27.1.13

O que está acontecendo, Maria?

Está acontecendo que eu resolvi aproveitar que Saturno entrou em Escorpião e que rolaram duas eclipses também nesse que é meu signo e que vão rolar mais uns dois pares deles ao longo desse ano, e que isso tudo quer dizer mudança e comprometimento e responsabilidade, e ir ainda mais fundo na coisa toda fazendo meu mapa astral e ainda dando um mergulho no pensamento criativo em três dias de palestras interessantes e exaustivas, e nas horas vagas fui ver e ouvir a intensidade inebriante de Tulipa e Gal na nave maravilha que é o Circo, e aí está acontecendo que eu estou pensando em coisas como poesiaamorcriaçãomedoaçãoriscoentregamudançafluxocontroleemoçãoarrependimentodesejopotênci
aplanetasurgênciaequilíbriotempo e bom, está acontecendo que é coisa pra caramba e me deu até dor de barriga, e está acontecendo que eu aceito o desconforto - mas vamos lá Júpiter e fortuna e sorte, venham dar uma mãozinha pra essa moça também. E bom, por hora é só isso que está acontecendo.




(abrindo o coração pro Facebook, que pelas perguntas que me faz tem andado preocupado comigo)

21.1.13

Ornitorrinco estreando em 2013

ORNITORRINCO
[#044] 20 de janeiro de 2013
Tiragem: 450 assinaturas
 
ALGUÉM MUDA NINGUÉM

 
OLHA-LÁ
> por Maria Rezende

Meu nome é Maria, eu tenho 34 anos e essa semana dei uma volta de bicicleta na Lagoa pela primeira vez. Meu nome é Maria e eu tirei a etiqueta que dizia "não" na gaveta que diz "bicicleta" na minha vida. Meu nome é Maria e eu mudei. Eu me mudei. Eu mudei meu mundo. Eu mudei o mundo. Eu mudei.
 
 
Essa é a edição de "oi 2013" do Ornitorrinco. O Ornitorrinco é o nosso zine, meu, do Pardal, da Letícia, da Keli, do Ramon, do Domingos, do Gabriel, do Franco, do Julio, do Vitor. Ele é um bicho meio esquisito e muito legal, a gente escreve o que quer e domingo sim domingo não ele chega na caixa postal de quem escolhe receber. Hoje foi dia de sim e era pra falar sobre mudar, se mudar, mudar alguém. Alguém muda alguém? O bicho ficou supimposo, mó orgulho de ser parte dessa turma.
 
Quer ler todo mundo? Edições antigas? Assinar? Passear pelas patas e pêlos desse negócio? Vai lá ó: http://ornitorrincozine.tumblr.com/

4.1.13

O sim e o não e o vento na cara


Em 2012 eu ganhei a palavra SIM de presente. Foi um presente muito benvindo porque ela estava me fazendo uma baita falta, e eu sou muito agradecida por ele. No finalzinho do ano eu tive que me lembrar que ganhar a palavra SIM não queria dizer que eu podia me despedir da palavra NÃO, e assim entrei em 2013 com essas duas palavras nas mãos.

Tô achando que é uma bela bagagem pra começar um ano e seguir a vida, que nem liga pra essa nossa contagem de dias e meses e idades e só quer mesmo saber de acontecimentos e sentimentos e movimentos e sensações. E foi assim que eu tomei no fim do ano que já foi a decisão linda de perder meu medo de bicicleta, porque se eu ando caindo tanto e sou capaz de sacudir a poeira da roupa, passar merthiolate nos cortes e seguir andando e até sorrindo, já tava mais do que na hora de ganhar o prazer do vento na cara.

E foi assim que dia 2 de janeiro eu dei meu primeiro passeio de bike da vida, devagarzinho, lambendo o prazer de cada momento, sorrindo que nem criança na bicicleta nova, sendo criança na bicicleta nova, toda orgulhosa de desejar ser melhor, e conseguir.

