"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
27.1.11
#7
Letuce canta "Cataploft" na arena do Sesc nA Palavra Toda - jan.2011
Maria canta "Cataploft" e fala um poema sobre pés&música
.:.identificação&encontro&"vocêtirouaspalavrasdaminhaboca"&beleza&absurdos&coragem&crença.:.
23.1.11
#6
Aí o Otto encheu as caixas de som, e achei meu poema mais esquisito.
Um por dia enquanto for legal.
Tá sendo.
22.1.11
21.1.11
A PALAVRA TODA
A PALAVRA TODA PARA O RIO
...
O Rio estava com saudade dele mesmo. Aquilo que as circunstâncias separaram, volta organicamente a se juntar. A cultura carioca não pode viver sem ser completa. Fica faltando. O Rio sempre foi uma cidade inclusiva, sede da corte imperial, capital da república até a invenção de Brasília. Uma cidade acima de tudo cosmopolita.
O Rio sempre foi bom alquimista. Do samba-jazz da bossa nova ao samba-rock de Jorge Benjor, ao beat-modernista da poesia marginal, às reuniões de Villa-Lobos, Bandeira, Pixinguinha, Almirante na casa de Tia Ciata. Do rap samba funk de Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Marcelo D2 à incorporação da cultura hip-hop pelos nossos mestres Heloisa Buarque e Hermano Vianna. O Rio não precisou de nenhum manifesto modernista. Já tínhamos Noel Rosa.
Uma cidade que sempre esteve próxima à palavra viva com suas rodas de samba, seu partido alto, à grandeza de Vinícius falando seus poemas na noite de Copacabana, à fala em delírio dos poetas marginais dos anos 70 ao rap de D2, BNegão e Black Alien das Batalhas do Real e do Zoeira Hip-Hop na Lapa dos anos 90. Uma cidade assim pede um festival à altura. A PALAVRA TODA vem suprir esta demanda.
A palavra em seus muitos suportes, em seu mais diverso repertório. Espanando o bolor dos puristas, incorporando outras linguagens com a música, o teatro, o mundo digital, A PALAVRA TODA mistura. Mistura a academia com a rua, as mais diversas gerações, mistura a “alta” e a “baixa” cultura, apresenta as diferenças para que nesse atrito, nessa troca, a cultura da cidade volte a fluir.
A palavra poética se tornou muito estigmatizada nesse tempo audiovisual e assim como a cidade de tempos atrás, se bifurcou entre guetos distintos e coisa de especialistas. Mas inspirado nos novos rumos do Rio, juntamos todas as pontas, convocamos suportes que sempre tiveram forte relação com a palavra como a canção e o teatro e invadimos o Espaço Sesc, em Copacabana. Nos dias 24 e 25 um sem-número de poetas de todas as tribos, dos 70, 90 e 00, do rap ao repente, do hip-hop à academia, enfim um batalhão de gente do verbo, da cena e do ritmo para dar força a um unificado e pacificado Rio de Janeiro, dar sentido a esse verão. Ou não.
O Rio tem uma riquíssima tradição no uso da palavra. Seja ela cantada, entoada, falada ou escrita. Aqui nasceram e viveram nossos grandes poetas, músicos e compositores. Do samba à bossa nova, do modernismo à poesia marginal, do neoconcretismo ao tropicalismo, de Nelson Rodrigues ao Asdrúbal Trouxe o Trombone, todos se inspiraram nessa topologia única de montanhas que deságuam no mar.
O Rio sempre foi uma cidade festiva e festeira, de muitos e brilhantes festivais. Durante o verão então, entre turistas de todo lugar, a cidade regurgita sua cultura e natureza nas praias, nas noitadas da Lapa e ensaios das escolas de samba. Rio 40º. Se o Rio comemora a possibilidade de vir a ser uma cidade una, com o direito de ir e vir e de circular por sua imensa geografia cultural, a palavra não pode ficar de fora. Agora que a cidade segue em nova direção, a palavra, padroeira do sentido, instrumento maior de expressão e comunicação, quer estar junto. Agora o Espaço Sesc abre sua gloriosa arena e foyer para um esperado festival de poesia.
A PALAVRA TODA é o festival de poesia que faltava para a cidade. O Rio é poesia, o Rio é A PALAVRA TODA.
Chacal
PROGRAMAÇÃO
DATAS E HORÁRIOS
Espaço Sesc
Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
De 18 às 22 hs.
Entrada franca.
Tel.: (21) 2547-0156
Dia 24 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Paulo José e Ana Kutner
19h – ‘O rapto da palavra’ – MC Nike e Re.Fem
19h30 – ‘Agora é hora’ – Alice Sant´Anna, Augusto Guimaraens Cavalcanti, Pedro
Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier
20h10 – ‘A palavra contada’ – Numa Ciro e Marcus Vinícius Faustini
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Viviane Mosé, Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre e Heitor Ferraz
21h – ‘Coletivos’ – Cachalote (Gabriela Marcondes, Elisa Pessoa, Ana Costa e Andrea Capella)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo
Santos, Antonio Cicero e momento K7 com Zuca Sardana
22h – ‘A palavra cantada’ – Letuce (Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos)
Dia 25 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
8h30 – ‘A palavra em cena’ – Carla Tausz
19h – ‘O rapto da palavra’ – REP (Ritmo e Poesia): Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid
19h30 – ‘Agora é hora’ – Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires
20h10 – ‘A palavra contada’ – Aderaldo Luciano
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Paulo Henriques Britto, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos
21h – ‘Coletivos’ – Madame Kaos (Beatriz Provasi, Marcela Gianninni, Juliana Hollanda e Arnaldo Brandão)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento cassete com Armando Freitas Filho
22h – ‘A palavra cantada’ – Fausto Fawcett
Mostra paralela - A poesia toda
Fotos, vídeos e outros objetos poéticos
Alberto Saraiva // Arnaldo Antunes // Alex Hamburguer // André Vallias
Chacal // Christian Caselli // Gabriela Marcondes // GrupoUM
Gustavo Peres // João Bandeira // Lenora de Barros // Márcio-André
Marcelo Sahea // Paulo de Toledo // Renato Rezende // Zuca Sardana
FICHA TÉCNICA
Curadoria
Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda
Organização
Ramon Mello
Coordenação Geral
Elisa Ventura
Produção
Camilla Savoia
Luiz Cesar Pintoni
Nanda Miranda
Direção de Arte
Retina 78
Realização
Sesc Rio
Idealização e produção
Aeroplano Editora
Apoio
Blooks Livraria
Retina 78
19.1.11
#3
18.1.11
17.1.11
Sábado à noite
15.11.10
por aqui, por ali
Aqui é lugar de poesia e essa musa, que andava meio longe, agora me pegou pela mão e me leva pra restaurantes, palcos, papos, pra ipanema, madureira, centro, e andando juntas ficamos as duas sem pausa pra vir aqui contar.
Oh well. Vai passar. Daqui a pouco chega a saudade de tanto ao vivo e eu volto correndo pros braços do virtual...
27.10.10
Poesia la, poesia ca
25.10.10
Amanha

