4.1.10

Pra entender o poema - porque é lindo de morrer

O poema que eu fiz pra vovo bebe na fonte de uma das muitas historias que ela contava pra gente dormir nas noites do sitio e da fazenda. Eu amo todas, e uma vez gravei ela contando pra gente nao perder nenhum detalhe, mas cade que acho a fita? A Luiza, que usou parte do video como trabalho na faculdade, tambem nao sabe da copia dela. Mas a tia Helo, boa de memoria, lembrou de tudo e escreveu de um jeito delicioso! So fica faltando a voz da vovo fazendo a fanha e cantando...


MARIA BOBA, UMA PRINCESINHA QUE FICOU MUDA E UM COELHINHO BRANCO

Era um vez uma linda princesinha que morava num castelo muito distante com seus pais. A princesinha vivia muito feliz e toda dia brincava nos jardins do palácio com seus brinquedos preditos – um pente de ouro, um espelho e uma boneca.

Um dia, sem que percebesse, surgiu no jardim um coelho branco e roubou seus três brinquedos. A princesinha ficou tão triste, tão triste, que nunca mais falou nem uma palavra.

O rei e a rainha ficaram desesperados com o silencio da filha. Imediatamente, mandaram mensageiros anunciar que aquele que fizesse a princesinha falar novamente receberia como recompensa a metade do seu reino, que era muito grande e muito rico

Primeiro vieram os palhaços. Fizeram todas as graças mas nenhuma palhaçada interessava à princesinha que continuava quieta, com o olhar distante e triste. Depois vieram malabaristas, trapezistas, amestradores de animais com seus cães que se equilibravam em bolas, mas nada interessou à princesa. De todo canto, dos reinos mais distantes, vieram artistas de toda espécie e fizeram todo tipo de graça, contaram as melhores historias, as piadas mais divertidas... A princesinha continuava muda e infeliz.

Bem longe dali morava uma mulher conhecida como Maria Boba. Ela era muito feia, pobre e, para piorar, tinha uma voz fanhosa que assustava todo mundo. A noticia de que o rei e a rainha haviam prometido a metade do reino a quem fizesse a filha voltar a falar chegou até ela. Maria Boba, para chacota dos vizinhos, resolveu ir até o castelo para tentar ganhar o premio.

Maria Boba morava muito longe e, como era pobre, saiu bem cedinho para ir caminhando até o castelo. À noite, cansada, resolveu procurar um lugar para dormir um pouco e sentou na soleira de uma porta que avistou no caminho.

Quando estava quase pegando no sono, ouviu uma voz : Entra...

Maria Boba levou muito susto mas resolveu obedecer. Abriu a porta e viu uma escada enorme quando escutou outra voz: Sobe... (alguém dizia sube...) Ainda apavorada, mas com medo de não cumprir a ordem. subiu a escada até chegar a uma enorme sala onde havia apenas um armário e uma bacia com leite.Maria Boba achou aquilo muito estranho... De repente, ela escutou um pequeno barulho e, assustada, correu para se esconder atrás de uma cortina.

Um coelhinho branco apareceu na sala. Rapidamente, o coelhinho pulou na bacia de leite e se transformou... num lindo príncipe. Maria Boba, bem escondidinha, observava tudo.

O príncipe abriu o armário e tirou da primeira gaveta um pente de ouro. E cantou, com a voz mais marvilhosa que já se tinha ouvido: Pente, ó pente, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?

Guardou o pente, abriu outra gaveta e tirou dela um espelho. Cantou: Espelho, ó espelho, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?

Em seguida guardou o pente e tirou da terceira gaveta uma boneca enquanto cantava, com sua voz, maravilhosa e triste: Boneca, ó boneca, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?

Depois, pôs de novo a boneca na gaveta, fechou o armário, entrou na bacia de leite e se transformou novamente no coelhinho que, num instante, desapareceu do lugar.

Maria Boba achou aquilo tudo muito estranho mas pensou: essa pode ser uma boa história pra contar pra princesinha...

Continuou sua caminhada para o palácio e de noitinha se apresentou aos guardas do portão real dizendo que tinha vindo para fazer a princesa falar. Os guardas riram dela, mandaram ela voltar pra casa, quiseram impedir sua entrada. O rei, que estava por perto, já desesperado porque ninguém, nem os maiores artistas de todo o reino e dos reinos mais distantes, tinham conseguido fazer a princesa falar, ordenou que os guardas deixassem a pobre mulher entrar.

Na presença da princesa, Maria Boba começou a contar sua história com sua voz fanhosa e seu jeito esquisito de falar.

Disse que tinha vindo de um lugar muito distante, caminhado muito e sentado na soleira de uma casa para descansar.

A princesa escutava tudo sem nenhum interesse, quieta e triste.

Continuou, dizendo que tinha ouvido uma voz – Entra! – que havia uma escada enorme e outra voz havia ordenado – Sobe!. Ela obedeceu até chegar a uma enorme sala onde havia uma bacia de leite e um armário.

A princesa parecia nem escutar, o rei e arainha desanimados já queriam mandar aquela mulher embora enquanto os guardas riam entre si.

Mas Maria Boba continuou: de repente, surgiu um coelhinho branco...

