30.12.08

No Estadão!

Enquanto não arrumo tempo pra escanear as matérias do JB, aí vai uma resenha ótima que saiu no Estadão dia 20, e sobre a qual eu só soube agora!

As cores estão meio bizarras mas o texto tá valendo! Troquei minha imagem com cores bizarras pela que a Manu Cesar e o Rafael Sé, meus queridos e incansáveis asssesores de imprensa, me mandaram ontem! Pra ler é só clicar na imagem.









29.12.08

No rádio, pra ouvir



Então que foi delicioso gravar o Geléia Moderna, e com as maravilhas dos tempos modernos, agora o programa fica disponível pra sempre nessa coisa que eu nunca entendi direito o que era chamada podcast. Pois agora entendi, e adorei! Foi um papo ótimo, várias músicas do cd novo do Rodrigo tocadas, poemas do cd e ditos na hora, com direito a papo sobre eles e sobre a vida toda, além de uma seleção musical de primeira!

Quem tiver duas horas livres, eu recomendo! E nas primeiras que tiver vou até escutar o programa, que lá na hora a gente batia papo na hora das músicas e acabava perdendo várias!


27.12.08

no rádio, hoje



Roquette-Pinto - 94,1 FM - sábados - 17 às 19h



música + papo + informação




No programa de hoje teremos as participações de:


Maria Rezende falando de "Bendita Palavra", seu segundo livro

&

Rodrigo Bittencourt que está lançando "Mordida", seu mais recente álbum



Apresentação e Produção:


DJsBrant & Jorge Lz



Auxílio luxuoso na comunicação:


Srta. A



http://www.radioroquettepinto.rj.gov.br/



e durante a semana você pode ouvir e baixar o último programa no nosso podcast:



http://www.geleiamoderna.podomatic.com/





23.12.08

Nas livrarias

Muita gente tem me perguntado onde pode encontrar o livro e o cd pra comprar, então vou explicar: o livro foi editado pela 7Letras, custa 25 reais, e está distribuído em algumas livrarias do Rio (e espero que de outras cidades também...).

Já o disco é independente, custa só 5 reais e por enquanto está à venda só comigo, através do blog e por email. Em breve espero que ele esteja também em algumas livrarias e lojas - onde eu vou ter a pachorra de tentar deixar à venda.

Também só na minha mão estão à venda os kits lindinhos de livro + disco, na super bacana e inédita embalagem pra presente.

Aí vai a lista das livrarias pra onde a 7Letras me disse que o livro foi. Sofri de não ver os nomes da Travessa e da Argumento, lugares bacanas pra quem curte livraria na Zona Sul, e vou correr atrás de que o livro vá pra lá, torçam aí! Por outro lado, já soube que ele está na Timbre, no Shopping da Gávea, então pode estar também em outras livrarias que eu não sei, portanto se descobrirem me avisem!


Arlequim
Praça XV de Novembro, 48 Parte 01
Centro (21) 2220-8471

Arteplex
Praia de Botafogo,316 Térreo LJ. D/E
Botafogo (21) 2559-8776

Bolívar Cultural
R. Bolívar, 42 Loja A
Copacabana (21) 3208-3600

Daconde Livraria (na Galeria dos teatros)
R. Conde de Bernardote, 26 Loja 125 Parte
Leblon (21) 2274-0359

Dona Laura (na Casa de Cultura Laura Alvim)
Av. Vieira Souto, 176
Ipanema (21) 2522-8362

Eldorado
Rua Miguel Fernandes 159
Méier (21) 2218-4969

Empório do Livro
R.João Rudge, 366
Casa Verde São Paulo-SP (11) 3856-0563

Entretexto Livraria
R. das Laranjeiras, 363 Lj. B
Laranjeiras (21) 3502-9440

Moviola
R. das Laranjeiras, 280 Loja C
Laranjeiras (21) 2285-8339

Prefácio (pertinho do Estação Botafogo)
Rua Voluntários da Patria 39
Botafogo (21) 2527-5699

17.12.08

Notícias do lançamento



Foi uma noite suspensa no ar.


Foi uma noite imensa cabendo inteira nesse pequeno palco: uma cadeira, a mesinha lá de casa que a mamãe trouxe de Buenos Aires coberta pelos panos do Rodrigo, as flores que eu ganhei da Elisa e da equipe da Casa Poema, esse abajur lindo iluminando as dedicatórias. Em cima da mesa um copo de red bull, duas canetas, o celular desligado e um bolo de papéis verdes os nomes das pessoas, que eu guardei pra depois saber quem passou por lá.




O lá em questão é a Casa Poema, que é mesmo o que o nome diz: um poema em forma de casa, uma casa toda feita de versos: versos em forma de flores de tecido recortadas uma a uma e coladas na parede, versos em forma de recortes de poemas espalhados por todo lado, um teatro em forma de verso, o Teatro Possível, que ganhou esse nome por ser pequeninho e ser, hoje, o teatro que a casa podia ter.

Foi lá que eu montei meu cantinho, foi lá que falei os poemas do Bendita Palavra e passei a noite recebendo as pessoas e dedicando, dedicando mais do que eu sabia que era possível dedicar!



E como passou gente, que loucura! Teve os amigos mais queridos, teve amigos novos e herdados que eu não esperava. Teve o Rodrigo e a nossa história de amor sendo contada em palavras e olhares. Teve a mamãe com bursite e meu irmão exausto direto do trabalho e minha irmã vinda de surpresa de Campinas me fazendo chorar na beira de um poema. Teve gente que me conhece daqui do blog, imagina, e saiu de casa numa 2a feira com cara de chuva pra ir lá me conhecer ao vivo (adorei, viu, Letícia?). E teve ainda gente que me viu num evento no CCBB semana passada e também foi, menos de sete dias de intervalo e eles foram lá!




O resultado foi que sentei às 20h pra fazer as dedicatórias e só sai dali às 23h! Não tomei a caipirinha maravilhosa do Seu Osvaldo, não comi os canapés deliciosos da Telma, não fiz nem xixi!


Pra não dizer que não levantei, fiquei em pé duas vezes, pra dizer os poemas e agradecer a quem merecia agradecimentos - momento tenso porque tenho certeza de que devo ter esquecido alguém, e sei que deitada pra dormir qualquer dia desses vou lembrar "caramba! fulano", mas é inevitável, e não sou organizada o suficiente pra listinhas e etc. Nem planejei os poemas que ia dizer, foi tudo no calor do momento, e espero que tenha sido tão gostoso pra quem estava lá como foi pra mim.





Então muito, muito obrigada a todo mundo que foi, vocês me fizeram a mulher sentada mais feliz do planeta, e eu espero que o Bendita Palavra retribua essa felicidade toda!

14.12.08

Lançamento!


Queridos,

então finalmente é amanhã o lançamento do Bendita Palavra, versão livro e disco!

Escrevo pra convidar e pra avisar de uma mudança: o estacionamento rotativo que eu indico no convite teve a genial idéia de fechar semana passada, então a nova dica pra quem vai de carro é outro estacionamento rotativo na própria Rua Paulino Fernandes, do lado direito, entre a Rua General Polidoro e a Rua Mena Barreto.

Fora isso tudo confirmado: a Casa Poema está linda de morrer, e vai ter poesia falada, amigos queridos, caipirinhas deliciosas, comidinhas gostosas - e com direito a toldo na varanda, que a previsão do tempo está cabeluda!

