28.11.12

Um presente do Recife

Acho que foi assim desde que pisei em solo pernambucano pela primeira vez. Alguma coisa se encaixou entre meus pés e a cidade, Recife se abriu em abraços, sons, cheiros, e tantos, tantos gostos! Gosto do jeito da cidade, do sotaque dos pernambucanos, generoso, musical, as frases começando por "então". E a alegria. E a profundeza. Recife se abriu e me deu caminhadas em Boa Viagem, a beleza de tirar o fôlego da Oficina do Brennand, as igrejas com vista pro mar de Olinda, os papos com Mariana, o artesanato, a cachaça nas ruas antigas, me deu Luna Vitrolira (chegada em Porto Alegre, onde éramos ambas estrangeiras e o afeto se fez instantâneo), Adrienne Myrtes e seu forte e delicado "Eis o mundo de fora" (sobre o qual eu escrevi aqui).

E um dia Recife me deu voz. Me deu um palco, me deu platéia. Marcelino Freire, o pernambucano que mais agita a literatura de Norte a Sul, inventor da Balada Literária de Sampa, foi quem me espalhou pro pessoal de lá. Daí Cida Pedrosa, Rita Marize e o pessoal do Sesc Santa Rita me pegaram pela mão e me fizeram dizer poemas com sotaque mais uma vez, prazer que eu só tinha tido em Porto Alegre. Poa virou meu sul, Recife é meu Nordeste particular.

Foi lá que eu conheci o Nagib, que me ouviu, comprou meus livros, me escreveu, virou amigo, e agora me presenteia com essa resenha linda sobre o meu trabalho, publicada no Jornal do Comércio de lá. Escrever é bom, ser lida é uma delícia, dizer meus poemas é um prazer imenso, e ler sobre mim é das surpresas mais gostosas que essa vida me traz. Obrigada, Nagib, pelo presente.


22.11.12

Pau Mole com sotaque português!


Geovana Pires, minha querida amiga e sócia da Elisa Lucinda na Casa Poema, volta de Lisboa e me manda esse presente: oficina de poesia falada que elas deram lá rendeu no meu querido Pau Mole com sotaque português! A moça - que além de tudo é filósofa, vê se pode? - hesita, se embola, pede cola, sorri, se diverte, inventa, transforma, e eu adorei!


21.11.12

12.11.12

Maria Rezende campeão!

Ter um time de futebol com o seu nome não é coisa corriqueira. O Berlusconi é dono de um time mas não teve a ousadia de mandar trocar o nome. E eu, que não ligo nadinha pra coisa ganhei esse inusitado de presente. De onde é que veio o nome do time, gente? Quem era essa Maria Rezende?

E agora de repente o Google Alert, esse rapaz sagaz e bem informado, me avisa que fomos campeões da Super Copa Uberlândia de Futebol. Fui ver o vídeo pronta pra tirar um sarro mas poxa, sabe que fiquei tocada? Um time de futebol do interior, uns mineiros com cara de gente boa, umas crianças fofas, uma música brega, e meu nome lá misturado naquilo. Achei bonito.

Parabéns, rapazes! Essa Maria Rezende aqui agradece a imprevista homenagem e deseja sorte na temporada 2013!