas da platéia podem também se aventurar.

Então seja pra ouvir, seja pra falar, apareçam!

PONTE DE VERSOS
13/04 - 20h30
Livraria da DaConde
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125
Leblon Rio de Janeiro RJ

27.3.09

KIT

(foto de Akemi Ono)

Finalmente, com mais de três meses de atraso, aparecem as fotos do famoso kit de livro + disco! Confesso envergonhada que nem fui eu mesma que tirei as fotos, como prova o crédito ali embaixo delas. O registro é obra da minha amiga Akemi Ono, que comprou o livro na livraria do Odeon e fez o enorme favor de fotografar e me mandar.

A idéia de colocar livro e disco num pacote pra presente veio por conta do lançamento pertinho do Natal. Aí nasceu essa embalagem bacanérrima, que existe em versão amarela e rosa, e que eu criei com os auxílios luxuosos da Claudete, minha sogra, na compra das embalagens, do Louis Bravo, namorado da Fê, na idéia da etiqueta, e das meninas do Petit Pois Studio, Marianna e Tati, na confecção dela.

Agora, além da felicidade de poder finalmente divulgar imagens do kit, adorei a idéia da fotógrafa de colocar o kit na geladeira, junto com outros produtos de primeira necessidade!





(foto de Akemi Ono)

Pra quem acha que poesia é mesmo isso, e se animar a comprar a minha, aviso que o kit está à venda em cinco lugares entre Rio e Sampa:

- Livraria Odeon (Cinelândia - RJ)

- Casa Poema (Botafogo - RJ)

- loja S.A. (Fórum de Ipanema - RJ)

- loja Calligraphia (Rua Avanhandava - SP)

- Mercearia São Pedro (Vila Madalena - SP)

17.3.09

Novidades

Lançar um livro e um disco tem vários desafios. Começa por escrever os poemas, passa por editar o livro, gravar o disco, e aí enfim chega na hora fatal: a distribuição.

O substantivo feminino, que era independente, teve a maravilha de ter seu lançamento seguido pela estréia do Te vejo na Laura, onde eu dizia os poemas, seduzia o respeitável público e armava a banquinha no final. Tinha noite que vendia 20 livros, sucesso total, mas mesmo nas noites mais vazias pelo menos uns quatro ou cinco livros ganhavam a rua.

Agora tenho a vantagem ótima de ter a 7Letras como editora, com uma distribuição bem bacana, principalmente aqui no Rio. E como a internet tá aí pra potencializar o poder de todo mundo se espalhar, as lojas online como a Travessa, a Livraria Cultura e a própria editora fazem com que o livro esteja disponível em qualquer parte do Brasil, e até fora dele!

Mas o disco do Bendita Palavra ainda é independente, vendido à parte e praticamente não distribuido - já que eu sobre como distribuidora, e confesso que sou péssima nesse quesito...

Então é muita felicidade anunciar que o disco está à venda em mais dois lugares sensacionais aqui no Rio. Um deles é a Entretexto, livraria pioneira em Laranjeiras, que já vendia o livro e agora tem também o disco, oba! A Cristiane, dona de lá, é uma super livreira, uma apaixonada por livros como deveriam ser os donos de livraria, que acredita nos projetos e me achou, aqui pelo blog, pra dizer que queria vender o disco lá. O mérito é todo dela, então, e eu só posso agradecer esse espaço pro meu disco estar em exposição.

O outro lugar é uma loja bacanérrima, uma das minhas preferidas hoje, que é a S.A. - Sociedade Anônima. Fica no Fórum de Ipanema, e a dona é a Sol Azulay, uma estilista e apaixonada por coisas lindas de design incrível, por isso além de roupas sensacionais a loja vende todo tipo de objetos, desde chaveiros a vibradores e livros, claro. A partir de hoje o disco do Bendita Palavra se junta a tudo isso, e também o super lindinho kit de livro + disco naNegrito embalagem genial - que segue sendo secreta porque a poeta aqui não consegue ser também fotógrafa e finalmente revelar a cara desse bendito kit!

