8.2.13

Admirada #16


Tony Hoagland. Poeta. Americano. Favorito recente.
Traduzi uns tantos poemas dele  há uns dois anos atrás.
Esse, esse, esse, esse que já virou vídeo aqui e esse que virou gravação ontem à noite.
Admirada #16:
"O trabalho mais solitário do mundo"
"The loneliest job in the world"
Ui.

4.2.13

Três caquinhos de Henry Miller

"A vida real começa quando estamos sozinhos, face a face com o nosso eu desconhecido. O que acontece quando nos encontramos é determinado por nossos solilóquios interiores. Os acontecimentos cruciais e realmente essenciais que marcam o nosso caminho são fruto do silêncio e da solidão. Atribuímos muito a encontros casuais, nos referimos a eles como momentos decisivos em nossa vida, mas estes encontros jamais poderiam ter ocorrido se não nos tivéssemos preparados para eles. Se possuíssemos mais conhecimento das coisas, estes encontros fortuitos renderiam ainda maiores recompensas. É somente em certas ocasiões imprevisíveis que nos encontramos plenamente sintonizados, plenamente atentos e em posição de receber os favores da fortuna." (página 29)


"Hoje parecemos movidos quase exclusivamente pelo medo. Tememos até aquilo que é bom, que é saudável, que é alegre. E o que é um herói? Em princípio, alguém que conquistou seus medos. É possível ser um herói em qualquer domínio; nunca deixamos de o reconhecer quando ele aparece. Sua virtude singular é que ele se unificou com a vida, se unificou consigo mesmo. Tendo deixado de duvidar e questionar, ele acelera o fluxo e o ritmo da vida. O covarde, par contre, procura obstruí-los. Não obstrui nada, é claro, a não ser a si mesmo. A vida continua, quer atuemos como covardes ou heróis. A vida não tem outra disciplina a impor, se apenas percebêssemos isso, em vez de aceitar a vida sem questionar. Tudo aquilo a que fechamos nossos olhos, tudo aquilo de que fugimos, tudo aquilo que negamos, denegrimos ou desprezamos, serve para nos derrotar no final. O que parece desagradável, doloroso, maligno, pode se tornar fonte de beleza, alegria e força, se encarado com uma mente aberta. Cada momento é uma mina de ouro para aquele que tem a visão de reconhecer isso. A vida é agora, cada momento, não importa que o mundo esteja cheio de morte. A morte só triunfa a serviço da vida." (página 77)


"Todo engenho, todo trabalho penoso gasto nas invenções, que são encaradas como maravilhas que operam milagres, deve ser considerado não só como mero desperdício, mas também como um esforço do homem para impedir e evadir o miraculoso. Entulhamos a terra com nossas invenções, nunca sonhando que possivelmente sejam desnecessárias - ou desvantajosas. Criamos espantosos meios de comunicação, mas chegamos a nos comunicar uns com os outros? Movimentamos nossos corpos de um lado para o outro em velocidades incríveis, mas será que chegamos realmente a deixar o lugar de onde partimos? Mentalmente, moralmente, estamos encalhados. O que realizamos ceifando cadeias de montanhas, domando a energia de rios poderosos ou deslocando populações inteiras como peças de xadrez, se nós mesmos continuamos as mesmas criaturas inquietas, infelizes e frustradas que éramos antes? Chamar tal atividade de progresso é extrema ilusão. Podemos obter sucesso em alterar a face da Terra até que ela pareça irreconhecível ao próprio Criador, mas se não formos afetados, qual o sentido disso?

Atos que possuem sentido não exigem nenhuma agitação. Quando as coisas estão se esfacelando, o ato mais intencional talvez seja sentar-se e ficar quieto. o indivíduo que consegue perceber e expressar a verdade que existe dentro de si pode ser considerado aquele que realizou um ato mais potente do que a destruição de um império. Nem sempre é necessário, além do mais, proferir a verdade. Embora o mundo se faça em pedaços e se dissolva, a verdade subsiste.