A princesa, como que acordando de um sonho disse: OH!

Foi um regozijo no palácio, todos excitados porque a princesinha, depois de muitos meses calada, tinha dito uma palavra..

... e pulou na bacia de leite e se transformou num lindo príncipe...

A princesa novamente se desinteressou da historia e voltou a ter o mesmo olhar perdido.

... Aí, o príncipe abriu o armário e tirou da gaveta um pente de ouro e cantou: Pente, ó pente, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?...

A princesa disse: OH! OH!

...depois, tirou de outra gaveta, um espelho e cantou novamente: Espelho, ó espelho, responda... onde está a princesa bela, que eu te vejo mas não vejo ela?...

E a princesa disse OH! OH! OH! ...

... guardou o espelho, abriu uma terceira gaveta e pegou uma boneca...

A princesa disse OH! OH!OH! e começou a falar pedindo a Maria Boba que levasse ela até aquela casa, que queria ver esse coelhinho, que devia ser o mesmo que tinha roubado seus brinquedos...

No palácio, a alegria foi geral. O rei e a rainha choravam de felicidade, os sinos tocavam , todos riam e dançavam de felicidade. A princesinha tinha voltado a falar!

No dia seguinte, ela e Maria Boba saíram para ir àquela casa. A princesa foi disfarçada, não foi vestida como princesa mas coberta com uma enorme capa que escondia suas roupas reais.

Chegando na casa, as duas se sentaram na soleira da porta e ouviram a voz: Entra! Depois, Sobe! E subiram a escada enorme até a sala com a bacia de leite. Correram para se esconder atrás da cortina quando d e repente surgiu o coelhinho branco que repetiu as mesmas coisas que Maria Boba tinha visto: pulou na bacia de leite, se transformou num lindo Principe, abriu a primeira gaveta do armário, tirou um pente de ouro, cantou, abriu a segunda gaveta, pegou um espelho, cantou, abriu a terceira gaveta e com a boneca na mão, cantou....

O Principe era muito lindo, tinha uma voz maravilhosa mas cantava muito triste. Quando fechou o armário e se preparava para pular na bacia de leite, a princesa e Maria Boba saíram de trás da cortina e ... oh!... o príncipe levou um susto muito grande mas logo reconheceu o seu amor e se abraçou a ela, contando que naquele momento um feitiço antigo tinha se quebrado e ele podia voltar a ser o príncipe que sempre fora.

Os dois, apaixonados, marcaram logo o casamento. Maria Boba ganhou a metade do reino e é claro, foi madrinha daquela união.

Nunca, em reino algum, houve festa mais maravilhosa. As paredes do castelo foram transformadas em brigadeiros, as flores do jardim cobertas de jujubas, caiam pipocas do céu como se fosse neve, das torneiras saiam vinho e os rios viraram os mais deliciosos sucos.

Eu fui a essa festa e trouxe docinhos e balas pra todos.mas meu cavalo, que era branco, de crina enorme e muito arisco, tropeçou na ponte e tudo caiu no rio... Não sobrou nem um docinho pra ninguém.

Entrou pela boca do pato, saiu pela boca do pinto, quem quiser que conte cinco.

Agora é hora de dormir. Boa noite, durmam com os anjinhos sonhando com um lindo coelhinho branco que pode virar o mais maravilhoso dos príncipes...

3.1.10

pra vovó, nos seus 91 anos

Não a super-mãe, a super-avó
Uma mulher mineira, brasileira, imperfeita
Uma mulher inteira andando pela vida

Sob o salto dos sapatos, debaixo do tailler
O pé como um peito de pombo
revela a vocação pro vôo

Filhos e processos pelos braços
Cuidados, agregados, pitos, abraços
Os anos se empilham como livros na estante
Boas histórias, dias tristes
Causos, risos, perdas

"Espelho, meu espelho, responda
onde está a princesa bela
que eu te vejo
mas não vejo ela?"

Eu vejo, vó, sua forma de rainha
no corpo de mulher
E sinto seu amor
Poderoso colchão pros nossos tombos

Seu amor opera o milagre possível de nos amarmos todos
Seu amor é espelho e é resposta
É coelho mergulhando na bacia de leite todo santo dia
docinho que nunca cai no rio quando a carruagem balança

É mágica possível
Benção silenciosa
Mãos dadas
Doação

20.12.09

Na rua, de graça!


DIA DA RUA – 12 bandas, 12 esquinas – A RUA É GRÁTIS
Segunda, 21 de Dezembro – 20hs

PÇA CAZUZA – Os Outros + qinhO
QUADRILATERO DAS VAIDADES (Rua Aristídes Espinola) - Matheus Von Krueger
RUA GAL. ARTIGAS – Chicas
RUA GAL. VENÂNCIO FLORES – André Carvalho
RUA JOSÉ LINHARES – João Bernardo
RUA ALM. GUILHEM – A Casca
AV. AFRÂNIO DE MELO FRANCO – Samba do Gnaisse
BAR VINTE – Bondesom
RUA ANIBAL DE MENDONÇA – Binário
RUA MARIA QUITÉRIA – Os Dentes
RUA VINÍCIUS DE MORAES – Panamérica + Supernaturais
RUA FARME DE AMOEDO – Les Pops

É o segundo ano desse evento bacanérrimo, bandas novas tocando na rua de graça, no mesmo dia, na mesma hora, tudo ao mesmo tempo agora! Tem muita gente bacana, mas claro que eu vou estar na esquina da Visconde com a Farme vendo os Les Pops, que são Rodrigo Bittencourt, Daniel Lopes e Thiago Antunes.