Agora a poeta-não fotógrafa-distribuidora tenta colocar o disco à venda numa loja online, pra não ter que ir ao correio toda vez que um leitor maravilhoso de outra cidade quer o disco pra acompanhar seu livro. Me aguardem, e enquanto isso podem pedir que eu visto a fantasia da poeta-mensageira e eu mesma mando!

13.3.09

Aval

Quando comecei a dizer poesia uma das poetas que eu conheci e por quem eu me encantei foi a Martha Medeiros. Apesar de pouca gente conhecer ela aqui no Rio naquela época, embora ela já fosse uma poeta super reconhecida em Porto Alegre, onde ela vive até hoje. Eu fiquei fã de poemas simples e no ponto como esse do livro Persona Non Grata.


"agora sei como se sente
uma noiva abandonada no altar

você podia tudo na minha vida
menos faltar."


Alguns dos primeiros livros de poesia dela estão esgotados, mas a Poesia Reunida da LP&M é sensacional, e o vermelhinho Cartas extraviadas e outros poemas tem, como diz o nome, poemas em verso e em forma de cartas, com coisas lindas de morrer, como esse que eu decorei no meu tempo de dizedora antes de ser poeta.


"se tenho os lábios bem desenhados e o seio esquerdo e direito
se falo com voz cristalina e o umbigo não é saltado
se o cabelo é alinhado e as orelhas estão sempre limpas
por que não me amas?


se tenho o pescoço longo e as emoções controladas
se sei responder às perguntas quase todas
se conheço a arte de sorrir com o rosto inteiro
por que não me amas?


se tenho sete vestidos para usar no sábado
se as pernas são rijas e as unhas não estão roídas
se leciono às quintas e a tristeza está bem escondida
por que não me amas?


se nado bem de costas e vivo bem de frente
se como pouco açúcar e bebo muita água
se a timidez que trago não atrapalha a dança
por que não me amas? 



sei responder às perguntas quase todas"


Depois ela escreveu Divã, que é um puta livro:


"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.”


O livro (um romance, apesar do trecho acima parecer um poema - é que a Martha é mesmo poeta, não tem jeito...) foi adaptado pra uma peça de sucesso com a Lilia Cabral e agora virou um puta filme também com a Lilia, um filme divertido e sensível, daqueles de fazer chorar e rir, sabe? Eu e Rodrigo fizemos o trailer, que tá bombando nos cinemas preparando a estréia nacional dia 17 de abril.


Aí ela começou a escrever uma crônica semanal na Revista do Globo, que sai todo domingo. Foi o passo que faltava pra todo mundo por aqui passasse a conhecer e adorar a Martha, e com tudo isso, hoje ela é de todo mundo, e ainda bem!


Toda essa longa história é pra dizer que é um puta aval que ela tenha gostado do Bendita Palavra, que eu mandei pelo correio lá pra Porto Alegre e ela recebeu essa semana. Ela já tinha sido uma querida quando eu lancei o substantivo feminino e agora me mandou um email lindo, que eu nunca comentaria porque acredito na intimidade da correspondência, mas aí ela inventou de também postar um poema no blog dela, então fiquei liberada pra botar pra fora essa alegria!


Um luxo, uma delícia, uma honra.

11.3.09

Pra ouvir


Ontem, depois de uma demora quase interminável, fui ao correio mandar discos do Bendita Palavra pra duas leitoras que já compraram o livro pela internet, mas estavam curiosas pra ouvir. Ir ao correio virou uma tarefa louca pra mim, acostumada com as virtualidades e suas vantagens. Mas é um prazer saber que tem gente em Salvador e em Mogi das Cruzes querendo me ouvir no rádio do carro, no som da sala, fora do computador, enfim.


Pra quem quiser ouvir no computador mesmo, aviso que troquei os poemas da página do myspace, então tem novidade no ar, inclusive a versão da Ana Carolina pro poema do Pau Mole, gravada especialmente pro disco!