24.10.10
Comentários queridos
17.10.10
Corujice assumida




9.10.10
Poesia poesia poesia!


21.9.10
Poesia + Primavera + Penteadeira

28.8.10
Arrumando os poemas da madrugada - parte 1
que me persegue por ruas e sonhos
Provavelmente dá certo
mas pode muito bem ser que não
Se temos presente e passado
Se temos planos de futuros
Possa ser que seja eu a sua mulher
pode ser pra vida inteira e pra depois
(Depois do futuro vem o que?
Pode ser que a gente chegue lá?
Como saber quando se chega
pra poder parar de tentar?)
Provavelmente sou eu
a mulher que te ama em segredo
Por mais que eu grite
por maior o espalhafato
O amor é sempre escândalo secreto
Provavelmente que sim.
xxx
Menos.
Amar menos.
Eu quero.
Menos você, eu quero.
Eu quero amar menos você.
Menos eu, eu vou ser,
mas melhor,
portanto mais.
Mais.
Eu quero.
xxx
"A casa da saudade é o vazio" (Moska & Chico Cesar)
Saudade é casa vazia.
A casa da saudade é a pessoa.
Duas pernas, dois braços, ou nenhum de cada um,
mas peito, pau, vértebras, pentelhos
Saudade é o anti-vazio
vozes povoando o ouvido onde pro mundo só há silêncio
No vazio não tem nada
e saudade é pra quem sente
A casa da saudade é a pessoa.
Porque o Moska é inspirador
que me persegue por ruas e sonhos
Provavelmente dá certo
mas pode muito bem ser que não
Se temos presente e passado
Se temos planos de futuros
Possa ser que eu seja sua mogli
pode ser pra vida inteira e pra depois
Depois do futuro vem o que?
Pode ser que a gente chegue lá?
Pode ser que já tenha chegado?
Provavelmente sou eu
a mulher que te ama em segredo
Por mais que eu grite
por maior o espalhafato
o amor é sempre escândalo secreto
Provavelmente que sim.
xxx
Menos.
Amar menos.
Eu quero.
Menos você, eu quero.
Eu quero amar menos você.
Menos eu, eu vou ser,
mas melhor,
portanto mais.
Mais.
Eu quero.
xxx
"A casa da saudade é o vazio" (Moska & Chico Cesar)
Saudade é casa vazia.
A casa da saudade é a pessoa.
Não existe saudade no vazio.
Duas pernas, dois braços, ou nenhum de cada um,
mas peito, pau, vértebras, pentelhos
A saudade é o anti-vazio
vozes povoando o ouvido onde pro mundo só há silêncio
No vazio não tem nada
e saudade é coisa de quem sente
A casa da saudade é a pessoa.
(poemas de guardanapo do Canecão na noite de estréia do lindo e foda show do Moska, "MuitoPouco", alegriainspiração, quase uma profusão em tempos de tão pouca escrita por aqui, muito, muito, lararirara)
17.8.10
assim assim
mas nem sempre eu tenho a chave:
o que se deseja e do que se foge
o simples disfarçado de complicado
quando a casa usa pantufas
e os barulhos são só meus
tem conforto e aconchego
não tem medo nem espanto
tudo é dentro mas nem tudo é mar
tudo é vento mas nem tudo é ar
tudo é centro mas nem sempre ali
tudo promete mas nem tudo vai se cumprir
9.8.10
pai
tem quem não tem
tem quem curte
tem quem sofre
tem quem baba
tem quem briga
tem quem teve e quem nunquinha
tem quem não vai sem ele à esquina
tem quem dá de ombros e sublima
mas ninguém prefere ser sem
ninguém
26.7.10
Dia da Pessoa
Fui fuçar e descobri que foi feito pelo pessoal da Lápis Raro, uma agência de publicidade da qual eu nunca tinha ouvido falar, mas que eu super contrataria se tivesse alguma coisa pra anunciar e morasse em Belo Horizonte.