No princípio era o Verbo. O homem o encenou. Ele é o ato, não o ator." (páginas 99-100)

Henry Miller em "O mundo do sexo"

Curativa




 Sanar (Jorge Drexler)

Las lágrimas van al cielo
Y vuelven a tus ojos desde el mar
El tiempo se va, se va y no vuelve
Y tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar

La tierra parece estar quieta
Y el sol parece girar,
Y aunque parezca mentira
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar

Y nadie sabe por qué un día el amor nace
Ni sabe nadie por qué muere el amor un día
Es que nadie nace sabiendo, nace sabiendo
Que morir, también es ley de vida

Así como cuando enfríe
Van a volver a pasar
Los pájaros, en bandadas,
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar

Y volverás a esperanzarte
Y luego a desesperar
Y cuando menos lo esperes
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar


O Drexler anda comigo desde que eu conheci a música dele. A primeira vez que ouvi esse nome foi no teatro da Casa de Cultura Laura Alvim, num Te vejo na Laura em que o convidado especial era o Paulinho Moska. Na coxia, esperando a vez de entrar no palco, ele falou que tinha conhecido um uruguaio impressionante, e disse "guardem esse nome: Jorge Drexler". Ninguém no Brasil tinha a menor ideia de quem era o cara, e foi só em Buenos Aires que achei o cd e dvd Eco, que ele tinha acabado de lançar, um disco sensacional, solar, letras incríveis e melodias fodas, que foi a trilha sonora de tempos alegres na minha casinha de Botafogo. 

Anos depois ele lançou o Doze segundos de obscuridad e calhou da minha vida ter se mexido e estar combinando certinho com o clima pesado e triste do disco. Fiquei um tempão sem coragem de ouvir o cara, medo de lembrar da alegria das músicas de um e de cutucar o coração com vara curta com as músicas fundas do outro.

O tempo passou, a vida andou pra muitos lados e resgatei o prazer de ouvir o Drexler de novo. Essa música anda comigo pelos últimos dois meses e tem tudo a ver com o texto da Eliane Brum ali embaixo. É doce na sua dureza, tudo que um coração dolorido pode querer pra tentar se curar.

3.2.13

A verdade sobre nossos cacos

"O que eu poderia dizer a você, Catarina? A verdade? A verdade você já sabia, você tinha acabado de descobrir. As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E dão nomes mais palatáveis para a inveja e para o ódio que os queima. Mas à noite, Catarina, à noite, eles sabem.

Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer uma das grandes aventuras contadas em livros e filmes. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará."


Eliane Brum é das escritoras que eu mais gosto de ler esses tempos. Devorei seu poderoso romance "Uma, duas" num fim-de-semana, porque apesar da dureza e da angústia em cada página a prosa dela flui e leva a gente pela mão, de uma vez. Pra nossa sorte, toda segunda-feira ela escreve no blog da Revista Época, e faz uma mistura de entrevistas incríveis, reflexões intrigantes, sempre com um olhar surpreendente e inusitado. O texto dessa semana, "A menina quebrada", é uma porrada doce e poética sobre como a gente quebra e fica marcada e como a vida é justamente o aprendizado de lidar com os cacos e as cicatrizes. Lindo e emocionante.

Aqui ó.