5.3.09

Reciclagem

Ando achando o Bendita Palavra um fenômeno: eu tinha 330 livros, de repente tenho 30. Fiz as contas feito doida e acho que desses 300 que já não estão mais comigo uns 60 ainda estão à venda, em lojas e livrarias e etc que eu citei aí embaixo, aqui e aqui.

Ainda assim são mais de 200 livros vendidos e dados em menos de três meses, ou seja, quase um best-seller! Eu fico especialmente feliz de saber que o livro tá andando pelo Brasil, e as vendas online fazem isso ser cada vez mais possível e prático.

Agora descobri que fica também bem mais barato. Fui parar num site genial chamado Estante Virtual, que reúne sebos do Brasil inteiro, com os livros todos catalogados, então em cinco segundos você acha o livro que quer e descobre todos os sebos que têm um exemplar, e fica sabendo também qual o estado do livro: se é novo, manuseado, se tem dedicatória, etc e tal.

Fiquei verdadeiramente surpresa de descobrir o Bendita Palavra lá, ainda de fraldas e já no sebo! Mas não fiquei triste de orgulho ferido pensando em quem teve coragem de se desfazer do meu livro não, pelo contrário: quero mais é que o livro ande, circule, me espalhe, e se quem era dono já leu e achou que não ia reler, ou nem leu e achou que nunca ia ler, que bom que o livro agora tá de novo à venda!

O melhor de tudo é que os preços são de sebo mesmo: R$9,00, R$12,00! Eu achei sensacional, e quase comprei um só pra ver se tinha dedicatória, pra satisfazer a curiosidade doida de autora de entender essa história, mas empaquei na compra e acabei mandando email prum dos sebos, o Alfarrabista Corsarium (que nome genial, não?), lá em Sampa, de onde o Fred, gentilíssimo, me esclareceu que eles recebem livros dos próprios distribuidores, mas também de jornalistas que recebem mil livros por semana. Adorei!

Sendo assim eu recomendo: quem quiser comprar baratinho passe lá, rápido porque só tem mais dois exemplares no momento! E quem quiser se desfazer do seu, ou de qualquer outro livro, crie uma conta lá e ponha à venda!

3.3.09

30mil

Sim, eu conto, e fico atenta aos números mudando aqui na esquerda. E apesar da esquerda dizer algo tipo 17.899, o meu aliado mais antigo no prazer dos números me disse hoje: mais de 30.000.

Trinta mil pessoas vieram aqui. Algumas por engano, trazidas por errôneas respostas do Google. Algumas por amizade antiga, anterior à minha virtualidade. Algumas por curiosidade e desejo, e essas voltam e ficam. Eu fico feliz com todas, que constroém comigo esse lugar transparente que é o mariadapoesia.

É um prazer encontrar vocês aqui!

28.2.09

Palavra Encantada


Dia 13 de março estréia o documentário Palavra Encantada, filme dos meus queridos Marcio Debellian, Helena Solberg e David Meyer. Eu assisti pela primeira vez no Festival do Rio ano passado, e revi na Laura Alvim mês passado, e aí curti ainda mais. É um ensaio divertido e muito interessante sobre a eterna questão da poesia e da música, da poesia na música, da música como poesia, com entrevistas com gente como Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Lenine, Lirinha.
Pra quem curte música, pra quem curte poesia, pra quem pensa sobre essas coisas, eu recomendo! Vejam o trailer aqui.

18.2.09

certeiro

"Falta alegria na poesia brasileira. É fácil ser sábio na tristeza, difícil é ser denso na graça."

(Fabrício Carpinejar, em entrevista coletiva publicada no site de Cida Sepúlveda, que acabei de conhecer e já recomendo).

17.2.09

o mais extremo oposto

Achei esse rascunho de poema e acabei acabando ele esses dias, e foi feliz terminar um poema, o primeiro depois do livro publicado com TUDO de bom que eu tinha escrito até então. Publicar é doido, a gente raspa o tacho até o fundo e depois parece que nunca mais vai ter fruta pra fazer mais doce, sabe?