16.12.09

do blog da Cris Lustosa

Eu sou uma moca educada. Atrasada, mas educada. Se recebo um email, eu respondo, gente. Sim, tem vezes que demora anos, mas eu respondo. Agora, se o email em questao contem fotos lindas minhas tiradas em um evento super bacana, me desculpem a franqueza, mas eu respondo na mesma hora!

Pois hoje minha prima Mariana, a mais nova fotografa da cidade, me contou que a sua amiga Cris Lustosa me mandou um email com fotos lindas tiradas na noite do Projeto Gloss, e por que cargas d' agua eu nao tinha respondido, hein? Porque eu nao recebi, menina! Mas a comunicacao se fez, eu fui la no flicker da Cris e amei tudo, as minhas fotos, as outras fotos da noite, todas as fotos, enfim!

E olha, pode ter certeza de que eu ja teria dito isso ha tempos se esse bendito email tivesse chegado... E ja que o flicker nao permite comentarios de quem nao e cadastrado (que chatice...), faco aqui meu agradecimento publico! Com recomendacao: visitem e curtam as imagens! E tambem com pedido: eu quero... Como eu faco pra ganhar essas fotinhos pra mim?

9.12.09

é hoje, e vale a pena



Ok, o aviso tá mais do que em cima da hora. Mas a vida às vezes traz surpresas que valem a pena o impulso de aproveitar, e pra mim essa é uma delas: recital de poemas da Viviane Mosé na voz dos alunos da Escola Lucinda seguido de papo dela com a Elisa, na linda Casa Poema. Imperdível.

A Casa, aliás, segue firme e cada vez com mais chances de se manter de pé, como tem que ser. O movimento "não vamos deixar esse espaço acabar" rendeu frutos, e viva eles! Vida longa à Casa Poema e a esse delicioso "A poesia do encontro"!!

6.12.09

Em POA com a Martha



Há bem da verdade já tem um tempão, bem mais de um mês, mas só agora o Fernando me mandou as fotos. O Fernando é esse aí da esquerda, e os outros somos eu, Martha e Rodrigo na Palavraria, livraria bacanérrima de Porto Alegre onde ele organiza um evento chamado Palavra, alegria da influência, reunindo um autor jovem com outro que tenha influenciado a obra dele.

O Fernando me convidou, eu convidei a Martha, e olha que maravilha, ela topou! Era uma tarde chuvosa e a livraria encheu de gente pra assitir um papo que eu sempre quis ter e nunca tinha tido a chance. Eu descobri a poesia da Martha ainda adolescente, lendo Capricho, e depois li reli e treli a poesia reunida dela da LP&M.

Na época em que eu estava na Escola Lucinda de Poesia Viva, onde aprendi a dizer poesia, fizemos um recital dos poemas dela e ela veio, e assim fomos ficando amigas devagar devagarinho, com muito carinho e poucos encontros.

Quando eu lancei meu primeiro livro mandei pra ela, que foi super afetuosa, e agora com o Bendita Palavra esse carinho ficou público em coisas como essa e essa. É esquisito pra caramba quando alguém que você passa anos admirando começa a também admirar você. Dá orgulho e timidez e medo de parecer presunçoso e uma alegria danada.

Pois essa tarde foi isso tudo dando no mar. Rimos, contamos histórias, lemos poemas, tudo que poderia ter sido feito só com um café e um bolo, mas com água mineral e uma platéia atenta. Um luxo só. E viva o Fernando por me proporcionar mais essa.

De quebra, ainda teve pocket show com o Rodrigo, e canja da Dani Rauen, cantora da Suco Electrico e nossa anfitriã nessa temporada gaúcha na sua casinha de sonho com Josué e Dona Rosa.


























26.11.09

Bombando no JB


Eu e Rodrigo andamos rindo: de repente o casal bomba no JB! Semana passada foram os Les Pops, hoje eu e as meninas no Projeto Gloss, da Alexandra Scotti. Foi 3a feira, no Cinematheque, e foi demais! 

A Heloisa Tolipan conta tudo aqui

Pra ver o jornal de verdade, sempre mais charmoso, clique aqui.

23.11.09

poesia em Sampa


Passei o sábado lá imersa nela - sendo lá Sampa e ela a poesia. Falei poema na feira da Benedito Calixto, participei de uma mesa muito legal na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, ali do ladinho, com a Analu Andriguetti, que adorei e lança ano que vem o primeiro livro, o Jesús Ernesto Parra, venezuelano figuraça cujos livros não se acham por aqui, e mais o Hugo Guimarães, o caladão do contra da mesa. Depois vendi livros, conheci gente ótima, e lá passei a tarde assistindo ao resto da programação da Balada Literária.

