"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
12.2.11
Quem disse que ia ser fácil?
10.2.11
De alma nua na boca do Riobaldo
FÉ
7.2.11
No susto
Se deixar o medo do que pode acontecer dominar, desiste.
Ou adia demais.
E parece que quando a gente destampa a valvula da coragem as mudancas vem em cascata, num esquema meio arrancar o dente de uma vez, puxar o bandaid sem hesitar, no susto.
6.2.11
O que é e o que não é
é gincana, é?
é prender o fôlego embaixo d'água?
é segurar o halter lá no alto aquele segundo a mais?
não é
é decisão carinhosa, é convicção, é movimento
é corrida de longa distância, é prova de fogo, é maratona,
nada de pressa: é constância
é aceitar o risco pra voar mais alto
é andar sobre brasa pra não pisar em ovos
é o inimaginável pra chegar no tão sonhado
é amor, é cuidado, é uma espécie de fé
é coragem espremida até o caroço
é crença profunda, sumo de desejos
é uma entrega
é a anti-preguiça, é porque é enorme
é um sim muito intimo
é um sim
4.2.11
#9
30.1.11
27.1.11
#7
Letuce canta "Cataploft" na arena do Sesc nA Palavra Toda - jan.2011
Maria canta "Cataploft" e fala um poema sobre pés&música
.:.identificação&encontro&"vocêtirouaspalavrasdaminhaboca"&beleza&absurdos&coragem&crença.:.
23.1.11
#6
Aí o Otto encheu as caixas de som, e achei meu poema mais esquisito.
Um por dia enquanto for legal.
Tá sendo.
22.1.11
21.1.11
A PALAVRA TODA
A PALAVRA TODA PARA O RIO
...
O Rio estava com saudade dele mesmo. Aquilo que as circunstâncias separaram, volta organicamente a se juntar. A cultura carioca não pode viver sem ser completa. Fica faltando. O Rio sempre foi uma cidade inclusiva, sede da corte imperial, capital da república até a invenção de Brasília. Uma cidade acima de tudo cosmopolita.
O Rio sempre foi bom alquimista. Do samba-jazz da bossa nova ao samba-rock de Jorge Benjor, ao beat-modernista da poesia marginal, às reuniões de Villa-Lobos, Bandeira, Pixinguinha, Almirante na casa de Tia Ciata. Do rap samba funk de Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Marcelo D2 à incorporação da cultura hip-hop pelos nossos mestres Heloisa Buarque e Hermano Vianna. O Rio não precisou de nenhum manifesto modernista. Já tínhamos Noel Rosa.
Uma cidade que sempre esteve próxima à palavra viva com suas rodas de samba, seu partido alto, à grandeza de Vinícius falando seus poemas na noite de Copacabana, à fala em delírio dos poetas marginais dos anos 70 ao rap de D2, BNegão e Black Alien das Batalhas do Real e do Zoeira Hip-Hop na Lapa dos anos 90. Uma cidade assim pede um festival à altura. A PALAVRA TODA vem suprir esta demanda.
A palavra em seus muitos suportes, em seu mais diverso repertório. Espanando o bolor dos puristas, incorporando outras linguagens com a música, o teatro, o mundo digital, A PALAVRA TODA mistura. Mistura a academia com a rua, as mais diversas gerações, mistura a “alta” e a “baixa” cultura, apresenta as diferenças para que nesse atrito, nessa troca, a cultura da cidade volte a fluir.
A palavra poética se tornou muito estigmatizada nesse tempo audiovisual e assim como a cidade de tempos atrás, se bifurcou entre guetos distintos e coisa de especialistas. Mas inspirado nos novos rumos do Rio, juntamos todas as pontas, convocamos suportes que sempre tiveram forte relação com a palavra como a canção e o teatro e invadimos o Espaço Sesc, em Copacabana. Nos dias 24 e 25 um sem-número de poetas de todas as tribos, dos 70, 90 e 00, do rap ao repente, do hip-hop à academia, enfim um batalhão de gente do verbo, da cena e do ritmo para dar força a um unificado e pacificado Rio de Janeiro, dar sentido a esse verão. Ou não.