Daí que foi uma sensação gostosa sentar de novo pra escrever no caderno, depois passar pro computador e ir ajustando os versos, uma palavra pulando pro de baixo, outra expressão subindo pro de cima, um ajuste de rima, o ritmo dando as coordenadas.

E apesar do poema não ter nada nadica de nada a ver com o sentimento de hoje, e apesar dele ser mesmo o mais extremo oposto possível da felicidade que me habita, a felicidade dele existir agora me anima a compartilhar, então aí vai, senhores, o primeiro poema depois do Bendita Palavra (e aviso logo que não o melhor, porque depois desse veio outro que esse sim é de doer de bom, mas esse vai ficar inédito ainda um pouco pra ser publicado primeiro em outro site, que santo de casa não faz milagre).

Nunca foi confortável
(nunca calmaria, sempre tempestade)

Nunca o macio inteiro
(pouco colo, pouco calor)

Quase nunca o soco
(quase sempre a memória da dor)

Nunca foi redondo
Nunca não teve aresta

O amor nunca foi mais do que fresta
Olho aberto no escuro em meio a tanto não

Nunca nada fácil
Mas aquele encaixe exato

Mãos dadas na madrugada
Cada um por si na multidão

(e não há mesmo pior forma de solidão)

12.2.09

Livraria Odeon

(foto de Felipe Grillo, no momento da sua dedicatória)


Falei de vários lugares onde o livro, o disco e o kit estão à venda, e esqueci um dos mais legais, que a Livraria Odeon, dentro do cinema Odeon, na Cinelândia. A Carol Benjamin, uma das donas, é nossa amiga e me convidou pra participar da estréia de um evento que está rolando lá todo sábado até o carnaval, o Boca de Baco. Tem lançamentos, poesia falada, microfone aberto, performances, tudo na antesala do segundo andar do cinema, um espaço genial!

Sábado agora tem de novo, fiquem ligados na programação que sempre muda. E quem quiser os meus produtinhos e anda pelo centro, é uma ótima pedida, que a livraria é um brinco e só tem livro bacana!

3.2.09

À venda!

Descobri que o livro está à venda em lugares incríveis: primeiro de tudo, na Livraria da Travessa, que eu amo e que eu estava sofrendo de não me querer, mas eles me quiseram e o Bendita palavra tá lá, lindão, bem na entrada (essa proeza graças ao meu amigo querido Leandro Müller, escritor e amor da Camila).

O que é demais é que a Travessa também vende online, e a boa notícia é que na loja virtual eles estão vendendo o livro com desconto, de R$ 25,00 por apenas R$19,90, então no momento é mais barato comprar lá do que comigo, pessoalmente, olha que loucura ótima! Testei lá no site e pros estados de Rio e São Paulo eles não cobram frete!

Outro lugar que me deixou toda boba de achar o livro foi a Livraria Cultura, que tem lojas em várias cidades de São Paulo e também em Campinas, Recife, Brasília. Nas livrarias deles vocês não vão achar o livro, é só por encomenda e leva dez dias mais o prazo do frete, mas eu acho que se houver demanda eles devem pedir livros pra editora pra ter nas lojas, então tô espalhando a notícia pra agitar esse movimento!

A parte não tão boa é que por enquanto o cd ainda tá praticamente só comigo, porque ainda não tive tempo de correr atrás de distribuí-lo pra lojas, tão difícil fazer essa parte sozinha...

Mas olha, três lugares entre Rio e São Paulo tem o cd, em alguns casos dentro do kit lindinho pra presente: no Rio está na Casa Poema, onde foi o lançamento do livro. Em Sampa está na Mercearia São Pedro, local do lançamento paulista, e também numa loja lindinha de design chamada Calligraphia. Fora isso, pedidos aqui!