30.1.13

Admirada #15: dizendo Bukowski






Ele é o meu poeta americano. The one and only.
Eu assumo que em matéria de poesia sou uma apaixonada convicta pela língua portuguesa, e embora leia romances em inglês no original todas as tentativas de ler poesia foram em vão. Até ele chegar, claro.
O velho beberrão, o farrista, amante das putas, o desbocado, que só fala em mulher e bebida e brigas de bar, esse é o Bukowski dos romances e contos.
É na poesia, como já seria mesmo de se esperar, que ele entrega seu lirismo e sua doçura. Nunca de mão beijada, que ele não é desses. Sim, lá também tem putas e brigas e porres, mas só lá tem amor, fragilidade, entrega, arrependimentos, suavidade.
Tudo escrito tão lindamente que eu me rendo e me ofereço toda pras suas palavras.
Esse poema é pra mim a pérola das pérolas, a batalha interna entre o velho durão e o homem sensível, e já mora tão dentro do meu coração que eu fui lendo no inglês mesmo e dizendo em português na hora, e hesitei e troquei palavras e quando acabei estava um silêncio tão fundo que o poema veio de novo, e não faz sentido escolher a melhor versão, não tem melhor versão, é tudo um só derramar de coração e oferenda de mim mesma pra essa beleza dura dele.

(Charles Bukowski, "Blue Bird", no original aqui:
http://www.poemhunter.com/poem/bluebird/)

27.1.13

O que está acontecendo, Maria?

Está acontecendo que eu resolvi aproveitar que Saturno entrou em Escorpião e que rolaram duas eclipses também nesse que é meu signo e que vão rolar mais uns dois pares deles ao longo desse ano, e que isso tudo quer dizer mudança e comprometimento e responsabilidade, e ir ainda mais fundo na coisa toda fazendo meu mapa astral e ainda dando um mergulho no pensamento criativo em três dias de palestras interessantes e exaustivas, e nas horas vagas fui ver e ouvir a intensidade inebriante de Tulipa e Gal na nave maravilha que é o Circo, e aí está acontecendo que eu estou pensando em coisas como poesiaamorcriaçãomedoaçãoriscoentregamudançafluxocontroleemoçãoarrependimentodesejopotênci
aplanetasurgênciaequilíbriotempo e bom, está acontecendo que é coisa pra caramba e me deu até dor de barriga, e está acontecendo que eu aceito o desconforto - mas vamos lá Júpiter e fortuna e sorte, venham dar uma mãozinha pra essa moça também. E bom, por hora é só isso que está acontecendo.




(abrindo o coração pro Facebook, que pelas perguntas que me faz tem andado preocupado comigo)

21.1.13

Ornitorrinco estreando em 2013

ORNITORRINCO
[#044] 20 de janeiro de 2013
Tiragem: 450 assinaturas
 
ALGUÉM MUDA NINGUÉM

 
OLHA-LÁ
> por Maria Rezende

Meu nome é Maria, eu tenho 34 anos e essa semana dei uma volta de bicicleta na Lagoa pela primeira vez. Meu nome é Maria e eu tirei a etiqueta que dizia "não" na gaveta que diz "bicicleta" na minha vida. Meu nome é Maria e eu mudei. Eu me mudei. Eu mudei meu mundo. Eu mudei o mundo. Eu mudei.
 
 
Essa é a edição de "oi 2013" do Ornitorrinco. O Ornitorrinco é o nosso zine, meu, do Pardal, da Letícia, da Keli, do Ramon, do Domingos, do Gabriel, do Franco, do Julio, do Vitor. Ele é um bicho meio esquisito e muito legal, a gente escreve o que quer e domingo sim domingo não ele chega na caixa postal de quem escolhe receber. Hoje foi dia de sim e era pra falar sobre mudar, se mudar, mudar alguém. Alguém muda alguém? O bicho ficou supimposo, mó orgulho de ser parte dessa turma.
 
Quer ler todo mundo? Edições antigas? Assinar? Passear pelas patas e pêlos desse negócio? Vai lá ó: http://ornitorrincozine.tumblr.com/

4.1.13

O sim e o não e o vento na cara


Em 2012 eu ganhei a palavra SIM de presente. Foi um presente muito benvindo porque ela estava me fazendo uma baita falta, e eu sou muito agradecida por ele. No finalzinho do ano eu tive que me lembrar que ganhar a palavra SIM não queria dizer que eu podia me despedir da palavra NÃO, e assim entrei em 2013 com essas duas palavras nas mãos.