O Rio tem uma riquíssima tradição no uso da palavra. Seja ela cantada, entoada, falada ou escrita. Aqui nasceram e viveram nossos grandes poetas, músicos e compositores. Do samba à bossa nova, do modernismo à poesia marginal, do neoconcretismo ao tropicalismo, de Nelson Rodrigues ao Asdrúbal Trouxe o Trombone, todos se inspiraram nessa topologia única de montanhas que deságuam no mar.
O Rio sempre foi uma cidade festiva e festeira, de muitos e brilhantes festivais. Durante o verão então, entre turistas de todo lugar, a cidade regurgita sua cultura e natureza nas praias, nas noitadas da Lapa e ensaios das escolas de samba. Rio 40º. Se o Rio comemora a possibilidade de vir a ser uma cidade una, com o direito de ir e vir e de circular por sua imensa geografia cultural, a palavra não pode ficar de fora. Agora que a cidade segue em nova direção, a palavra, padroeira do sentido, instrumento maior de expressão e comunicação, quer estar junto. Agora o Espaço Sesc abre sua gloriosa arena e foyer para um esperado festival de poesia.
A PALAVRA TODA é o festival de poesia que faltava para a cidade. O Rio é poesia, o Rio é A PALAVRA TODA.
Chacal
PROGRAMAÇÃO
DATAS E HORÁRIOS
Espaço Sesc
Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
De 18 às 22 hs.
Entrada franca.
Tel.: (21) 2547-0156
Dia 24 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Paulo José e Ana Kutner
19h – ‘O rapto da palavra’ – MC Nike e Re.Fem
19h30 – ‘Agora é hora’ – Alice Sant´Anna, Augusto Guimaraens Cavalcanti, Pedro
Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier
20h10 – ‘A palavra contada’ – Numa Ciro e Marcus Vinícius Faustini
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Viviane Mosé, Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre e Heitor Ferraz
21h – ‘Coletivos’ – Cachalote (Gabriela Marcondes, Elisa Pessoa, Ana Costa e Andrea Capella)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo
Santos, Antonio Cicero e momento K7 com Zuca Sardana
22h – ‘A palavra cantada’ – Letuce (Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos)
Dia 25 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
8h30 – ‘A palavra em cena’ – Carla Tausz
19h – ‘O rapto da palavra’ – REP (Ritmo e Poesia): Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid
19h30 – ‘Agora é hora’ – Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires
20h10 – ‘A palavra contada’ – Aderaldo Luciano
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Paulo Henriques Britto, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos
21h – ‘Coletivos’ – Madame Kaos (Beatriz Provasi, Marcela Gianninni, Juliana Hollanda e Arnaldo Brandão)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento cassete com Armando Freitas Filho
22h – ‘A palavra cantada’ – Fausto Fawcett
Mostra paralela - A poesia toda
Fotos, vídeos e outros objetos poéticos
Alberto Saraiva // Arnaldo Antunes // Alex Hamburguer // André Vallias
Chacal // Christian Caselli // Gabriela Marcondes // GrupoUM
Gustavo Peres // João Bandeira // Lenora de Barros // Márcio-André
Marcelo Sahea // Paulo de Toledo // Renato Rezende // Zuca Sardana
FICHA TÉCNICA
Curadoria
Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda
Organização
Ramon Mello
Coordenação Geral
Elisa Ventura
Produção
Camilla Savoia
Luiz Cesar Pintoni
Nanda Miranda
Direção de Arte
Retina 78
Realização
Sesc Rio
Idealização e produção
Aeroplano Editora
Apoio
Blooks Livraria
Retina 78
19.1.11
#3
18.1.11
17.1.11
Sábado à noite
15.11.10
por aqui, por ali
Aqui é lugar de poesia e essa musa, que andava meio longe, agora me pegou pela mão e me leva pra restaurantes, palcos, papos, pra ipanema, madureira, centro, e andando juntas ficamos as duas sem pausa pra vir aqui contar.
Oh well. Vai passar. Daqui a pouco chega a saudade de tanto ao vivo e eu volto correndo pros braços do virtual...
27.10.10
Poesia la, poesia ca
25.10.10
Amanha