Eu achava que, com esse nome e organizada pelo animadíssimo Marcelino Freire, a Balada era uma espécie de festa caótica e boa, mas ela é mais: é um encontro degente bacana de vários cantos do Brasil e da América Latina, super bem organizada, com um público interessado. Tudo dá certo, tudo é bacana, e a loucura fica pras noites na Mercearia (onde em janeiro eu lancei o Bendita Palavra).

Ontem foi o fim oficial do evento, e eu já não estava porque voltei pro show dos meninos aí embaixo - que aliás foi de arrasar! Mas essa semana tem a ressaca da Balada com um papo com o João Ubaldo Ribeiro, e pra quem não quer esperar, HOJE tem esse lançamento sensacional do meu amigo Ramon Mello, jornalista e poeta dos bons! Então paulistas, aproveitem!!

19.11.09

Les Pops no JB ao vivo


na capa

a matéria


(a matéria tá demais,
a banda é o máximo,
3 caras talentosos pra valer,
o show de estréia no Cinemathèque promete,
e eu ainda vou comemorar lá meus 31,
então, como eu sempre recomendo,
apareçam!)



17.11.09

na Balada Literária

Esse fim-de-semana vou pra Sampa participar da Balada Literária! É o 4o ano dessa festa que junta autores novos e consagrados, em mesas, debates, festas e lançamentos ótimos! Eu sempre quis ir assistir e nunca rolou, e esse ano, genial: vou como convidada participar de uma mesa! Vai ser no sábado, dia 21, e a cola tirada da programação oficial no site tá aqui:

14h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Um bate-papo com quatro poetas da nova geração sobre publicação, novas mídias e o que é - e por que - “ser poeta” no mundo de hoje

BINHO [poeta, criador do Sarau do Binho] conversa com ANALU ANDRIGUETTI [autora do livro inédito A Matadora de Orquídeas], HUGO GUIMARÃES [autor do livro Poesia Gay Underground], JESÚS ERNESTO PARRA [poeta venezuelano, autor de Sombras que Cruzan las Paredes] e MARIA REZENDE [poeta carioca, autora, entre outros, de Bendita Palavra]

Tô super feliz com o convite, e doida pra curtir esses dois dias de papos e risos literários! E domingo volto correndo pro show de estréia do Les Pops, banda nova do meu amor que tá demais! Já já filipeto aqui!

14.11.09

IMPERDÍVEL!!!


Porque o Gullar é o Gullar, pra além de rótulos de "o maior" um puta poeta brasileiro, vivíssimo
Porque a Casa Poema é um sonho de lugar, único no Rio (no Brasil? alguém conhece outro?) em que a rainha é a poesia
Porque o papo é com a Elisa, que é poeta, atriz, cronista, mãe, mulher bacana, e MUITO boa de papo
Porque essa casa, oásis da palavra bem dita em Botafogo, com recitais, aulas, encontros, lançamentos (incluindo o do Bendita Palavra, há quase um ano), corre o risco de fechar e precisa de parceiros, apoiadores, amigos;
Então, apareçam!!

13.11.09

Projeto Gloss - 2a tentativa

O que era pra ter rolado na 3a passada, dia do famoso apagão, ficou pra dia 16. Mas como nesse dia eu já vou estar falando poesia em outro lugar, vou lá dia 24, na última noite do projeto.

Então dia 24, 3a feira, estarei de volta ao Cinemathèque dizendo poemas ao lado da Alexandra Scotti e das 3 bandas da noite. Quando souber quais são passo aqui pra dizer...

11.11.09

Mulheres (e todos mais) no breu

Era ontem a minha noite no Projeto Gloss. Me arrumei bonitona, corri do trabalho direto pro Cinematheque, e bem na hora de começar o show de abertura da Alexandra Scotti, veio a escuridão. Ainda ficamos por lá achando que a luz ia voltar logo, rolou uma proposta de sarau acústico à luz de lanternas, mas acabei foi indo pra casa já 1h da manhã sem ter falado poesia nem visto nenhum dos quatro shows, exausta à tôa...

Isso tudo depois de passarmos anos pagando taxas extras de energia elétrica pra manter e atualizar Itaipu e etc. Realmente tem horas em que me desanima o Brasil... Porque eu só perdi uma noite bacana, mas e quem ficou preso no elevador? E quem foi assaltado no arrastão do breu? E quem estava sozinha na rua deserta? E quem estava...

3.11.09

eu no Projeto Gloss

Estréia hoje, e é um projeto super bacana só com bandas de mulheres, três por noite, toda 3a de novembro. Quem inventou e apresenta, fazendo o show de abertura, é a Alexandra Scotti, cantora querida de Porto Alegre que agita todas aqui no Rio. Na semana que vem, dia 10, eu estarei lá dizendo poemas entre os shows, e curtindo o som que eu ainda não conheço. Vejam aí embaixo!

* ALEXANDRA SCOTTI faz os shows de abertura em todas as noites do
Projeto Gloss e em seguida, recebe as cantoras.

Programação completa:

* 3 DE NOVEMBRO
* 10 DE NOVEMBRO
FUZZCAS
+ poemas de Maria Rezende!