Tô achando que é uma bela bagagem pra começar um ano e seguir a vida, que nem liga pra essa nossa contagem de dias e meses e idades e só quer mesmo saber de acontecimentos e sentimentos e movimentos e sensações. E foi assim que eu tomei no fim do ano que já foi a decisão linda de perder meu medo de bicicleta, porque se eu ando caindo tanto e sou capaz de sacudir a poeira da roupa, passar merthiolate nos cortes e seguir andando e até sorrindo, já tava mais do que na hora de ganhar o prazer do vento na cara.

E foi assim que dia 2 de janeiro eu dei meu primeiro passeio de bike da vida, devagarzinho, lambendo o prazer de cada momento, sorrindo que nem criança na bicicleta nova, sendo criança na bicicleta nova, toda orgulhosa de desejar ser melhor, e conseguir.

Meu desejo de começo de ano então é uma gargalhada dessas pra vocês que passeiam por aqui, e que a gente saiba se reinventar pela vida afora!

26.12.12

Esperança pra nós todos


Tudo bem que ontem é que foi o dia das mensagens de amor e desejos de tudo de bom pra quem a gente ama, mas hoje a Mariana me surpreendeu com esse vídeo e deu vontade de compartilhar essa emoção tão íntima, sem palco nem luz, só com os olhares amorosos da minha família querida, e deixar pra vocês meu desejo de muita esperança, além de saúde, sorte e alegria. Amor, Maria



24.12.12

E não é que eu também sou poeta?

Ando desaparecida dessa faceta, mas sou. Gosto bem de ser. Gosto bem de ser quem sou, aliás, e também da poeta que sou. Imperfeita, mas inteira. E agradeço à vida as duas coisas: ser e gostar.

Tudo isso pra dizer que um dia escrevi esse poema aqui. E um outro dia gravei esse vídeo. E hoje lembrei deles, e assisti e gostei bastante. Parece até que eu ando gostando de tudo que aparece, e nem é não, mas é um pouco também, porque gostei de ler o que escrevi lá no vídeo quando coloquei no ar.

"Dores vieram e foram.
Outras apareceram.
A alegria ainda reina majestosa sobre todos os seres que eu sou."

Que ela siga reinando, majestosa.





23.12.12

Dizendo Wislawa

A série "Admirada" voltou com tudo. Em cartaz hoje: Wislawa Szymborska. "A vida na hora". Inevitável e surpreendente, como são os bons filmes e a vida, sempre.


20.12.12

Dizendo Pedro



O Pedro é o meu melhor amigo.
Minha pessoa no mundo.
É pra ele que eu corro quando fico triste, é pra ele que eu corro quando fico feliz, e ele tá sempre lá, braços abertos e aquele sorriso pernambucano dele.
Ele me deu também a Peixa e a Dona Julia pra eu amar.
E agora sempre que eu posso eu corro pra abraçar esses três seres marítmos.
E como se não bastasse ser meu amigo, o Pedro também é poeta, de imagem e de palavra.
Esse poema tem escrito em cima "LAIFI - LIFE" e ele deu pra Lara nossa amiga quando a filhota dela nasceu.
Aí ele pegou o papelzinho e deu também pra mim, mesmo a minha filhota ainda nem tendo sido encomendada.
Quer dizer, isso sem contar a encomenda que eu fiz com uns quinze anos e que ainda não chegou.
Esse pessoal dos correios de bebês é meio enrolado às vezes, mas não tem nada não, enquanto isso eu vou preparando a casa e o coração pra quando meu pacotinho chegar.