Meu desejo de começo de ano então é uma gargalhada dessas pra vocês que passeiam por aqui, e que a gente saiba se reinventar pela vida afora!

26.12.12

Esperança pra nós todos


Tudo bem que ontem é que foi o dia das mensagens de amor e desejos de tudo de bom pra quem a gente ama, mas hoje a Mariana me surpreendeu com esse vídeo e deu vontade de compartilhar essa emoção tão íntima, sem palco nem luz, só com os olhares amorosos da minha família querida, e deixar pra vocês meu desejo de muita esperança, além de saúde, sorte e alegria. Amor, Maria



24.12.12

E não é que eu também sou poeta?

Ando desaparecida dessa faceta, mas sou. Gosto bem de ser. Gosto bem de ser quem sou, aliás, e também da poeta que sou. Imperfeita, mas inteira. E agradeço à vida as duas coisas: ser e gostar.

Tudo isso pra dizer que um dia escrevi esse poema aqui. E um outro dia gravei esse vídeo. E hoje lembrei deles, e assisti e gostei bastante. Parece até que eu ando gostando de tudo que aparece, e nem é não, mas é um pouco também, porque gostei de ler o que escrevi lá no vídeo quando coloquei no ar.

"Dores vieram e foram.
Outras apareceram.
A alegria ainda reina majestosa sobre todos os seres que eu sou."

Que ela siga reinando, majestosa.





23.12.12

Dizendo Wislawa

A série "Admirada" voltou com tudo. Em cartaz hoje: Wislawa Szymborska. "A vida na hora". Inevitável e surpreendente, como são os bons filmes e a vida, sempre.


20.12.12

Dizendo Pedro



O Pedro é o meu melhor amigo.
Minha pessoa no mundo.
É pra ele que eu corro quando fico triste, é pra ele que eu corro quando fico feliz, e ele tá sempre lá, braços abertos e aquele sorriso pernambucano dele.
Ele me deu também a Peixa e a Dona Julia pra eu amar.
E agora sempre que eu posso eu corro pra abraçar esses três seres marítmos.
E como se não bastasse ser meu amigo, o Pedro também é poeta, de imagem e de palavra.
Esse poema tem escrito em cima "LAIFI - LIFE" e ele deu pra Lara nossa amiga quando a filhota dela nasceu.
Aí ele pegou o papelzinho e deu também pra mim, mesmo a minha filhota ainda nem tendo sido encomendada.
Quer dizer, isso sem contar a encomenda que eu fiz com uns quinze anos e que ainda não chegou.
Esse pessoal dos correios de bebês é meio enrolado às vezes, mas não tem nada não, enquanto isso eu vou preparando a casa e o coração pra quando meu pacotinho chegar.

(Pedro é o Pedro Cezar, diretor de cinema, roteirista, poeta, e agora também artista de plástico. Olha os deslimites dele aqui)

(Mais um poema da série "Admirada". Pra ver tudinho vai lá no youtube.com/mariadapoesia)

17.12.12

Eu canto mesmo assim


Ornitorrinco ao vivo


Ornitorrinco ao vivo: os leitores invadem a sala de redação do zine. 18 de dezembro, 20h, no Teatro Ipanema - [Amb/Sex III]. Os colunistas Domingos Guimarães, Franco Fanti, Júlio Reis, Keli Freitas, Letícia Novaes, Ramon Mello e eu fazem uma edição conversada do zine mais bacanudo do momento, provocados pelo editor Gabriel Pardal, com participação especial-musical de Botika.

Não faço ideia do que vai acontecer, mas com esse pessoal eu tô topando o que vier. Alegria ser parte desse bando!