Espero vocês lá!

Um beijo grande e até amanhã, Maria

11.12.08

eu & madonna, madonna & eu


Ao melhor estilo marido traído, acabo de descobrir que o dia do meu lançamento, 15 de dezembro, é também o dia do segundo show da Madonna no Rio. Confesso que foi um choque. Mas apesar de alguns emails com texto "que pena, vou na Madonna", resolvi confiar que a maioria dos meus amigos:


a) não é tão fã a ponto de pagar um ingresso tão caro

b) não iria nem de graça ver a Madonna no Maraca

c) é tão fã que comprou pro primeiro dia logo que começaram as vendas


Aí relaxei, e fiquei certa de que vai ser lindo, cheio de gente querida, etc e tal. Pra quem não se enquadra nos ítens acima e vai mesmo ver a Madonna ao invés de ir ao meu bombástico lançamento, aviso que sábado, dia 13, vou dar uma canja pré-lançamentísitica na Ocupação que tá rolando na Copacabana Filmes, aqui pertinho de casa, na Gávea.


Tem roupitas bacanérrimas de marcas como A Colecionadora e A Margarida, lingeries lindas da Objet du Désir, objetos, livros, discos - entre eles o meu Bendita Palavra. E sábado às 18h tem eventinho com falação, leitura e música, lançando também o livro A nossos pés, da editora Dantes.


Ótimo programa pré-natalino!


5.12.08

Lançamento do Mordida


Semana que vem Rodrigo lança finalmente seu segundo disco, Mordida. O disco tá lindo, foda mesmo, música boa pra dedéu com um acabamento de primeira, produção do Nilo Romero e músicos sensacionais vestindo as composições dele com o peso e a delicadeza que cada uma pediu.

O lançamento vai ser quarta-feira, dia 10, na Cinemathèque, com participações super especiais da Letícia Spiller, Elisa Lucinda, Thaís Gullin e Nilo Romero.
A banda é incrível e é composta pelo Shilon na guitarra e voz, o Rafael Rapreto na bateria, a Eliza Schinner no baixo e o Marcelo Câmera na percussão, violão e voz. A direção é do Marcio Debellian e a produção da Bia Lopes.
Não percam, que a noite vai ser demais!

4.12.08

1a resenha!

Adorei, a resenha em si e o fato de ser resenhada, coisa que não rolou com o substantivo feminino. Muito boa a sensação de ser lida e saber as impressões que o livro causou em uma pessoa que eu nem conheço!

Leiam aqui.

2.12.08

Do talento de ser aplaudida

Eu tenho quase nenhum. É como uma vergonha atávica de fazer sucesso, ou melhor, como se fosse recomendável ter vergonha do sucesso, então na hora dos aplausos se olha para os lados, se abaixa no chão pra pegar um papel, qualquer coisa menos encarar a aprovação do público, aceitar que é sim um prazer agradar à audiência, e que é esse gostinho quase inebriante que faz a gente seguir apesar de tudo que é difícil nessa invenção de ser poeta.

Esse vídeo aí embaixo é uma prova irrefutável dessa falta de talento. Foi gravado lá no Te vejo na Laura, e eu digo o poema do Risco, que abre o livro novo e que me salva sempre que as dúvidas começam a atiçar a cabeça. Muito bom isso de ser salvo pelo que se escreve, Bukowski fala disso num poema incrível que outra hora eu posto aqui. Mas na verdade a vida anda bem boa, e o risco tem valido a pena!




24.11.08

a mil por hora

Agora é oficial: faltam exatamente 21 dias pro lançamento do Bendita Palavra, o livro já chegou da gráfica e eu passo o dia olhando pra ele como mãe com filho recém-nascido, bem quietinha pra não acordar o bichinho. O cd - que na verdade é smd, uma mídia nova anti-pirataria, super da bacana - deve chegar da fábrica lá pro dia 9, e com sorte no dia 15 tudo vai estar no esquema pra noite de lançamento.

Esquentando os tamborins, tô finalmente colocando na minha página do Youtube vídeos legais falando alguns dos meus poemas - um vexame demorar tanto, sendo montadora, passando o dia todo na ilha de edição, mas casa de ferreiro já viu, né?

E ao mesmo tempo criei um perfil lá no Myspace, e lá tem algumas faixas do cd novo em primeira mão. Confesso que tô penando pra conseguir mexer na minha página lá, então por enquanto tem faixas do disco e fotos, mas nenhum texto porque eu simplesmente não consigo postar nada naquela coisa! Aliás, aceito dicas!

Bom, como vocês podem ver eu estou a mil, trocando dúzias de emails com os meus bacanérrimos assessores de imprensa Manoela Cesar e Rafael Sé, agitando as coisas com a 7Letras, então fiquem ligados que agora vai ter muita notícia!

19.11.08

última partida dos 29

Pode admitir: você ficou intrigado com o título! Ele despertou a sua atenção, te deixou curioso, te deu vontade de ler o que estava embaixo. Nada disso devia ser surpreendente, já que é justo pra isso que existem os títulos. A novidade é que eu nunca fui boa de título, e nos poemas continuo não sabendo colocar - a Elisa está me devendo essa aula, ela que é craque no assunto.

Mas eu tô enrolando, e não posso demorar porque afinal faltam só 90 minutos pra eu sair dos 29 pra nunca mais voltar. 86, agora. São 22h34 do dia 19, e daqui a pouco eu, Maria, faço aniversário. Já falei sobre o medinho que esses fatídicos 30 estavam me causando, mas agora tudo mudou. Porque desde segunda-feira estou vivendo coisas tão sensacionais, que só posso entender que são os 30 anunciando suas delícias, fazendo sua propaganda, e eu acreditei, comprei o produto e tô recebendo o bichinho de braços abertos.

Primeiro foi o lançamento do livro novo do Eduardo Galeano, Espelhos, que eu li primeiro ainda em espanhol em presente perfeito da minha mãe na volta de Buenos Aires. A minha amiga querida Regina Zappa me ligou no domingo com a notícia de que na segunda ele ia lançar o livro na PUC, com direito a uma leitura. E lá fomos nós sentar na primeira fila e beber as palavras dele, que além de escrever com a precisão e a delicadeza e a ironia que me deixam louca lê como quem conta histórias, e conta histórias como quem nunca fez outra coisa na vida, o que me lembra imediatamente de um continho do precioso Livros dos Abraços:

"Esse homem, ou mulher, está grávido de muita gente. Gente que sai por seus poros. Assim mostram, em figuras de barro, os índios do Novo México: o narrador, o que conta a memória, coletiva, está todo brotado de pessoinhas." (Eduardo Galeano)

Pois ele leu, e contou, e falou, e riu. E eu só ouvi com um sorriso bobo na cara, desacreditando o privilégio. Quando acabou esperamos acabar a filona de autógrafos pra ir pegar o nosso, e eu nem acredito em autógrafo, queria só uma desculpa pra falar com ele, me apresentar, dizer que mandei meu livro pro Café Brasileiro em nome da garçonete de lá quando estive no Uruguay, e que ele me mandou um livro dedicado de volta, e ele quase me mata quando quis ter certeza de ter respondido, e me disse que não responde sempre, mas que gostou muito mesmo do livro, e colocou o email dele na nova dedicatória, "pra gente não perder o contato", ele disse, e eu só "hum hum", e sorria.