* 17 DE NOVEMBRO
* 24 DE NOVEMBRO
ANNA RATTO

31.10.09

Cinco fotos por vez

Foi o máximo que o blogger me deixou postar, então fica sendo. Sem contar que ele postou na ordem inversa à que eu queria. Mas enfim, aqui tem, pela ordem do blogger: com os campos da Toscana na entrada de Volterra, com o rio Arno em Florença pelas lentes do meu amor, ouvindo muzga com a paisagem no trem de Veneza pra Florença, no alto da torre vendo a Piazza San Marco em Veneza, e na frente da Plaza de Toros em Madrid.

Foram dias de sonho e ver as fotos é quase como estar lá de novo, então se tudo der certo eu driblo a falta de tempo da volta e vou me divertindo escolhendo fotos pra colocar aqui, cinco por vez, como quer o blogger...






5.10.09

Na Toscana e no JB!

Amanha faz duas semanas que a gente viajou. E nao, computadores na Europa nao tem acento, e ta tudo tao genial que eu nem ligo. Achei que nao ia ter tempo pra vir aqui mas de repente estamos em Siena, em plena Toscana, e nosso hotel e o maximo e tem internet, e agora aqui meia-noite e tal e o bichinho de ver email me mordeu. Depois de dirigir por cidades muradas com igrejas do seculo 13 e tomar sorvete numa praca medieval vendo a lua aparecer e sumir nas nuvens, devia estar lendo o livro novo do Miguel de Souza Tavares que comprei em Lisboa, mas enfim, impulso e impulso, to aqui na frente da maquina, e tenho feito isso tao pouco que to adorando.

Sao dias de descobertas e deslumbramentos, e o olho cansa de ver de tanta beleza que tem. As pernas nem se fala, as minhas pediram demissao ha uns 5 dias, hoje ate que toparam voltar ao servico... Ja teve Lisboa, Madrid, Veneza, Florenca, agora Siena e depois de amanha Roma, e ai Paris pra terminar com chave de ouro. Mais 13 dias de idilio, benvindos e muito bem aproveitados.

Enquanto isso no Rio uma super materia comigo na Revista de Domingo do JB, com fotos lindas do Marcelo Faustini e texto da Andrea Dutra!

22.9.09

nas europas

então depois de dois anos de planejamento e dois meses de absoluta dedicação aos trabalhos e sumiço do mundo, hoje começa a famosa "viagem-pra-europa-de-férias-e-lua-de-mel ".

nem acredito que amanhã a essa hora vou estar domindo em lisboa - dormindo, porque estar acordada agora,às 7h22 de terça-feira, é pura ansiedade pelos últimos preparativos que incluem ir na pedicure cuidar de uma unha querendo encravar, buscar uma sapatilha no sapateiro, dar beijos na ceição e na graça, que cuidaram de mim desde pequena, e ainda deixar as recomendações pra nossa diarista que virá uns dias durante esse mês.

sim, é um mês. a felicidade existe, e eu tô doida pra chafurdar nela!

ps 1:pode ser que eu mande fotos e notícias. pode ser que não. então já me desculpo pelo sumiço, e se eu aparecer é lucro!

ps2: de brinde antes de viajar, deixo os vídeos de apresentação dos músicos da Les Pops, uma banda nova e ótima, formada por três compositores incríveis: o meu amor Rodrigo Bittencourt, e mais Daniel Lopes e Thiago Antunes.

19.9.09

Salve Geral na disputa pelo Oscar!

Ontem foi um dia frenético. Ao meio-dia saiu o anúncio de que o filme do papai era o representante brasileiro a uma das cinco vagas de melhor filme estrangeiro no Oscar do ano que vem. Ele, que tá no 12o filme, com uma carreira feliz e bem sucedida, me disse que nunca teve um dia assim, tão frenético e feliz. Porque o sucesso de um filme se dá em goles, com uma crítica boa ali, uma matéria legal lá, e as respostas das pessoas que devagarzinho vão assistindo.

Mas essa história do Oscar não. É uma notícia, que saiu ao meio-dia, e cinco minutos depois ele estava dando entrevistas ao vivo pelo telefone, e assim foi o resto do dia inteiro, culminando com uma puta festona que já estava marcada mas serviu de celebração pra essa alegria quase inesperada. Estamos felizes, todos, curtindo essa onda. Agora é esperar fevereiro e ver se o filme consegue passar nessa peneira tão fininha. Mas até lá o mais importante já vai ter acontecido, que é o lançamento dia 2 de outubro, e a carreira do filme aqui no Brasil, que vai ser potencializada por essa indicação, e viva ela!

Tem matérias legais sobre o filme aqui, aqui e aqui. E aproveito pra avisar que o making of do filme, feito por mim, estréia hoje no Canal Brasil às 22h35, e tem reprises depois nos seguintes dias:

19/09 (HOJE) - 22h35
20/09 (dom) - 15h45
22/09 (3a) - 2h10
24/09 (5a) - 8h40

16.9.09

Das delícias

Botar o livro na rua tem dores e delícias. Falei sobre isso aqui, concluindo que na verdade tudo é delícia, mesmo que às vezes meio amarga, meio azeda, porque ter o trabalho comentado já é sensacional.

