"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
17.6.13
Amanhã no Arte do Artista
Terça-feira, 18 de junho, às 23h na TV Brasil, o programa Arte do Artista debate poesia a partir do sensacional fato da coletânea de poesia de Paulo Leminski ter ultrapassado "Cinquenta tons de cinza" na lista dos mais vendidos no Brasil. A poeta Maria Rezende bate um papo com Aderbal Freire-Filho sobre Leminski, sobre ser poeta, e diz alguns poemas.
http://tvbrasil.ebc.com.br/artedoartista
26.5.13
Festipoa em imagens
24.5.13
Sabedoria
Afe. Que mundinho de merda aponta tantos dedos burros. Que mundo sensacional tem um garoto como esse.
14.5.13
Mais Vinicius a caminho da FestiPoa
Preparando o recital que vou fazer na 6a FestiPoa Literária, em Porto Alegre, dia 19 de maio, fiz uma seleção de poemas bem maior do que vai caber no roteiro oficial. Decidi então ir gravando os que ficaram de fora, poemas que eu adoro, pra ir dando um gostinho do que vai rolar lá.
Admirada #19: "Minha mãe, diz pra Santa Tereza...", de Vinicius de Moraes
Admirada #19: "Minha mãe, diz pra Santa Tereza...", de Vinicius de Moraes
11.5.13
Minha estreia no sítio zoológico
OITO MOTIVOS PARA SORRIR
por Maria Rezende
Um) A Julia Mares, porque é uma garotinha adorável que fala meu nome sem me ver em tardes do meio da semana e é ao mesmo tempo uma pessoa inteira e um pedaço de duas pessoas que eu amo e todo esse amor, o meu por eles, o deles por mim, se derrama sobre a cabecinha dela em gargalhadas e olhos marejados.
Dois) Eu desbravando o vento sobre uma bicicleta. Porque levei trinta e quatro anos pra ganhar roxos na coxa e graxa nas canelas, porque arranquei a etiqueta de mais esse "não" da minha testa, porque ali tenho quatro anos incompletos, e tudo é conquista e a alegria da descoberta.
Três) Dançar axés escolhidos a dedo em manhãs de domingo na sala de casa ou em terças-feiras ensolaradas na areia da praia com o mar lambendo os pés, num canto rebolando descarada, noutro segurando os quadris com a discrição possível. Porque sim.
Quatro) Bebês e gatos. Bebês sempre, gatos agora. Bebês quaisquer, gatos em especial uma fêmea branca que soltava pêlos nas minhas calcinhas e que eu nunca mais vi e provavelmente nunca mais verei mas pra quem eu sorrio em pensamentos e fotos. Gatos e bebês. Bebês brancos, bebês pretos, encasacados, de olhos puxados, bebês de sunga, bebês trigêmeos, bebês primos e bebês distantes, em carrinhos ou no colo, mais ao vivo que na tv, mamando, dormindo, fazendo a careta do cocô, abrindo os olhos em câmera lenta, sorrindo sem querer. Porque eu tenho útero e ele fala.
Cinco) Dias de sol e céu azul sem suor escorrendo atrás dos joelhos, porque a vida é uma sacana maravilhosa e eu não resisto quando ela bota biquíni de lacinho e desfila gostosa assim na minha frente.
Seis) Um bom poema. Pode ser triste, lírico, pesado, rimado ou não, irônico ou delicado. Quase sempre em português, quase nunca em tradução. Quando ele é meu e acaba de cair no mundo - caneta afora, afeto adentro - o olho brilha junto com a boca. Porque o encanto da poesia não gasta jamais.
Sete) Acordar apaixonada. Estar apaixonada a qualquer hora, mas as manhãs vêm com uma safra especial de sorrisos pro meu rosto. Porque acordar com um homem amado dormindo ao lado é voyerismo sem binóculos, porque é ver o amor começar outra e outra vez, porque o rasgo de sol que invade o quarto ilumina o sentimento, porque quando é ele que acorda primeiro o amor dele me desperta como um vento leve, porque tudo que é bom fica ainda melhor de manhã.
Oito) A infância em recortes da memória. Porque ela foi foda. Porque ela ainda é, porque eu sou aquela menina com mais peito, com mais pernas, com mais roxos por dentro e por fora, com menos dentes moles, com o coração mais duro mas cheia da mesma alegria, da mesma esperança, da mesma capacidade boba de achar a vida boa e sorrir com muito mais que oito coisas.
Maria Rezende é poeta e montadora de cinema, publicou os livros "substantivo feminino" (ibis libris) e "Bendita Palavra" (7Letras).
Quer ler o bixo todinho?
Todas as colunas e colaborações?
Passa lá no nosso sítio-zoológico:
www.ornitorrinco.net.br
10.5.13
7.5.13
O cinema safari da Lu
Lá no nosso sítio tem nossos textos, de nós colunistas de sempre, e também colaborações de gente muito bacana. Hoje tem uma especial da querida Luana Carvalho, escritora, compositora, cantora, e também uma bela dizedora de poesia, que eu sei.
Luana existe muito. E brilha. E toca a gente. Me toca demais. Sou grata.
Seu Cinema Safari, aqui.