Já era mais do que precisava, mas teve mais. Ele ia comer pizza com o Eric Nepomuceno, seu tradutor e grande amigo, e não por acaso amigo também da Regina, e lá fui eu de carona! Passei a noite ali, meio quieta, ouvindo os papos desse cara que eu admiro mais do que posso explicar, ouvindo ele contar casos do Perón e falar de como são as mulheres e rir e comer tomates secos e beber chopp e não vinho, quem diria. Cheguei em casa às 2h da manhã, quase levitando, e continuo meio assim até agora.

Pois na terça, acordando desse sonho, o telefonema: "oi Maria, é Valeska, da 7Letras, seu livro chegou". MEU LIVRO CHEGOU! Me vesti bem bonita pra causar nele uma boa primeira impressão e lá fui conhecer minha obra. Uma loucura, porque eu não tinha visto nenhuma prova impressa, uma confusão de viagens e enganos, e quando a porta da editora abriu eu vi aquela pilha de pacotinhos pardos com uns livros por cima e juro, meu coração bateu diferente nos cinco passos que dei pra pegar um na mão. Ele é lindo, pequenininho como um filhote, macio e quente, caloroso, e desde então não canso de olhar pra ele, de pegar nele, ando com um na bolsa e fico tocando nele no trânsito, trabalho olhando pra cara dele ali em cima da mesa...

Mal posso esperar pra espalhar ele pelo mundo! O lançamento vai ser dia 15 de dezembro na Casa Poema, isso quem é atento já viu ali no canto esquerdo. Em breve eu vou mandar convites e dar todas as informações, mas por enquanto não dá pra ser lógica e organizada, só dá pra ser emocional e caótica, e terminar esse texto dos quase 30 como ele começou, dando voltas e voltas pra dizer que continua sendo sensacional ser eu e fazer aniversário, e que nenhuma olheira, veia azul ou cabelo branco vão atrapalhar a minha alegria - ainda mais agora que eu tô auto-didata na categoria "títulos", e só pode ser a idade! Viva a idade!

10.11.08

bônus

Nesse meu trabalho de formiguinha pra espalhar minha poesia por aí, eu já contei e conto com muitos parceiros bacanas: o Rodrigo Sha, primeiro cara a me chamar pra dizer meus poemas no meio dos seus shows; Chacal e Guilherme Zarvos, que me viram no palco aberto do CEP 20.000 e me convidaram pra me apresentar lá muitas vezes; a Elisa Lucinda, que colocou meu livro no repertório da sua escola, entre tantos poetas que eu admiro, além de mil leitores incríveis que me republicam nos seus blogs, falam de mim pros amigos, me lêem em festas e noites íntimas nas suas casas.

Mas nunca tive uma aliada tão forte quanto a Ana Carolina. A mulher é uma máquina de espalhar informação: seu público é tão fiel e apaixonado, que tudo que ela indica ganha rapidinho a atenção de muita gente. E desde que ela, generosa e despretensiosamente, leu um poema meu num programa de tv, ganhei muitos leitores e vendi muitos livros.

Isso foi em 2005, e agora meu amigo Fernando (que acabo de saber que não é o Maatz! Que Fernando é esse, gente?! Apresente-se, menino!) achou o vídeo no Youtube e eu acabei de rever, tanto tempo depois, e não resisti: tive que colocar ele aqui! Principalmente agora, quando preparo o lançamento do livro e do cd novos, que tem a Ana como convidada especial lendo esse poema numa das faixas-bônus!


29.10.08

do cinema


Amanhã vou pra Juiz de Fora, cidade que quase foi o túmulo do meu amor - e por isso vou sozinha, pra não arriscar. É uma viagem meio espremida no meio de mil trabalhos e funções aqui no Rio, mas é por uma boa causa: está em competição lá o Elke, curta da Julia Rezende, minha irmã, montado por mim. O filme estreou no Festival do Rio do ano passado e tem tido uma carreira incrível em festivais pelo Brasil afora. Como a diretora está em São Paulo trabalhando, a montadora aqui vai de representante oficial.

Nem sei se vai ter apresentação antes da sessão, nem se eu vou ter a chance de dizer isso lá, mas fiquei pensando como seria ótimo a Julia estar lá nesse específico festival, porque de alguma forma Juiz de Fora está na origem desse filme. Foi lá que em 2006 foi filmado o longa-metragem Zuzu Angel, do qual a Julia era assistente de direção, e a Elke atriz convidada. Na verdade era uma participação muito da especial, porque nos anos 60 a Elke tinha sido modelo e amiga da Zuzu, e sua participação no filme era como cantora de boate numa cena com Zuzu e Elke (Patrícia Pillar e Luana Piovani). Era ela contracenando com ela mesma, e foi uma noite emocionante e especial, a voz dela cantando uma canção de guerra alemã ecoando pela noite de JF.

Pra mim, essa foi a noite que quase enterrou meu amor. Pra Julia, foi a noite que consolidou a vontade de fazer um filme sobre a Elke, sobre a mulher por trás e acima dos estereótipos, não a Elke maravilha, simplesmente a Elke, a filha de pai russo com mãe alemã que veio viver em Minas e virou a mais brasileira das brasileiras, mesmo tendo virado apátrida por conta dos desmandos da ditadura.
O filme nasceu desse encantamento, e a meu ver cumpre lindamente com o que propõe: não quer explicar nada, não narra acontecimentos, não estimula fantasias. É um retrato da Elke por ela mesma, um espelho em forma de filme, é a estréia da minha irmã na direção e um filme do qual eu me orgulho no meu currículo ainda curto de montadora.

Por tudo isso, apesar do medinho de voltar à cidade, apesar das mil coisas que eu teria que fazer no Rio amanhã, viajo feliz pra Juiz de Fora. Mas volto logo, que eu não sou boba nem nada.

23.10.08

do arquivo 2

você me deu a palavra tosco
eu te dei a palavra atarantada

você me deu tom zé
eu te dei o galeano

você me trouxe mais loucura
eu te mostrei praticidades

você me faz bater palmas
eu te faço saltitar pela casa

você é letra e música
eu sou só palavra

eu te alimento
você me come

a gente junto inventa o mundo
e se diverte
e anda por aí

a gente junto é melhor que sozinho
ainda é cada um mas cada um ganha mais brilho

adoro esse encontro
adoro a permanência
o desenho dos dias com você

adoro conviver
com você, viver

do arquivo, mas atualíssimo

não é grude nem invasão:
é que tem hora que o corpo pede a outra pele
o nariz fica doido pelo cheiro de um certo lado do pescoço
e a idéia da cama, confesso, fica grande demais prum ser só
(ainda que não solitário)

é demais morrer de saudade?
querer você perto?

se for ando excessiva, pronto, assumo
e assumindo repito e reitero:
te amo de todo jeito, e você nunca sai de dentro
mas nessa noite preferia estar também do lado
sentir seus pés nos meus na madrugada
e te ver respirar de manhã como se fosse pouco
como se fosse normal esse amor todo
como se não fosse pra comemorar

(eu comemoro)

22.10.08

30

Nunca pensei que fosse acontecer comigo.