(Pedro é o Pedro Cezar, diretor de cinema, roteirista, poeta, e agora também artista de plástico. Olha os deslimites dele aqui)

(Mais um poema da série "Admirada". Pra ver tudinho vai lá no youtube.com/mariadapoesia)

17.12.12

Eu canto mesmo assim


Ornitorrinco ao vivo


Ornitorrinco ao vivo: os leitores invadem a sala de redação do zine. 18 de dezembro, 20h, no Teatro Ipanema - [Amb/Sex III]. Os colunistas Domingos Guimarães, Franco Fanti, Júlio Reis, Keli Freitas, Letícia Novaes, Ramon Mello e eu fazem uma edição conversada do zine mais bacanudo do momento, provocados pelo editor Gabriel Pardal, com participação especial-musical de Botika.

Não faço ideia do que vai acontecer, mas com esse pessoal eu tô topando o que vier. Alegria ser parte desse bando!

28.11.12

Um presente do Recife

Acho que foi assim desde que pisei em solo pernambucano pela primeira vez. Alguma coisa se encaixou entre meus pés e a cidade, Recife se abriu em abraços, sons, cheiros, e tantos, tantos gostos! Gosto do jeito da cidade, do sotaque dos pernambucanos, generoso, musical, as frases começando por "então". E a alegria. E a profundeza. Recife se abriu e me deu caminhadas em Boa Viagem, a beleza de tirar o fôlego da Oficina do Brennand, as igrejas com vista pro mar de Olinda, os papos com Mariana, o artesanato, a cachaça nas ruas antigas, me deu Luna Vitrolira (chegada em Porto Alegre, onde éramos ambas estrangeiras e o afeto se fez instantâneo), Adrienne Myrtes e seu forte e delicado "Eis o mundo de fora" (sobre o qual eu escrevi aqui).

E um dia Recife me deu voz. Me deu um palco, me deu platéia. Marcelino Freire, o pernambucano que mais agita a literatura de Norte a Sul, inventor da Balada Literária de Sampa, foi quem me espalhou pro pessoal de lá. Daí Cida Pedrosa, Rita Marize e o pessoal do Sesc Santa Rita me pegaram pela mão e me fizeram dizer poemas com sotaque mais uma vez, prazer que eu só tinha tido em Porto Alegre. Poa virou meu sul, Recife é meu Nordeste particular.

Foi lá que eu conheci o Nagib, que me ouviu, comprou meus livros, me escreveu, virou amigo, e agora me presenteia com essa resenha linda sobre o meu trabalho, publicada no Jornal do Comércio de lá. Escrever é bom, ser lida é uma delícia, dizer meus poemas é um prazer imenso, e ler sobre mim é das surpresas mais gostosas que essa vida me traz. Obrigada, Nagib, pelo presente.


22.11.12

Pau Mole com sotaque português!


Geovana Pires, minha querida amiga e sócia da Elisa Lucinda na Casa Poema, volta de Lisboa e me manda esse presente: oficina de poesia falada que elas deram lá rendeu no meu querido Pau Mole com sotaque português! A moça - que além de tudo é filósofa, vê se pode? - hesita, se embola, pede cola, sorri, se diverte, inventa, transforma, e eu adorei!


21.11.12

12.11.12

Maria Rezende campeão!

Ter um time de futebol com o seu nome não é coisa corriqueira. O Berlusconi é dono de um time mas não teve a ousadia de mandar trocar o nome. E eu, que não ligo nadinha pra coisa ganhei esse inusitado de presente. De onde é que veio o nome do time, gente? Quem era essa Maria Rezende?

E agora de repente o Google Alert, esse rapaz sagaz e bem informado, me avisa que fomos campeões da Super Copa Uberlândia de Futebol. Fui ver o vídeo pronta pra tirar um sarro mas poxa, sabe que fiquei tocada? Um time de futebol do interior, uns mineiros com cara de gente boa, umas crianças fofas, uma música brega, e meu nome lá misturado naquilo. Achei bonito.

Parabéns, rapazes! Essa Maria Rezende aqui agradece a imprevista homenagem e deseja sorte na temporada 2013!