Mas é preciso dizer que uma
resenha
como essa aqui embaixo é muito, mas muito mais gostosa de receber... Saiu no jornal Rascunho, de Curitiba, que eu conheci agora e adorei, escrita pelo Igor Fagundes, que é um poeta dos bons, e fez uma resenha das mais poéticas e carinhosas pro Bendita Palavra!

POESIA ANFITRIÃ

Igor Fagundes • Rio de Janeiro – RJ



Bendita palavra
Maria Rezende
7Letras
60 págs.

Se livros são espécies de casas, com direito a portas, janelas, sótãos e porões, este Bendita palavra, de Maria Rezende, também se (nos) constrói como habitat e habitante, persona anfitriã ao nos chamar, convidar, receber com carinho, delicadeza e cumplicidade, desde a entrada, onde, já descalços, rumamos ao café na sala, ou na cozinha, ao som de um velho rádio de pilha, rindo lágrimas, chorando sorrisos. Entre açúcares, adoçantes, amigos e desconhecidos.

Essa doçura, isto é, essa hospitalidade de Bendita palavra começa antes da poesia propriamente dita. Diríamos, ainda, que a poesia, propriamente não-dita, começa por fora, antes de cada um dos poemas por dentro escritos e que grafitam "com o dedo um muro sem argamassa". Principia nos cuidados poético-editoriais, no design da capa, em cuja foto - com o rosto da autora tão de frente mesmo tão de costas, de novelos-labirintos de cabelo nitidamente embaçado - antecipa e precipita o "jeito particular de se exibir e se esconder", trejeito fundamental de toda poética. E é na pista do corpo da artista tornada sua própria obra de arte, nesta assunção do eu como espaço e tempo em que a palavra se tatua ("um dia as crianças vão deitar sobre meu corpo pra aprender a soletrar"), que se flagra o tônus deste livro nada encabulado de querer-se diário íntimo-e-de-todos, conforme nos confessa outro esmero, o da quarta capa, ao projetar rabiscos e rasuras de caderno: bloquinho de anotações, sensações em bloco, em que o leitor, acolhido antes de acolher, se informa a respeito do que encontrará nesta casa, que, por oportunamente se exibir e se esconder, sabe também da manha-anfitriã de não revelar tudo. O sabor daquele café ao som do velho rádio, o jovem beijo da xícara, o abraço infante da colher no pires, só os saberemos se aceitarmos o apelo para prová-los. Difícil recusar o convite. Folheamos a morada e o cheiro-cafeína nos folheia a trazer: "6 desertos, 17 amores, 26 medos, 9 desejos, 7 filhos, 48 eus, 19 palavras, 3 raivas, 7 sonhos, 7 mulheres, 9 quandos, 22 casas, 9 homens, 16 noites, 13 mundos, 5 tardes, 15 dias, 4 erros, 4 solidões, 11 silêncios, 3 ruas, 8 crianças, 1 surpresa, 1 loucura, 1 romance, 1 coração, 1 pessoa, 2 angústias...".

Que não se espere aqui, no entanto, matemáticas (forma fixa, pensamento preciso), pois "o risco não é só um traço", mas "bambo da corda solta no ar", "pergunta te atacando ao meio-dia". Depois do café, ficamos para o almoço? "As coisas boas são prisões sem grades" e nos sentimos livres com a porta trancada se, de aberturas, vive o lar repleto. E as persianas. E as cortinas. Nós, despojados como a dicção dos quartos de Maria da Poesia Rezende, bem como de seus corredores e paredes com tinta desbotada, carnadura retorcida por veios de infiltrações, que "o amor quando insiste deixa a gente encharcado". É bem provável que, por conta disso, a voz exageradamente lírica (e o exagero é risonhamente destacado com exagero na biografia da poeta), invente "uma fala clara/ palavra feita pra boca/ com jeito de todo dia". De novo, a hospitalidade desta escrita comparece na vocação para a oralidade (o livro tem até sua versão em CD), em que o coloquial e até desbocado ("adoro pau mole pelo que ele encerra de possibilidade") se tornam trunfo e triunfo de uma conversa sem protocolos, desejosa apenas de se sentir cotidiana e à vontade, de nos fazer com que igualmente nos sintamos com ela à vontade, e com vontade de também relaxar nosso verbo, sem perder-lhe a força e a graça: "Nu aqui é pelado/ seio é peito/ (...)// Aqui não cabe floreio/ aqui reverto a inversão/ simplicidade, aqui, é sofisticação".