Já disse em poema que a idade me acolhe, não me assusta, e continua sendo verdade, mas o corpo não sente o mesmo. Subitamente a decadência mostra suas garras - ok, são unhas ainda curtas, mas com potencial de garras afiadas de animal selvagem. E de repente há assuntos de fios e manchas brancas, de veias azuis, olheiras roxas, e há medidas e providências e consolos e conformações.

Queria ser mãe de cabelos pretos e vou ser mãe com fios e manchas brancas, veias azuis e olheiras roxas. E nem é agora ainda.

Os 30 disfarçam dali, mas mostram suas garras. E eu disfarço daqui, mas morro de medo.

17.10.08

o maatz, de novo na veia

Vou ficar em silêncio

porque se fosse simples

eu apenas reclamava.
(É o Maatz, bicho, ele é foda.)

15.10.08

diário de lançamento - parte 1

Agora então o lançamento do livro e do cd tomou minha vida quase por inteiro. Foi tanta demora, tantos meses andando devagar que de repente ou eu corro ou tudo fica, de novo, pro ano que vem - e pra esse eterno ano que vem que se repete já me basta o projeto "filhos".

Agora então eu corro com os detalhes finais do livro, corro com a gravação que falta pro cd, corro com burocracias da prensagem, com marcar lugar e data do lançamento, corrro corro corro. E seria bom ter calma, mas tudo bem, correr pode ser bom também.

No momento estamos assim: livro revisado, diagramado e aprovado, capa na fase de aprovação final, assessora de imprensa contratada, lançamento praticamente marcado, gravação do cd atrasada e enrolada - mas faço ommmm e espero porque as participações especiais merecem a espera, e foi meu atraso que fez tudo ficar tão em cima da hora.

Tá sendo um processo bom, trabalhoso e gostoso e bom, e mal posso esperar pra compartilhar o resultado dele com todo mundo daqui a pouquinho!

8.10.08

não acredito

Tô arrasada. Acabo de ver que o contador exibido do blog marca 11.118 visitas. Olhei aquele monte de palitinhos ali do lado e pensei: porra, eu deixei passar o 11.111! Não acredito. Tô sofrendo um pouco por essa bobagem - mas não é quase sempre por elas que a gente sofre?

Eu juro que vou ficar mais atenta daqui pra frente, e o 111.111 eu não perco de jeito nenhum. Quer dizer, se eu estiver viva e meus olhos ainda funcionarem até lá.

2.10.08

Na real

Tudo custa o dobro do que parece a princípio.

O prato no restaurante custa R$40? A conta vai ser R$80. O vestido custa R$250? Com sapato e bolsa sai por R$500. O taxi é só 20 pratas? Pra ir e voltar, R$40. O aluguel da sala pra trabalhar é R$400? Bota luz, telefone, internet, limpeza, almoço na rua e a verdade aparece: R$800 pra ter seu espaço.

Pois o livro é assim. Custava um tanto, e agora com cd, capa linda e festa bacana de lançamento, já tá quase chegando em dois tantos. Tá quase chegando, mas até lançar ele chega lá, nos dois tantos.

Porque tudo custa o dobro do que parece. Ou quase tudo. Ou quase o dobro.

21.9.08

Espelhos: Galeano inédito

Eu sou viciada em palavra. Mais ainda em palavra escrita, e ainda mais um tanto em livro. Dentro do vício tem espaço pra mais alta literatura e a mais reles bobagem: sendo letra no papel, quase tudo me interessa.

Mas tem aquelas palavras que interessam mais. E tem aquela gente que sabe o que faz com as suas, e me pega pela mão e não larga mais. Eduardo Galeano é desses, e quem costuma andar por aqui já sabe disso. A novidade é que depois de já ter lido virtualmente tudo o que ele escreveu, semana passada ganhei da minha mãe em primeiríssima mão, na versão original em espanhol, o livro novo dele, "Espelhos". Achei que era uma coletânea, tão improvável me pareceu essa alegria: Galeano inédito? Será possível?

Pois era. Está sendo. O fim-de-semana chuvoso foi perfeito pra começar essa leitura, e passei a noite de sábado bebendo da fonte profunda dele, me molhando toda nessa água. Dá vontade de traduzir tudo, de postar tudo, de gritar Galeano aos quatro cantos, mas como a voz não dá pra tanto espalho ele aqui, nesse canto, pra vocês.

Escrever sim

"Ganesha é barrigudo, pelo muito que gosta de caramelos, e tem orelhas e tromba de elefante. Mas escreve com mãos de gente.

É o mestre das iniciações, o que ajuda as pessoas a começarem suas obras. Sem ele, nada na Índia teria começo. Na arte da escrita, e em tudo mais, o começo é o mais importante. Qualquer princípio é um grandioso momento da vida, ensina Ganesha, e as primeiras palavras de uma carta ou um livro são tão fundadoras quanto os primeiros ladrilhos de uma casa ou um templo."

17.9.08

sedução

Era cedo. Muito cedo pro meu horário. E estava frio, e era na Barra, que sempre me parece longe, mesmo que agora que eu moro na Gávea nem seja mais. Era cedo e frio e longe, mas quando eu entre naquele auditório cheio de carinhas tão jovens, nada disso era mais problema. Porque naquela hora o problema passou a ser como seduzir aquela platéia, no meio do seu dia normal de aula, pra ficar a fim de me ouvir e se deixar gostar de poesia.

Rapidinho parou de ter problema e foi ficando só gostoso e bom. Meninos e meninas de 11, 12, 13 anos, me ouvindo falar poemas entre tapinhas nas cabeças dos colegas da fila da frente, olhos atentos entre cochichos, e um rumor semi-silencioso quando sem querer uma palavra "sexo" escorregou, como quem não quer nada, de um poema.

E eles me encheram de perguntas ótimas, e me fizeram pensar como e porque eu escrevo, e me ajudaram a refletir sobre a importância da poesia, o motivo dela, a inspiração e o trabalho. Depois da super apresentação no auditório eu ainda fui a três salas de aula de 8o ano (a antiga 7a série, se é que eu entendi bem), e falei mais uns poemas, e bati mais uns papos. Do meio de uma fila veio a pergunta mais inusitada: se eu faço mais alguma coisa além de ser poeta, e eu falei de como é difícil ganhar dinheiro com poesia, de como a Elisa é a única que eu conheço que domina essa arte, e de como pra mim funciona bem ter outro trabalho que eu também gosto e poder ser poeta sem pressão.

Pois não é que quando eu já tô indo embora vem a menina da pergunta, de papel na mão, e me pára, toda tímida, pra me dizer que quer ser poeta quando crescer, e que quer ler um poema dela pra mim, que não é o melhor, ela disse, mas é o que ela tem lá na escola. Sentamos num banco e Luiza leu seu "Névoa", uma poeta tão jovem mas já uma poeta, atenta às imagens, fazendo meta-poesia, começando ainda e já escrevendo sobre a sua escrita. Seu poema me lembrou um dos meus primeiros, e quando eu disse pra ela que também gosto de escrever sobre a escrita ela me disse "eu gosto mais ainda de escrever sobre PORQUE escrevo!". Quer dizer, a menina sabe tudo, e promete.

Então Luiza, pra você, aqui vai um poema exatamente sobre o PORQUE da minha escrita - ou alguns dos porquês... E me manda um seu pra eu postar aqui também, e a gente dialogar poeticamente!