29.1.09

A melhor resenha possível

Saiu esse sábado no JB - o jornal que me acolheu e ao Bendita Palavra como se fossemos velhos amigos de infãncia. E foi por acaso, porque Manu & Rafa, meus sensacionais assessores de imprensa (que são na verdade Manoela Cesar e Rafael Sé) mandaram o livro pra Carla Rodrigues por conta do site Contemporânea, no qual ela escreve sobre livros. E a surpresa foi geral quando ela disse que ia escrever sim e que, além do site, a resenha ia também pro Caderno Idéias, do JB!

Eu fiquei feliz além da conta porque é muito bom sair no jornal numa fotona como aquela da revista Domingo, mas é muito melhor ler o que uma jornalista que não me conhece tem a dizer sobre o meu trabalho, sobre a minha poesia, e ela sabe de mim desde muito antes desse livro então fala da minha trajetória e da minha escrita e ela gosta, gente, pode ter coisa melhor do que isso? É uma reafirmação de que vale a pena gastar o dinheiro guardado nesse investimento maluco que é fazer um livro e um disco, porque é investir na minha felicidade, e tudo isso fica muito sólido quando alguém de fora também vê. Ou no caso, lê. Delícia delícia delícia, que não vai passar tão cedo...



O lançamento paulista, finalmente!

Quase três semanas já se passaram desde o lançamento do Bendita Palavra em São Paulo, e eu já estava aflita pra dar as notícias aqui, mas como tive o privilégio de ter um fotógrafo chiquérrimo presente, queria também poder postar as fotos da noite! A coisa é que o fotógrafo chiquérrimo, o Mauro Kury, é também ocupadíssimo (no momento com o still do "Salve Geral", mesmo filme do qual eu estou fazendo o making of) e só agora consegui pegar com ele as imagens da noite. Ufa!


O bar se chama Mercearia São Pedro, é um botecão da melhor categoria, que tem a particularidade de ser também uma livraria e uma mercearia, como o nome diz: lá se vende cerveja de garrafa, petiscos ótimos, sabão em pó, e livros escolhidos a dedo pelo Marquinhos, que é quem organiza a bagunça - mas só um pouco, que na real um certo caos divertido deu o tom da noite. Era sexta-feira à noite e o bar estava tão lotado que não havia a menor possibilidade de recitar poesia, pelo menos não nos moldes tradicionais. Pois eu inventei de ir dizendo poemas nas mesas dos amigos, e a Rô Nascimento, uma das figurinistas do filme, inventou mais: escrever torpedos e entregar em cada mesa divulgando o lançamento e oferecendo poesia a la carte. deu tão certo que as duas últimas meninas do lado esquerdo dessa mesa aí em cima compraram livro e cd, olha que genial!


Falei do filme mas não expliquei: a razão principal de eu finalmente me animar a fazer um lançamento paulista foi que eu estava lá a trabalho, fazendo o making of do Salve Geral, e tinha portanto uma equipe de 70 pessoas pra convidar, além dos meus queridos amigos Lucas e Bruno, com suas mulheres, que são basicamente as únicas pessoas que sairiam de casa pra me ver em Sampa. Pois a idéia deu super certo, e os meninos foram lá com Ju e Silvia mas também foi a equipe em peso, gente querida que apareceu pra comemorar comigo, e que ganhou poesia na mesa e o meu carinho eterno. Nessa foto estão Pedro, Rô, Tati, Martin, Perigoso, Julia e Marquinhos.


Foi uma noite inusitada, meio caótica, cheia de surpresas, e alegre que só. E pra animar vocês a visitarem o meu myspace, lá tem mais fotos e mais histórias! Sabiam que o Marcelo Rubens Paiva, meu ídolo da adolescência, estava na Mercearia por acaso? Passem e vejam!

3.1.09

Lançamento em São Paulo!


