"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
19.1.11
#3
18.1.11
17.1.11
Sábado à noite
15.11.10
por aqui, por ali
Aqui é lugar de poesia e essa musa, que andava meio longe, agora me pegou pela mão e me leva pra restaurantes, palcos, papos, pra ipanema, madureira, centro, e andando juntas ficamos as duas sem pausa pra vir aqui contar.
Oh well. Vai passar. Daqui a pouco chega a saudade de tanto ao vivo e eu volto correndo pros braços do virtual...
27.10.10
Poesia la, poesia ca
25.10.10
Amanha

24.10.10
Comentários queridos
17.10.10
Corujice assumida




9.10.10
Poesia poesia poesia!


21.9.10
Poesia + Primavera + Penteadeira

28.8.10
Arrumando os poemas da madrugada - parte 1
que me persegue por ruas e sonhos
Provavelmente dá certo
mas pode muito bem ser que não
Se temos presente e passado
Se temos planos de futuros
Possa ser que seja eu a sua mulher
pode ser pra vida inteira e pra depois
(Depois do futuro vem o que?
Pode ser que a gente chegue lá?
Como saber quando se chega
pra poder parar de tentar?)
Provavelmente sou eu
a mulher que te ama em segredo
Por mais que eu grite
por maior o espalhafato
O amor é sempre escândalo secreto
Provavelmente que sim.
xxx
Menos.
Amar menos.
Eu quero.
Menos você, eu quero.
Eu quero amar menos você.
Menos eu, eu vou ser,
mas melhor,
portanto mais.
Mais.
Eu quero.
xxx
"A casa da saudade é o vazio" (Moska & Chico Cesar)
Saudade é casa vazia.
A casa da saudade é a pessoa.
Duas pernas, dois braços, ou nenhum de cada um,
mas peito, pau, vértebras, pentelhos
Saudade é o anti-vazio
vozes povoando o ouvido onde pro mundo só há silêncio
No vazio não tem nada
e saudade é pra quem sente
A casa da saudade é a pessoa.
Porque o Moska é inspirador
que me persegue por ruas e sonhos
Provavelmente dá certo
mas pode muito bem ser que não
Se temos presente e passado
Se temos planos de futuros
Possa ser que eu seja sua mogli
pode ser pra vida inteira e pra depois
Depois do futuro vem o que?
Pode ser que a gente chegue lá?
Pode ser que já tenha chegado?
Provavelmente sou eu
a mulher que te ama em segredo
Por mais que eu grite
por maior o espalhafato
o amor é sempre escândalo secreto
Provavelmente que sim.
xxx
Menos.
Amar menos.
Eu quero.
Menos você, eu quero.
Eu quero amar menos você.
Menos eu, eu vou ser,
mas melhor,
portanto mais.
Mais.
Eu quero.
xxx
"A casa da saudade é o vazio" (Moska & Chico Cesar)
Saudade é casa vazia.
A casa da saudade é a pessoa.
Não existe saudade no vazio.
Duas pernas, dois braços, ou nenhum de cada um,
mas peito, pau, vértebras, pentelhos
A saudade é o anti-vazio
vozes povoando o ouvido onde pro mundo só há silêncio
No vazio não tem nada
e saudade é coisa de quem sente
A casa da saudade é a pessoa.
(poemas de guardanapo do Canecão na noite de estréia do lindo e foda show do Moska, "MuitoPouco", alegriainspiração, quase uma profusão em tempos de tão pouca escrita por aqui, muito, muito, lararirara)
17.8.10
assim assim
mas nem sempre eu tenho a chave:
o que se deseja e do que se foge
o simples disfarçado de complicado
quando a casa usa pantufas
e os barulhos são só meus
tem conforto e aconchego
não tem medo nem espanto
tudo é dentro mas nem tudo é mar
tudo é vento mas nem tudo é ar
tudo é centro mas nem sempre ali
tudo promete mas nem tudo vai se cumprir
9.8.10
pai
tem quem não tem
tem quem curte
tem quem sofre
tem quem baba
tem quem briga
tem quem teve e quem nunquinha
tem quem não vai sem ele à esquina
tem quem dá de ombros e sublima
mas ninguém prefere ser sem
ninguém
26.7.10
Dia da Pessoa
Fui fuçar e descobri que foi feito pelo pessoal da Lápis Raro, uma agência de publicidade da qual eu nunca tinha ouvido falar, mas que eu super contrataria se tivesse alguma coisa pra anunciar e morasse em Belo Horizonte.
19.7.10
De onde nasceu o poema ali embaixo
Ausência
(Carlos Drummond de Andrade)
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
14.7.10
esta noite escrevo
1.7.10
Enquanto não escrevo, leio
30.6.10
Puizia
Penso em vão...
Quantas doses de transgressão
podem salvar uma instituição?
Daí me lembrei disso aqui:
Dias de afã e frenesi
fudendo homens magros e a cabeça pelas noites
O amor apareceu e foi quase banal
foi como se fosse normal aquele olhar entre os passantes
como se houvesse ainda cavalo e, portanto, rédeas
quando na verdade era tudo já galope, disparada
Pode conter mais tremor o caseiro que o mundano?
pode o veneno habitar o lar?
cabem certezas na inquietude?
O amor é jangada de pedra,
ilha desconhecida
barco sempre à deriva
Se pode gritar "terra à vista!"
mas não pisar lá - terra firme
o amor é navegar
(poema nascido na última hora antes de publicar o Bendita Palavra, que entrou lá no finalzinho do livro)