Escrevo porque tô viva
escrevo preciso
pra acordar, pra estar despida
porque o mundo não é só isso
que acontece aqui em cima

Escrevo porque não vivo
escrevo porque preciso dessa droga
esse colírio
escrevo pra pôr delírio
em tudo que é preto-e-branco

Escrevo pra estar viva
Escrevo porque aqui minto
as belezas que não tenho
e as coragens que persigo
escrevo porque assim finjo

Escrevo contra as burrices
contra os medos que hoje sinto
escrevo a favor do sonho
escrevo pra estar livre

Escrevo quando consigo

16.9.08

Entrando no clima

Entrando no clima pré-lançamento, vou voltar à ativa, entrar no clima, botar a cara na rua e sair de novo por aí dizendo meus poemas onde tiver palco e microfone, ou simplesmente onde tiver alguém a fim de ouvir.

Outro dia foi na casa da Ana Luiza, e depois na casa da Cláudia, que estava na primeira platéia e gostou da idéia. Um outro dia foi no estúdio da TV Brasil, e através de lá pro Brasil todo. Amanhã vai ser no CEI, colégio na Barra onde dá aula a minha amiga Noa, pra um auditório lotado de adolescentes. E partir do fim de outubro uma sexta-feira por mês eu e Fernanda Rowlands estaremos no super novo Espaço Telezoom, no Leblon, dizendo poemas uma, cantando a outra, e juntas recebendo convidados da novíssima safra de artistas cariocas!

Me aguardem!

na pressão

Reunião na 7Letras: pra lançar o livro no final de novembro precisamos mandá-lo pra gráfica até 10 de outubro. Ok. Absorvida a informação, resta correr com a capa, e agitar as coisas do cd pra ficar pronto ao mesmo tempo.

É, tem cd. Eu não tinha falado dessa parte? Pois tem cd sim, claro, que eu não sou nem boba de desperdiçar a palavra falada! Tem cd, e cd tem que gravar, e tem capa e bolacha pra conceber, e tem que prensar, e tal e coisa, e coisa e tal.

E viva a pressão que gera ação!

11.9.08

enfim a data

Ok, ando precisando escrever, e parar de só citar. Mas é que às vezes a tela branca realmente não desperta nada, não é gênero dos cronistas não. E depois de tempos bissextos por aqui ando gostando de estar mais presente, mesmo que pelas vozes de quem eu gosto mais do que pela minha mesma.

É que a vida tem muita conta de gás, muita recisão de contrato, muito marcineiro que marca às 8h (e fura), muito pedreiro todo sábado, muito telefonema pra net, e é preciso que a poesia mostre suas unhas, me rasgue a pele das costas de raiva por ficar tanto tempo de lado, sempre a última da fila, a prima pobre, é preciso que ela monte em mim feito cavalo de macumba, pra que eu enfim emerja do submundo do dia-a-dia pra cuidar dela como ela merece.

Pois ela mostrou, rasgou, montou, e eu tô emergindo, devagar pra não ter susto, mas senti a porrada, acusei o golpe e aviso: tô de volta. O livro sai em novembro. Não queria dizer pra não ter cobrança mas, porra, eu preciso ser cobrada. Novembro. Bendita Palavra. Podem cobrar. Cobrem. Obrigada.

9.9.08

só lendo

"Não pára não", ela repete. "Já ouvi essas palavras em algum lugar." Na verdade, ela ouviu poucas vezes a palavra "pára" sem um "não" na frente. Ditas por um homem. Ou mesmo por ela. "Sempre achei que 'não pára' era uma palavra só", diz ela.
"E é mesmo. Dança mais."

(Phillip Roth, em "A marca humana")

7.9.08

inútil e delicioso

"Ser poeta não é uma profissão: é como ser viúvo. Um poeta é um poeta, assim como um cavalo é um cavalo. Cavalos têm utilidade. Mas eu, Gregório de Matos e Guerra, viúvo, poeta, brasileiro, não tenho uma utilidade."

(Ana Miranda em "Boca do Inferno")

6.9.08

lendo

"Observo-me a escrever como nunca me observei a pintar, e descubro o que há de fascinante neste acto: na pintura, vem sempre um momento em que o quadro não suporta nem mais uma pincelada (mau ou bom, ela irá torná0lo pior), ao passo que estas linhas podem prolongar-se infinitamente, alinhando parcelas de uma soma que nunca será começada mas que é, nesse Éalinhamento, já trabalho perfeito, já obra definitiva porque conhecida. É sobretudo a ideia do prolongamento infinito que me fascina. Poderei escrever sempre, até ao fim da vida, ao passo que os quadros, fechados em si mesmos, repelem, são eles próprios isolados na sua pele, autoritários, e, também eles, insolentes."

(José Saramago em "Manual de Pintura e Caligrafia")

27.8.08

inédito

sabe quando o cansaço é tão grande que ele desaparece? dizem que acontece com a fome também, mas essa eu nunca experimentei. a do cansaço rolou ontem.

foram 5 dias intensos de trabalho sob pressão, todo o stress que alguém possa suportar, domingo saí do escritório 1h da manhã pensando: acabou, maria, agora é relaxar, mas não. não tinha acabado. claro.

ontem foi de 10h às 5h. não às 17h não, 5h mesmo, do dia seguinte, hoje. sou ruim de contas mas o espanto foi tanto que até me esforcei: 19 horas no trabalho. e quando vi que eram 20h e eu ainda estava lá pensei em maldizer o almoço sem pressa que tinha tido, mas quando deu 1h da manhã e eu ainda estava lá abençoeei-o, porque não ia ser aquela uma hora que ia ter me salvado, mas o relax dela estava na categoria dos talismãs pra suportar a madrugada - além dos docinhos sensacionais que eu tinha comprado no café.

a parte mais espantosa foi que não teve cansaço, nenhum cansaço, nada. não teve cansaço nem o desespero que ele traz, não teve "que injusto o mundo" e nem vontade de ir embora, foi um só fluxo de pensamento que me dizia "termina isso, menina, e amanhã vai ser mais legal".

surpreendente também foi que não teve medo. é que eu trabalho numa casa enorme cheia de corredores e escadas, e ficar lá sozinha depois que todo mundo já foi não é exatamente meu programa preferido. muito menos andar o corredor escuro e silencioso que dá na rua, e abrir a porta sem saber o que há lá fora, e entrar no carro bem rápido pra poder respirar aliviada. pois ontem-hoje não teve medo também, só uma calma enorme, quase uma tranqüilidade de aceitar o inexorável e ir com a maré.

atravessei o corredor escuro com o dia quase clareando, a rua já começando seus barulhos de carros e gente, e vim dirigindo bem devagarzinho pra chegar em casa e tomar um banho, e então finalmente relaxar por umas 3 horas até o homem da Sky chegar com a notícia de que não é possível instalar a antena aqui, e mais um dia começar.

o cansaço? tá quase querendo chegar. e eu vou recebê-lo de braços abertos, e dormir como se não houvesse amanhã, até amanhã me acordar. porque não, não tinha acabado. não acaba nunca. claro.

24.8.08

parceria

Acho que é a coisa mais importante de todas as coisas, incluídas aí cama, café-da-manhã, amor, água quente, um trabalho legal, filhos.

É a rede de proteção contra tudo que é ruim. Você tropeça, cai, mas não se espatifa no chão.

É como rezar e ser atendido. É a temperatura certa.