Todavia, poderíamos listar algumas quinas encardidas pelo caminho, dois ou três tapetes de banheiro molhados, dois quartos de cama ainda desfeita (da hora de acordar à de, mais uma vez, dormir), pilha de louças por lavar na cozinha, porque o lirismo com excessiva sede de claridade, despudor, desregramento e comunicabilidade não está livre de resvalar no confessionalismo, por vezes fatigante para quem lê. Afinal, as emoções particulares de um poeta, embora matéria-prima (mas não garantia) de arte, não interessariam ao leitor à procura de conteúdo transmitido por forma trabalhada sem caprichos de ego. Bendita palavra não é recomendável para quem preza obras ricas em recursos estilísticos, virtuose imagética-fônica-rítmica, impessoalidade discursiva a fim de conceder voz apenas à linguagem. Não raro, e no entanto, a fartura desses elementos culminaria muito mais em retórica do que necessariamente em poesia e um visitante descomprometido com preconceitos e manuais por vezes mofados de estética pode realmente se tornar hóspede contente e se surpreender com estes rascunhos de "encaixes perfeitos", "brilhos nos olhos", "gente que abre a gente feito flor, cebola", "mundos no mundo". Não é fácil, por exemplo, escrever sobre a morte com tanta leveza ("Morrer podia ser só um pouquinho/ podia ser um passeio/ viagem pela noite que acabasse no café") e é por ternuras dessa tez que ficamos não só para o jantar como ansiamos para o dia seguinte não chegar nunca: "Amanhã, o sol arrebenta na cara/ e as olheiras afundam um pouco mais// (Mas felicidade não é muito diferente disso não)". "Por isso a festa", para quem, em solidão, aprende a dançar com e na bendita palavra.

8.9.09

Em Italiano!

Tá bom, voltei praquela fase de só falar das coisas boas que estão rolando com a minha poesia, e refletir pouco, e escrever pouco inspiradamente. É que o tempo anda mais curto do que dá pra acreditar, e gente, eu não aguento as respostas que recebo através do livro e do blog!

Agora foi a vez da Bebel, que deixou recado aqui dizendo que minha poesia está fazendo sucesso na Itália, e eu que sou curiosa perguntei como assim e sente só: a avó dela morreu esse ano, ela quis fazer uma homenagem e mandou pra todo o meu poema sobre morrer. Aí como ela tem amigos na Itália e, muito chique, fala italiano, ela traduziu o poema pra mandar pra eles. Cês acham que eu resisto? Pedi pra ela me mandar, e agora vou ficar aqui me achando o máximo e tentando ler em voz alta o meu poema em italiano. Genial!

Morire poteva essere solo un po'
Poteva essere una gita
Viaggio verso la notte che finisse in un caffè

Morire come un'avventura
Una montagna
Camminare verso il deserto a piede dopo ritornare

Come ballare d'occhi chiusi
Perdersi in un altro corpo
Come un buon whisky, un sonno per intero, un piacere, un odore

Morire poteva essere anche un castigo
Porta chiusa con scadenza di fine
Ma non questo buco, questo abisso

Il tuo riso per sempre assente
La tua musica suonando in me

(poema da Maria, tradução da Bebel)

5.9.09

Salve Geral

Papai está de filme novo na praça. Salve Geral estréia dia 2 de outubro, contando a história de uma mãe que tem o filho preso e se embrenha no mundo das cadeias de Sâo Paulo no ano que precede os ataques de uma facção criminosa que apavorou o Brasil em maio de 2006. Andrea Beltrão emociona como essa mulher, Lucia, e o ator que faz o filho dela é o Lee Thalor, uma revelação do teatro paulista. Quem ajuda a Lucia a melhorar a vida do filho, ao mesmo tempo envolvendo ela nos esquemas do crime é a Ruiva, personagem que vestiu como uma luva na Denise Weinberg, atriz premiadíssima mas ainda desconhecida do grande público. O resto do elenco, que é enorme, segue essa linha: grandes atores pouco conhecidos, o que garante um mistério que torna o filme ainda mais sedutor.

O trailer aí em cima já tá nos cinemas, e foi feito por mim e pelo Rodrigo, que estamos firmes nesse mercado desde o sucesso do Meu nome não é Johnny. Ah, e pra quem não sabe, o papai é o Sergio Rezende, diretor do filme!

4.9.09

da Viviane Mosé

O silêncio não quer ser sozinho, então ele fala
Quem escreve ouve porque cala
Quem escreve escrava
O que o silêncio
Palavra

29.8.09

É por isso que a gente segue (pra ler de baixo pra cima)

2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :
Oi Maria,
Obrigada pelas dicas!!! Vou ter bastante material pra me divertir. Depois te dou um feedback do que escolhi.
Claro que pode publicar o email. Sem o menor problema ;-))
Bj

2009/8/28 <mariadapoesia@ism.com.br>
oi rosane,
adorei ser sua primeira! =)
tô correndo mas aí vão as dicas:

da série "mulheres contemporâneas":
elisa lucinda (meu preferido é o 1o, "o semelhante")
martha medeiros (ela é poeta também, sabia? ótima!) (poesia reunida - lp&m)
viviane mosé (meu preferido é o 1o, "toda palavra", não sei se tá esgotado)
da série "clássicos modernos":
adélia prado
ferreira gullar
drummond
dá uma fuçada na internet pra ver os estilos e sentir quem te agrada, daí compra os livros que você escolher!
eu te aviso das minhas novidades, tá?
e posso publicar seu email falando que eu sou sua 1a poeta lá no meu blog? tô achando o máximo! =)
beijo, maria