28.11.12

Um presente do Recife

Acho que foi assim desde que pisei em solo pernambucano pela primeira vez. Alguma coisa se encaixou entre meus pés e a cidade, Recife se abriu em abraços, sons, cheiros, e tantos, tantos gostos! Gosto do jeito da cidade, do sotaque dos pernambucanos, generoso, musical, as frases começando por "então". E a alegria. E a profundeza. Recife se abriu e me deu caminhadas em Boa Viagem, a beleza de tirar o fôlego da Oficina do Brennand, as igrejas com vista pro mar de Olinda, os papos com Mariana, o artesanato, a cachaça nas ruas antigas, me deu Luna Vitrolira (chegada em Porto Alegre, onde éramos ambas estrangeiras e o afeto se fez instantâneo), Adrienne Myrtes e seu forte e delicado "Eis o mundo de fora" (sobre o qual eu escrevi aqui).

E um dia Recife me deu voz. Me deu um palco, me deu platéia. Marcelino Freire, o pernambucano que mais agita a literatura de Norte a Sul, inventor da Balada Literária de Sampa, foi quem me espalhou pro pessoal de lá. Daí Cida Pedrosa, Rita Marize e o pessoal do Sesc Santa Rita me pegaram pela mão e me fizeram dizer poemas com sotaque mais uma vez, prazer que eu só tinha tido em Porto Alegre. Poa virou meu sul, Recife é meu Nordeste particular.

Foi lá que eu conheci o Nagib, que me ouviu, comprou meus livros, me escreveu, virou amigo, e agora me presenteia com essa resenha linda sobre o meu trabalho, publicada no Jornal do Comércio de lá. Escrever é bom, ser lida é uma delícia, dizer meus poemas é um prazer imenso, e ler sobre mim é das surpresas mais gostosas que essa vida me traz. Obrigada, Nagib, pelo presente.


22.11.12

Pau Mole com sotaque português!


Geovana Pires, minha querida amiga e sócia da Elisa Lucinda na Casa Poema, volta de Lisboa e me manda esse presente: oficina de poesia falada que elas deram lá rendeu no meu querido Pau Mole com sotaque português! A moça - que além de tudo é filósofa, vê se pode? - hesita, se embola, pede cola, sorri, se diverte, inventa, transforma, e eu adorei!


21.11.12

12.11.12

Maria Rezende campeão!

Ter um time de futebol com o seu nome não é coisa corriqueira. O Berlusconi é dono de um time mas não teve a ousadia de mandar trocar o nome. E eu, que não ligo nadinha pra coisa ganhei esse inusitado de presente. De onde é que veio o nome do time, gente? Quem era essa Maria Rezende?

E agora de repente o Google Alert, esse rapaz sagaz e bem informado, me avisa que fomos campeões da Super Copa Uberlândia de Futebol. Fui ver o vídeo pronta pra tirar um sarro mas poxa, sabe que fiquei tocada? Um time de futebol do interior, uns mineiros com cara de gente boa, umas crianças fofas, uma música brega, e meu nome lá misturado naquilo. Achei bonito.

Parabéns, rapazes! Essa Maria Rezende aqui agradece a imprevista homenagem e deseja sorte na temporada 2013!


31.10.12

Pro Drummond nos seus 110

Porque hoje é dia de Drummond - faria 110 anos hoje.

Porque esse foi meu primeiro poema dito. Primeiro mesmo, primeiríssimo, que menina metida que eu era aos 18!

Porque semana passada eu disse esse poema depois de anos, num palco, de vestido florido, emocionada.

Porque ele é meu poeta, dos primeiros, eterno muito mais que moderno, inspiração sempre.

30.10.12

Sarauê em imagens

Nos jardins da Biblioteca Nacional, dizendo meus poemas e os do Drummond

Letícia e Lucas, queridos, fazendo Letuce voz&violão e emocionando com um poema do Drummond, além da música que mora dentro de um poema meu - sinergia&admiração




Mônia Montone, anfitriã da noite junto com o Claufe Rodrigues, em momento de figurino animado

23.10.12

Eu e Drummond no Sarauê

Sexta-feira, dia 26, vou falar poemas num evento novo chamado Sarauê. Comandada pela Mônica Montone e o Claufe Rodrigues, a noite reúne poesia, música, projeção de imagens e performances, nos jardins da Biblioteca Nacional, no centro do Rio, de graça.