É o que te faz saber que tudo tu-tu-tu, que tudo nhem-nhem-nhem, e que mesmo quando tudo pá-rá-rá-tin-bum você seguirá resistindo aos furacões e às areias movediças, andando sobre as águas sem molhar as pernas, você existe, você é firme, você é.

Eu sou.

21.8.08

duas coisas

Pois eu fui lá no programa, peguei o carro, cheguei em cima da hora, passei um batonzinho no banheiro mesmo e fiquei feliz de ver que também estavam lá a Geovana Pires, parceira querida da Escola Lucinda de Poesia Viva, divulgando a nova Casa Poema, e o Domingos Guimaraens, poeta do coletivo Os 7 novos e companheiro de puc, de cep e de bares por aí.

De repente parecia seriado de tv americano: "1 minuto!" e vem aquela aflição "meu deus será que eu decorei direito o poema" e a apresentadora pergunta pra Geovana como era mesmo aquele poema do Fernando Pessoa do poeta é um fingidor, e aí "30 segundos" "caramba, vou esquecer no ar, tenho certeza", e ela segue decorando o poema na hora, ensaiando pra câmera, e "10 segundos" "gente, como é que essa menina dá conta de fazer isso todo dia" e aí bum!

A menina levanta, começa a falar numa rapider impressionante, mudando de câmera a cada frase e uma tv grande no fundo do estúdio mostrava tudo que gente do Brasil todo estava vendo em casa, naquele exato instante, como é que pode uma coisa tão instantânea assim? Confesso duas coisas: fiquei boba com a agilidade dela, a Liliane, que apresenta o programa ao vivo todo dia; e fiquei brava com a agilidade do programa que não me deu a chance de dizer um poema no ar, e eu que me afligi tanto com medo de esquecer nem essa oportunidade tive.

Gente, como é que eu vou ganhar alguém sem dizer um verso? Ok, teve o figurino descolado "sou jovem", tiveram observações ligeiras sobre assuntos interessantes, mas sem dizer poesia não dá pra vender livro...

Mais ou menos, descobri hoje, porque logo depois do programa muitas pessoas passaram por aqui, algumas rapidinho outras bem demorado, e afinal de contas é pra isso que a gente sai de casa no meio da tarde e corre pro centro da cidade numa quarta-feira de trabalho: pra ganhar leitores e vender livros. Além de encantar a vovó, é claro.

19.8.08

A poesia anda me caçando. Eu sumida, enrolada, cheia de praticidades, e ela me chega em telefonemas e emails. São pedidos de livros, propostas de recitais e organização de eventos, e agora um convite prum programa de tv. Eu agradeço, porque sei que não ando dando a atenção que ela merece, então fico mesmo muito grata que ela insista, que ela não desista dessa poeta bissexta que eu virei...

Sendo assim amanhã, quarta-feira dia 20 de agosto, eu vou estar no Atitude.com, na TV Brasil (nome novo da TVE, com o qual confesso que ainda não me acostumei). O programa é às 18h, ao vivo, então quem tiver a sorte de estar em casa a essa hora de bobeira, ligue lá!

16.7.08

ô abre alas...

O ano era 2003. Eu tinha 24 anos e escrevia poesia há uns dois anos. Numa manhã ensolarada peguei meu corsinha prata, Rodrigo de co-piloto e guarda-costas, meio nervoso com o caminho e meio mau-humorado com o cedo da hora, mas afinal se não fosse por ele não ia ter nada daquilo... Entre animados e impacientes, rumamos pra Madureira, pra uma gráfica que eu já nem lembro como chamava, um disquete na mão.

Lá era grande, tinha máquinas enormes fazendo livros, os mesmos livros que eu li incessantemente desde que aprendi a juntar as letras, e agora aquelas máquinas iam imprimir o meu livro, que depois alguém ia ler na sua casa, na sua cama, antes de dormir ou nas tardes de domingo. E tinha que escolher o papel que combinava mais com os meus poemas, e decidir se a capa tinha ou não cera - eu decidi que sim, ficava mais brilhante, e escolhi o papel "branco neve", que era mais moderno, me disse o cara que nos guiava lá. Meu livro. Que sensação louca!

E era só começo. Um tempo depois o interfone tocou lá em casa - que era ainda a casa dos meus pais - e quando eu desci uma kombi despejava na calçada pacotes e mais pacotes embalados em papel pardo, cheios do meu livro dentro. Eram mil substantivos femininos em plena rua, e o fim de tarde daquele azul que eu mais gosto emoldurava a minha cara de felicidade abrindo um dos pacotes ali mesmo na calçada, e a emoção de ver a capa vermelha encerada, brilhante, o papel branquinho, moderno, e as minhas palavras ali dentro, a dedicatória pra Elisa que me abriu os caminhos da poesia, meus poemas de estréia morando pra sempre naquelas páginas, meu livro, meu primeiro livro, que loucura, meu deus!

De lá pra cá o vermelhinho me rendeu muitas alegrias: foi vendido no Te vejo na Laura pra quem tinha acabado de me ver ao vivo e queria levar pra casa, foi vendido por internet e correio pra gente que eu nunca vi ao vivo, foi dado pros amigos, pras pessoas queridas, foi dado e enviado pra gente que eu admiro e respeito, como o Manoel de Barros, o Gullar, a Viviane Mosé, a Martha Medeiros. O tempo foi passando e o livro foi ficando cotidiano, perdendo a novidade e virando obviedade na minha vida.

Aí começou a tomar forma o projeto do segundo livro, o Bendita Palavra. Mas como livro de poesia é visto pelas editoras como um não-produto, e como eu não queria mais ser independente, o projeto foi virando os anos sem entrar no papel. No substantivo, eu nem procurei editora. Incitada pelo Rodrigo, que na época era meu namorado novinho em folha, cheio de sonhos e projetos e força pra fazer os dois acontecerem, eu tinha decidido publicar e não estava nem um pouco disposta a fazer concessões pra editoras e nada a fim de levar nãos que iam me desanimar na empreitada. Peguei minha poupança e mandei ver! Só que o tempo passou, eu fui morar sozinha, e aí tinha aluguel e contas pra pagar, além de não ter mais um palco fixo pra vender o meu peixe-palavra.

Demorou esse tempo todo, cinco anos, pra eu ser tomada de novo pelo vírus da decisão. Que se dane a incerteza da vida de freela, que se danem as editoras que não bancam as edições, eu pago pelo meu livro, paguei pra gráfica de Madureira e pago agora pra 7Letras, e finalmente em novembro o meu segundo livro vira livro mesmo!

No meio desse processo todo, o substantivo feminino ficou ainda mais esquecido. No fim do ano passado, como se quisesse provar seu potencial, ele me deu uma alegria rara: estive em Montevideo, e mandei um livro pro Eduardo Galeano, que eu leio e releio e morro de prazer com cada palavra. Pois não é que semanas depois chega um pacotinho com uma letra miúda e dentro um exemplar de Mulheres, coletânea de textos dele que tratam da mulher, e lá na folha de rosto uma dedicatória linda, carinhosa, me dizendo coisas inesquecíveis e que vão morar pra sempre no meu coração de poeta...