2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :
Maria,
Me avise sim, quando a 2a edição sair, mesmo que demore!
Eu não entendo nada de poesia e pra ser bem sincera, o seu livro foi o primeiro livro de poesia que eu comprei. E como já disse, eu adorei o livro, porque o conteúdo é direto e objetivo sem ser conclusivo, o que dá espaço para o leitor divagar.
Gostei do contato com a poesia e quero continuar lendo, só que não sei muito bem pra onde ir.
Pensei se vc não podia me indicar uns autores modernos, no seu estilo... Rola?
Um beijo,
Rosane

2009/8/27 <mariadapoesia@ism.com.br>

oi rosane,
que legal, a martha foi muito generosa com aquela coluna, o livro foi até pra 2a tiragem de tanto que vendeu por causa dela! =) que bom saber que você seguiu a dica e gostou!
o substantivo feminino tá esgotado... eu lancei independente em 2003, vendi os mil exemplares devagarzinho, e no fim do ano acabou tudo!
eu tô organizando uma 2a edição, conversando com editoras, mas ainda não tem nada certo. vou guardar seu email e assim que rolar eu te aviso, tá?
um beijo e obrigada pelo carinho, maria

2009/8/27 - Citando Rosane Liporace :

Oi Maria,
Por causa do artigo da Martha Medeiros que menciona o seu poema "Pois Dentro de mim não é o melhor lugar para se viver", comprei o seu livro Bendita Palavra e adorei.
Agora eu gostaria de comprar o seu primeiro livro, Substantivo Feminino, mas pelo visto não está a venda nas livrarias. Como eu faço?
Obrigada,
Rosane

27.8.09

Chiques que só

Hoje não sou eu, são meus amigos. Outro dia falei do Ramon Mello, que trabalhou na organização da antologia digital ENTER com a Helô Buarque de Hollanda, mas também é jornalista, poeta em vias de lançar seu primeiro livro, Vinis Mofados, e no momento está organizando textos inéditos do Rodrigo de Souza Leão, que morreu há pouco, além de trabalhar na Secretaria de Cultura com a Adriana Rattes.

Tem também o Pedro Cezar, diretor de filmes tão artesanais que parecem jóias, que fez um sucesso danado com o seu longa de estréia, Fabio Fabuloso, e agora prepara o lançamento do sensacional Só dez por cento é mentira, sobre a vida e a obra do poeta Manoel de Barros. Pra quem gosta de poesia é absolutamente imperdível, porque o Pedro faz poesia com imagens e ainda conseguiu depoimentos deliciosos do Manoel, que só ele poderia mesmo conseguir.

Agora é o Marcio Debellian, outro querido de quem eu já falei muito, responsável pelo hotsite da Saraiva e pelo argumento e produção do Palavra Encantada, filme sobre a relação entre poesia e música que arrebentou em cinemas e festivais pelo mundo. Pois chegou o menino agora vai organizar um ciclo desdobrando os assuntos do filme lá na Casa do Saber, com três noites comandadas por Antônio Cícero, José Miguel Wisnik e Tom Zé. Só pode ser o máximo, né não?

24.8.09

De pernas pro ar


Lá em casa rola um ditado que se repete toda vez quem um dos filhos percebe que faz alguma coisa igualzinho meu pai ou minha mãe: "é o dna!". Comigo, em geral o dna bate com o do papai, o que quase sempre é notado pela minha mãe com uma pontinha de ciúme, ou por ele mesmo com um inegável orgulho.

Esse fim-de-semana o tal do dna ficou comprovado por uma coincidência quase doida: descobri que o meu pai, assim como eu, tem mania de tirar fotos do próprio pé, e tem inclusive uma pasta separada no computador pra essa "série" - exatamente como eu tenho. Coisa de gente doida, né? Mas pelo menos eu tenho a quem culpar por esse meu gosto estranho...

A foto aí em cima é em homenagem a mais essa descoberta, e também uma forma de sonhar acordada nessa segunda-feira nublada de muito trabalho no Rio, quando o que eu mais desejaria era que meus pezinhos estivessem assim, por alto, balançando, de frente pra um céu azul, um mar verdinho, coqueiros ao vento e uma rede branca...

12.8.09

ENTER - a festa

(eu e a minha página na antologia)


(eu e Helô, em foto desfocada mas carinhosa)


(Helô, sua neta e os parceiros no ENTER: Omar Salomão, Ramon Mello e Cecília Gianetti)


11.8.09

ENTER

Entrou no ar hoje a antologia digital ENTER, organizada pela Heloísa Buarque de Hollanda, que sempre e esteve e segue estando ligada em tudo que há de novo no cenário literário brasileiro. Se nos anos 70 ela organizou a antologia impressa 26 poetas hoje, reunindo nomes que ganharam ali status de poetas pra além do mundinho alternativo, agora ela reúne o melhor da produção poética que circula online, ampliando o poético pra não só a poesia mas também a prosa e as artes gráficas.

O jornalista e poeta Ramon Mello trabalhou junto com ela durante meses pra fazer a seleção dos autores, e hoje é a estréia dessa antologia, que não podia deixar de ser virtual, como a produção que ela abriga. Pra saber mais passe aqui, e pra ver tudo passe aqui. Mas
tire algumas horas, que a coisa é quente e ampla!

Ah, faltou dizer que sim, eu tô lá!