Às 18h rola microfone aberto pra quem quiser levar seus poemas, e a partir das 19h rola a programação oficial, que nessa sexta é em homenagem ao Drummond e tem um monte de gente babaca, além de mim, claro!

Adorei o convite porque Drummond foi meu primeiro poeta dito, e vou ter o prazer de falar de novo "O caso do vestido", poema que aprendi lá na Escola Lucinda de Poesia Viva nos meus 20 anos, e também vou dizer dele "Ausência", poema que eu aprendi a dizer de tanto ensinar, quando era professora da Escola, e que mora dentro de um poema meu inédito.

Vai ser uma noite encantadora, tô sentindo!


(Eu era assim no dia em que subi num palco pra dizer um poema pela primeira vez, levada pela mão amorosa da Elisa Lucinda. Drummond. Planetário. Vestido de Rembrandt herdado da tia. Sobrancelhas pré-pinça. Olhar de quem sente que a vida acabou de mudar pra sempre.)




SEXTA É DIA DE SARAUÊ

Data: 26/10, sexta-feira
Local: jardim da Biblioteca Nacional
Endereço: Rua México, s/n
Horário: 18h às 21h

APRESENTAÇÃO

Claufe Rodrigues e Mônica Montone
Entrada franca

POESIA

Maria Rezende, Pedro Rocha, Juliana Hollanda, Bia Provasi
+

MÚSICA

Letuce
Linox

+

HOMENAGEM 

Carlos Drummond de Andrade 

+

VIDEOGRAFIAS

Moana Mayall

+

Músicos: Guga Mendonça e Jhonatan Gregory



MICROFONE ABERTO DAS 18h às 18h45. TRAGA SEU POEMA.

informações: www.sarauenabibliotecanacional.blogspot.com

14.9.12

Poesia no cinema, na tela e ao vivo!

Na próxima segunda-feira, 17, às 20h, o Cine Jóia vai ser palco de uma noite poética: uma sessão do filme Bruta Aventura em Versos, da Letícia Simões, seguida de falação de poesia com uma penca de gente bacana: Ana B., Ramon Mello, Juliana Frank, Lucas Viriato, Flávia Iriarte, Matilde Campilho, Augusto Guimaraens, Ismar Tirelli Neto, Pedro Cezar e euzinha. 

Venham, venham, venham.


2a feira, 17/setembro, 20h
Cine Jóia: Av. Nossa Senhora de Copacabana 680 Subsolo - Copacabana (entre Santa Clara e Figueiredo)


Pra saber mais sobre o filme:

Bruta Aventura em Versos

Ícone da poesia marginal dos anos 1970 no Rio, Ana Cristina Cesar faleceu em 1983, aos 31 anos, deixando inúmeros leitores e adeptos. Ela criou versos, traduziu poemas e contos, pesquisou sobre cinema e literatura, escreveu artigos. Seu estilo direto, delicado e visceral influenciou o trabalho de diversos artistas. A partir da apropriação de sua obra por outras pessoas, o documentário procura captar a beleza e a originalidade de sua escrita, seja através da dança de Marcia Rubin, do espetáculo de Paulo José e Ana Kutner ou da poesia de Alice Sant’Anna. Todos, de maneiras diversas e particulares, conviveram com as vírgulas, as pausas, a voz e os olhos da poeta.

Diretor Letícia Simões

Roteiro Letícia Simões, Márcia Watzl

Fotografia Alberto Bellezia, Mariana Bley

Montagem Márcia Watzl

Música Marcos Kuzka Cunha

Produtor Guilherme Cezar Coelho e Pedro Cezar

Produção Matizar Filmes e Artezanato Eletrônico