Acho que foi a despedida dele pra mim. Porque esses dias fui procurar uns livros pra vender numa noite de poesia falada no Jardim Botânico e a surpresa: só sobraram 30 exemplares! Como assim?! Mas se eram mil! Achava que eles eram inesgotáveis, um manancial infinito de substantivos femininos dentro de portas de armário em Ipanema e Botafogo. Pois não eram, e não são. Nessa noite vendi dez livros, e fechei a tampa, pensei. Preciso ter uns guardados, gente! Vai que o Saramago aparece aqui em casa? Hoje recebi um email da Ana Carolina, lá de Natal, querendo comprar um livro. Ia recusar a proposta, mas Natal, Rio Grande do Norte? Não deve ter nenhum substantivo feminino andando por lá! Irrecusável. Topei a venda. Mas juro que foi a última!

E agora que o Bendita Palavra vai mesmo sair, que ele já tem foto da capa e diagramação, parece que o primogênito quis se retirar em grande estilo e abrir alas pra vinda da nova geração. E apesar da tristeza de pensar em não ter mais livrinhos vermelhinhos pelos armários, não posso negar o orgulho besta de dizer por aí: sou uma autora esgotada!

30.6.08

sim, eu ainda sou poeta

Quem cujo dedo busca o gatilho
E agradece a falta da arma

Quem cujo medo assobia na noite
E rabisca nas revistas

Quem se trai nos gestos e quebra cartões e canetas
Quem morde o de dentro das bochechas
Quem morre de câncer
Quem morre do coração

Quem não dorme na tv de madrugada
Quem finge calma e bebe água
Quem range os dentes
Quem parte o espelho
Quem compra roupas
Quem lava o chão

Ninguém encara, de fato e por inteiro,
A solidão

25.6.08

explicações, revelações, reflexões

Eu sumi de novo. Peço desculpas e explico: começou com o frisson pós "super sexta", narrado aí embaixo. Continuou com montagens, prazos apertados, obra no apartamento, e piorou ainda mais com um trabalho novo que pintou. Bom, essa foi a explicação, passemos à revelação.

O trabalho novo é justo escrever pra outro blog, o do Nome Próprio, filme novo do Murilo Salles que estréia dia 18 de julho. Eu vi o filme há quase um ano, a convite do Murilo, na ilha da produtora dele em Ipanema, e saí da sala estupefata. O filme nasceu do universo da Clarah Averbuck, que eu leio em blog e livro há anos, e tem como protagonista a Leandra Leal, com uma intensidade que eu não via há tempos numa atriz de qualquer nacionalidade.

Achei o filme denso, engraçado, corajoso, daqueles em que se torce pela protagonista pra em seguida desprezá-la, em que se tem vergonha por ela e se sorri com ela e emoções contraditórias desse tipo, raras e boas demais de sentir por conta de um filme. Pois agora, perto do lançamento, o Murilo me chama de novo, dessa vez pra escrever pro blog do filme, onde está se esquentando essa estréia, e mesmo enrolada com tudo o que foi narrado no primeiro parágrafo não dava pra recusar.

Aí chegamos ao capítulo reflexão. Porque o Murilo é denso e não quer que o blog seja um espaço pra simplesmente contar casos da filmagem e fazer promoções e divulgar sessões. Nome Próprio é um filme construído com cuidado (e ainda assim instintivo), pensado, um filme feito a partir de muitas reflexões. Nessa onda, começamos por lá a pensar na questão da literatura que tem como ponto de partida a vida do escritor, e sua oposição a uma literatura mais racional, afastada do cotidiano do autor. Pensando nisso, eu escrevi lá um texto cheio de dúvidas. E pensando ainda mais, acabei escrevendo um texto mais cheio de convicções, que posto agora aqui.

BOXE LITERÁRIO - parte 2

O que importa mais? A vida ou a arte? O frenesi de cada passo ou de cada frase? Talvez seja justamente o encadeamento dos dois: viver intensamente pra fazer da vida matéria-prima pra escrita, sugar dos dias o estilo e os temas, diluir a fronteira entre real e imaginado. A literatura beat americana foi fundo nessa linha, propondo uma escrita menos “literária” e mais aproximada da vida. Nada de passar anos debruçado sobre um manuscrito mudando uma frase aqui e outra ali: escrever no ritmo dos acontecimentos, na pulsação da vida.

“Nome Próprio”, novo filme de Murilo Salles que estréia 18 de julho, teve origem na obra da gaúcha Clarah Averbuck, blogueira e escritora, e é perpassado por essa questão. Camila, a protagonista, é escritora, tem um blog, e ao longo do filme descobre como escrever seu primeiro livro. Em determinado momento, ela diz que se vai fazer da vida matéria-prima da sua escrita, é preciso vivê-la intensamente. E não hesita um segundo em cumprir o projeto. Mas nem sempre essa aproximação é fácil. Jack Kerouac, um dos maiores ícones beat, levava uma vida mais tranqüila do que seus romances faziam prever, e acabou morrendo de alcoolismo aos 47 anos tentando corresponder à imagem selvagem de seus personagens em romances como “On the road”. Dele pode-se dizer que “viver com a intensidade da arte levou-o ao infarte” (Leminski).

Paulo Lemisnki é um dos representantes brasileiros dessa linhagem de escritores. Poeta, romancista, publicitário, faixa-preta de judô, músico e letrista, ele misturou de tudo na sua escrita, sendo autor de haicais minimalistas e longos textos, sempre tendo o cotidiano como mestre, e defendendo que a escrita é sempre menor do que a vida.

“Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Esse silêncio, acredito,
São suas obras completas.”
(Paulo Leminski)

Na contra-mão desse pensamento estão escritores como James Joyce, cuja literatura testa os limites da língua e propõe inovações na escrita, capazes de se debruçar sobre manuscritos por anos a fio, mudando palavras e burilando cada frase. Em sua literatura o frescor da vida é substituído pelo vigor da linguagem, e escrever passa a ser muito mais importante do que viver. A vida pessoal não interfere na obra, que se contém em si mesma. Será essa forma de literatura menos intensa, ou justamente mais profunda por evitar a contaminação pelo cotidiano?

O surgimento dos blogs trouxe um fato novo a essa discussão. Passou a ser possível publicar simultaneamente à escrita. Tec tec tec, o clique num botão e lá vão pro mundo as palavras recém escritas num apartamento em algum lugar do mundo. Essa rapidez engendra uma escrita muito ligada à vida, e aí surge a discussão: literatura de blog pode ser literatura? Clarah Averbuck, precursora dessa questão na internet brasileira e que já está no terceiro livro publicado em papel, defende que “não existe literatura de blog, escrever é escrever e pronto, é só um meio de publicação com uma data no final”. E os blogs servem também como plataforma de divulgação de trabalhos que não necessariamente estão sendo escritos ali, dia-a-dia, mas que foram burilados por tempos a fio e agora se apresentam ali como alternativa aos livros impressos, tão difíceis de conquistar pros jovens autores.


Talvez a grande questão seja a qualidade do que se escreve e não a interferência da vida no processo, ou a agilidade da publicação. O que acontece essa manhã pode estar na tela essa noite e nas livrarias em um ano, e o que se espera de cada etapa do processo é que seja intensa, nova e vigorosa, seja ela real ou imaginada.

8.6.08

super sexta




Taí o registro de uma das noites mais incríveis de todos os nossos tempos: Rodrigo cantando uma música dele com a Ana Carolina na estréia do show de lançamento do cd e dvd dela em São Paulo. Esse convite da Ana juntou quase tudo que poderia ser bom: cantar no show dela, com ela, uma música dele, e em São Paulo, que ele ama.