Aproveitando a vinda pra São Paulo a trabalho, marquei um lançamento do Bendita Palavra aqui! Vai ser na sexta-feira, dia 9, e eu tô muito animada de fazer o meu trabalho existir aqui, porque o substantivo feminino nunca veio oficialmente pra cá, apesar de ter vindo muito através de leitores que tiveram a pachorra de comprar pessoalmente/virtualmente comigo, no velho esquema correio-depósito em conta.
Pois agora que eu tenho a 7Letras como editora, sei que o livro está em algumas livrarias por aqui, saiu uma resenha ótima no Estadão no dia 20, e vai ser uma delícia fazer essa noite pra reunir os (poucos) amigos que moram aqui e celebrar em solo paulistano esse lançamento! (viu, Sérgio? eu vi seu recadinho e se você puder passar lá vai comprar o livro + o cd, e ainda ganhar dedicatória!)
Quem é daqui ou está de passagem, apareça! Vai ser na Mercearia São Pedro, na Vila Madalena e, sendo "estrangeira" na cidade, mais do que nunca vai ser um prazer ver cada um de vocês!

1.1.09

Com chave de ouro


Esse fim-de-semana que passou foi mesmo nosso momento nos meios de comunicação cariocas: Rodrigo teve meia página do Segundo Caderno do Globo, numa matéria sensacional contando toda a trajetória dele desde a primeira banda em Bangu até hoje, passando pelo Te vejo na Laura, o programa de tv, o livro novo. Genial!




Já eu ataquei de JB, e me dei bem com a edição especial de fim-de-semana que eles fizeram, com um jornal só valendo pra sábado e pra domingo. Foi sensacional porque no sábado sai o Caderno Idéias, que fez uma matéria sobre o livro novo da Diablo Cody, a roteirista que ganhou o Oscar com o filme "Juno" e que era stripper, e por conta disso o jornalista pediu pra algumas escritoras mulheres fazerem mini contos narrando um striptease em primeira pessoa. Eu topei e fiz, nervosa porque foi meu primeiro texto em prosa na vida, e adorei!

Além disso, na revista Domingo (que obviamente sai no domingo, mas graças a essa invenção do JB saiu também no sábado), ganhei uma página com uma fotona minha no palco e um texto ótimo sobre a minha trajetória na poesia e o livro novo, super bacana!





Agora é comemorar esse fim-de-ano tão bom e trabalhar (e torcer, que sorte também existe) pra que 2009, que acaba de começar, seja ainda melhor!

30.12.08

No Estadão!

Enquanto não arrumo tempo pra escanear as matérias do JB, aí vai uma resenha ótima que saiu no Estadão dia 20, e sobre a qual eu só soube agora!

As cores estão meio bizarras mas o texto tá valendo! Troquei minha imagem com cores bizarras pela que a Manu Cesar e o Rafael Sé, meus queridos e incansáveis asssesores de imprensa, me mandaram ontem! Pra ler é só clicar na imagem.









29.12.08

No rádio, pra ouvir



Então que foi delicioso gravar o Geléia Moderna, e com as maravilhas dos tempos modernos, agora o programa fica disponível pra sempre nessa coisa que eu nunca entendi direito o que era chamada podcast. Pois agora entendi, e adorei! Foi um papo ótimo, várias músicas do cd novo do Rodrigo tocadas, poemas do cd e ditos na hora, com direito a papo sobre eles e sobre a vida toda, além de uma seleção musical de primeira!

Quem tiver duas horas livres, eu recomendo! E nas primeiras que tiver vou até escutar o programa, que lá na hora a gente batia papo na hora das músicas e acabava perdendo várias!


27.12.08

no rádio, hoje



Roquette-Pinto - 94,1 FM - sábados - 17 às 19h



música + papo + informação




No programa de hoje teremos as participações de:


Maria Rezende falando de "Bendita Palavra", seu segundo livro

&

Rodrigo Bittencourt que está lançando "Mordida", seu mais recente álbum



Apresentação e Produção:


DJsBrant & Jorge Lz



Auxílio luxuoso na comunicação:


Srta. A



http://www.radioroquettepinto.rj.gov.br/



e durante a semana você pode ouvir e baixar o último programa no nosso podcast:



http://www.geleiamoderna.podomatic.com/