5.5.13
Alegria domingueira
Acordei e pulei no jornal pra ver como tinha ficado a matéria sobre o ORNITORRINCO
na Revista do Globo. Tão legal ver nosso trabalho de formiguinha,
especialmente o do Gabriel Pardal, inventor e manivela de funcionamento da coisa
toda, sendo reconhecido e espalhado assim! Orgulho&alegria de ser
bixo com esse pessoal! Agradeço até o fim dos tempos a ele pelo convite e
pela alegria cotidiana de ser parte de um grupo, mesmo que a gente
pouco se veja ao vivo, porque estarmos juntos nessa canoa é especial.
A matéria no jornal vem num momento bacanudo em que paramos as edições quinzenais enviadas por email só pra assinantes - depois de chegar ao #50! - e viramos sítio, gentes, passem lá: www.ornitorrinco.net.br. Além disso, daqui a dois domingos, dia 19 de maio, estaremos quase todos em Porto Alegre, encerrando a querida e amada Festipoa Literária com a segunda edição do República Ornitorrinco, espécie de sala de redação com os colunistas conversando ao vivo, e a cereja do bolo: lançando nosso livro! Sim, o Ornitorrinco virou livro com as dez edições mais legais escolhidas pelo super editor Pardalino, e o lançamento intergaláctico é em POA. E na véspera, no sábado dia 18 às 22h, ainda tem recital meu dizendo poemas do Vinícius no Meme Santos de Casa Estação Cultural. Eita vidinha boa...
15.4.13
Dizendo Vinícius ou A caminho da Festipoa
Isso é Vinícius de Moraes.
Isso também.
Isso e isso e mais um tanto na minha boca e mãos e olhos num palco de Porto Alegre numa noite de sábado de maio. Um recital todinho dele, meu primeiro poeta, o denso, o lírico, o leve, o louco, o intenso, o apaixonado, o político Vinícius.
Quando eu li sua biografia disse pro meu pai que se ele tivesse me conhecido teria se apaixonado, e eu seria sua oitava mulher. "Deus te livre!" foi a resposta. É, eu digo hoje. E fico com os poemas, tatuagem eterna sob a pele.
Tudo sobre a Festipoa aqui ó.
6.3.13
Indo
Do Gabriel Pardal, esse menino maravilha que escreve e agita e edita e nos sacode e agora pinta e borda também.
4.3.13
Al mare
Eu tenho esse blog desde maio de 2004. Tive que colar do arquivo ali na esquerda pra saber certinho, mas tinha certeza de que esse era o ano, porque foi quando eu fui morar sozinha pela primeira vez, e me lembro bem de escrever posts no desktop PC que ficava na sala de tv do meu apê de Botafogo, minha primeira casa só minha, palco de delícias inesquecíveis na minha vida. Ali era tudo novidade e susto e descoberta, na vida, na casinha, aqui.
Nove anos se passaram. Nove. Impressiona contar o tempo. Impressiona também contar o movimento aqui, de novo colando ali da esquerda. Em 2004 foram só 27 posts. A coisa foi animando, em 2009 já eram 66, em 2010 foram só 35, e em 2011, caramba, foram mais de cem. A vida se mexe e com ela meus movimentos aqui. Separação, reinvenção da solidão: blog agitado. Novo amor e sua deliciosa bolha: blog parado. Nos últimos tempos ando bem presente, e é por isso que quando me dei conta de que vou viajar durante um mês a trabalho num esquema meio desconectado, deu vontade de passar aqui e avisar: vou ali mas volto já, cheia de novidades, reinaugurando olhares, tendo pisado terras desconhecidas dentro e fora de mim.
Nesse meio tempo, não desanimem, não desistam não, que eu gosto bem dessa sala de estar aqui e apareço assim que puder... Beijo, até a volta, Maria
3.3.13
O bicho e a amizade
Essa edição foi do Ramones. Sobre amizade. Ele é meu amigo, o Ramones. Muito antes de sermos colegas do bicho. A nossa amizade começou num dia em que ele foi me entrevistar prum blog sensacional só com novos escritores que ele inventou e realizava lindamente, e rolou aquele clima de intimidade logo de cara, e a conversa nunca que queria acabar, e uns dias depois estávamos jantando juntos, e aí foram festas, tardes, almoços, conversas, risadas, aniversários, uma amizade muito da gostosa e que eu adoro. E aí o moço inventa o tema pro zine "Amizade", e eu perco a hora. O Ornitorrinco ficou lindo, emoções e exposição na medida, e se ainda desse tempo eu ia escrever bem assim:
O Pedro. A Fê. O Edu. A Camilove. Paulete. Juba. Ramones. Marcildo, a Chueka, Caroles, Anauê. Jojô, Letrúcia, Pardalino, Keli, Aninha, Fabi, Vinha, Dona Dani, Primo Kuzkão, meu irmão, a Andrea da pré-escola, a Cella em Andrelândia, a Sol, a Rê, o Pim, o Lucas um dia, o Tonho até ele morrer. A Carol, a Nana, a Beta, Ciça, Lu, Laurinha, a Alice, a Lelê, você.
Pra ler o bicho todinho, e todas as edições antigas passa aqui ó.
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