Foram dias de antecipação e preparativos, era preciso produzir um terno moderno, então ligamos pra Nina e pra Anne e lá fomos nós pro O Estúdio, que faz roupas sensacionais e emprestou pro Rodrigo um terno lindo. Aí foram horas de troca-troca de roupa, testando mil figurinos, e ensaiando a música no violão, e falando com o Jerry, produtor super profissa e gentilíssimo da Ana, sobre passagem, hotel, horários, etc. Eu não tive dúvida: comprei uma passagem e fui junto, que eu não ia perder essa noite por nada! Cesar, pai do Rodrigo, também se juntou à trupe.

Sexta de manhã fomos pro aeroporto, e a falta de teto fez todos os vôos atrasarem e acabamos encontrando a banda da Ana toda, além da Elisa Lucinda, que também ia pra Sampa apresentar o "Parem de falar mal da rotina". De repente me dei conta do círculo se fechando, que foi na casa da Elisa que conhecemos a Ana, que foi lá que eu peguei o telefone dela pra convidar pro Te vejo na Laura, onde ela leu um poema e um conto da Elisa, e agora a gente indo pro show da Ana e a Elisa ali no aeroporto, compartilhando daquela felicidade...



(a gente e a Ana no Te vejo em setembro de 2004)

A chegada em Sampa foi corrida: almoço rápido e Rodrigo já foi pro HSBC Brasil passar o som levando a roupa do show, e ficou lá direto até de noite. Eu matei horas até finalmente ir pra lá às 21h30 com o Cesar, passei no camarim pra entregar pro Rodrigo a rosa que ele ia dar pra Ana no palco, ele estava tranqüilo e eu fiquei também, e fui pra platéia esperar a hora.

O show começou e eu fui ficando cada vez mais nervosa, sem saber exatamente em que momento seria a entrada dele, e quando chegou a hora fui só felicidade, uma emoção explosiva, e só um pensamento: ele tá pronto. A demora toda pra lançar o disco,toda a paciência que foi preciso ter e ainda será, tudo fez sentido. Subir naquele palco, com a Ana Carolina e aquela banda, e não medrar e não se encolher, e cantar lindo e ainda brincar, só o tempo dá essa cancha...

O público foi super quente com a música, a Ana adorou a participação, e a noite acabou gloriosa! Agora é ver e rever o vídeo aí em cima, pra reativar a memória quente desses minutos...

ps: na mesma hora do show, em Miami, minha mãe exibia o "Meu nome não é Johnny", que acabou ganhando seis prêmios no Festival lá. Isso é que é sexta-feira, minha gente!

28.5.08

valem mais que mil palavras

Quando vi esse filme da Dove há uns anos atrás pensei: porra, então é pra valer mesmo essa "campanha pela real beleza". Porque revelar assim tão explicitamente o processo de construção dessa beleza que atormenta as mulheres pela impossibilidade é quase que uma traição a essa indústria, da qual a Dove definitivamente faz parte.

Pra mim esse vídeo devia passar em todas as escolas, fazer parte da educação básica de meninos e meninas, pra ajudar na criação de uma geração com mais auto-estima e menos presa a esses padrões sufocantes de beleza.



27.5.08

a origem da série

O Procurando Quem nasceu com um curta chamado Procurando Jorge Mautner, feito pelo Rodrigo no esquema mais mambembe do mundo. O curta foi exibido na Mostra São Paulo, Rodrigo acabou conseguindo que a Clélia Bessa (produtora da Raccord) visse o filme, e foi ela que levantou a lebre de que isso poderia virar uma série de tv.

Um tempão se passou e finalmente a série estreou, com produção da Mariza Leão e da Atitude Produções, há duas semanas. Pois hoje vai ao ar o episódio com o Jorge Mautner, origem de tudo. Às 21h, no Canal Brasil, com reprises 5a às 16h e sábado ao meio-dia.

26.5.08

o paraíso é assim

uma casa simples encravada na mata, com prainha particular, dias lindos de sol e brisa, pedras gigantes pra ver o pôr-do-sol, luz de gerador que apaga às 23h e depois velas e papos e vinhos com o homem escolhido e os amigos perfeitos, que sem a companhia certa não tem paraíso...

18.5.08

Procurando Clarah Averbuck

Essa 3a vai ao ar o segundo episódio do Procurando Quem, com a Clarah Averbuck. Rodrigo partiu pra São paulo com a câmera na mão e nenhuma infra, e passou dias caçando a moça pela cidade, encontrando gente interessante como o Mario Bortolotto, a Rita Wainer e o Xico Sá pelo caminho.

Esse episódio foi o primeiro a ser filmado, portanto o primeiro a ser montado, e é dos meus preferidos. Tá cheio de bossa, e acho que com a cara da Clarah. Esse videozinho é um trecho de uma entrevista dela pro Ramon Mello, nosso amigo escritor e jornalista, que acabou entrando no filme.

Lembrando: 3a feira 21 no Canal Brasil
Reprises: 5a feira 16h + sábado 12h30




9.5.08

Estréia terça



Acabou o mistério: terça, dia 13, estréia Procurando Quem, programa bacanérrimo do Rodrigo Bittencourt, novidade na grade do Canal Brasil.

É uma mistura de documentário e ficção, de programa de entrevista e filme de humor, que nasceu de um curta que o Rodrigo dirigiu chamado "Procurando Jorge Mautner". Agora serão 13 episódios, e em cada um deles um artista é o alvo da procura.

No caminho pra tv mil pessoas foram se agregando, Mariza Leão na produção com a equipe toda da Morena Filmes / Atitude Produções, o Canal Brasil que comprou a idéia e está super animado com o projeto, e eu muito feliz na montagem!

Então anotem:

ESTRÉIA - 3a feira, 13 de maio, 21h

TEMPORADA - toda 3a ao longo de 13 semanas
reprises 5a às 16h + sábados às 12h30

8.5.08

na mosca

Nunca vi nenhuma campanha anti-aids tão incisiva como essa francesa.

Merece ser vista e espalhada, porque vivemos na era pós-medo, e nesse caso muito particular, e infelizmente, devíamos ter continuado na era do medo e da paranóia, que pelo menos nos mantém seguros e com saúde.

29.4.08

em um ano


Desde que comecei a contar os visitantes daqui fiquei meio maníaca pela coisa. Quem reparar vai ver que tem um contador "exibido" aqui à esquerda, um discreto lá no fim da página, que só revela seus segredos quando devidamente clicado, e além disso um mapinha que me conta de onde é essa gente toda.
Eu sempre me surpreendo com as informações, e até já duvidei delas. Comemoro números simbólicos, e adoro os mecanismos malucos que me permitem saber de onde as pessoas vem quando chegam aqui (quase 1/4 delas googla "poesia de casamento", sabiam? eu tenho!).
Tudo isso pra dizer que fiquei triste quando o meu mapinha cheio de bolinhas e bolonas vermelhas foi arquivado e deu espaço a esse vazio aí do lado. Então, pra não perder o prazer do mapão-vermelhão, agora fixo ele aqui! Agora pensem comigo: quem será aquela bolinha perdida no canto direito lá embaixo? Ah, a curiosidade...