"Carne do umbigo", "Bendita palavra" e "Substantivo feminino" são a versao impressa e bem acabada do que rola aqui. Quer me ter na sua mão em forma de livro e disco? Me escreve aqui!
17.5.11
A estréia em imagens
Drummond pra domir bem
14.5.11
Lado A? Lado B?
Metade do meu trabalho são imagens&máquinas, a outra metade são palavras&sentimentos. Lembro que quando eu comecei a dizer poemas e depois a escrever, teve um momento em que pensei sobre o futuro, pensei se gostaria de tentar o difícil mas possível caminho de viver de poesia, como fazia e faz a minha mestra Elisa Lucinda. Pensei e decidi que não, e nem foi porque era difícil.
É que eu gosto que a poesia na minha vida seja o recreio, sabe? E ganhar dinheiro com ela colocaria uma pressão inevitável nesse processo, e eu não quis isso e sou feliz com essa escolha. Principalmente porque eu tenho a sorte de que a minha profissão, a que paga as minhas contas e me ocupa a maior parte dos dias, seja também criativa e prazerosa.
Ser montadora rolou por acaso, numa família de cineastas em que eu já tinha desistido dos sets de filmagem, e combinou perfeitamente com o meu jeito. Alguém tem uma idéia, corre atrás, rala 12h por dia no caos-maravilha de um set de filmagem, e depois eu recebo imagens pra juntar que nem quebra-cabeça aqui no quietinho da ilha.
O sonho é montar longas, e me aproximo cada vez mais dele quando monto ficções bacanas. Foi assim com o Natália, série dramática linda dirigida pelo André Pellenz que estreou esse mês na TV Brasil, e passa todo domingo 22h30. E agora é a vez de Cara Metade, comédia deliciosa dirigida pela minha irmã, Julia Rezende, que estréia hoje 22h no Multishow.
Estar no ar aos sábados&domingos, tv fechada&aberta, comédia&drama, pelas próximas muitas semanas: a vida sabe ser boa!
Cara Metade - promo from maria rezende on Vimeo.
10.5.11
O risco, agora pra valer
6.5.11
É hoje!

5.5.11
Porto Alegre
2.5.11
1.5.11
Finalmentes!

26.4.11
Cinema no corpo

25.4.11
Mas quando?

Bônus track com direito a cor e tudo mais pra fechar em grande estilo a Semana Edward Monkton aqui no Mariadapoesia.
24.4.11
Do Ornitorrinco
22.4.11
21.4.11
Puxa vida, Cildo!
(da carta da psicanalista Maria Rita Khel pro poeta Armando Freitas Filho no incrível blog do Intituto Moreira Salles que eu acabo de descobrir)
20.4.11
19.4.11
18.4.11
16.4.11
Festipoa Literária 2011
15.4.11
O espetáculo!
9.4.11
Não renunciando (Tony Hoagland)
sabedoriadeondemenosseespera
"Fortaleça o seu campo ENERGÉTICO. Só pense no bem. Seja TOLERANTE. Saiba perdoar. Mantenha teu sangue limpo. Não use alimentos que deixem teu sangue ácido. Teu alimento será o teu remédio. Tenha na sua carteira ou bolsa um sapinho KAERU. Incenso: ALMÍSCAR. Pedra: CRISTAL."
(tudo isso por apenas R$0,20, em forma de um rolinho minúsculo de papel num pote com a etiqueta "mensagem cigana", na lojinha de velas&macumba em Copa. Não sei o que é sapinho KAERU, mas já comprei o incenso, estou em busca do cristal e seguirei todas as outras recomendações à risca.)
4.4.11
Traduções da madrugada ou Nunca beba café depois das 15h, Maria
Mapa do que não fazer por Tony Hoagland
Começou
Idéias, conversas, experiências, troca, parceria.
1.4.11
O castelo
27.3.11
Dica cultural da Maria



26.3.11
#17
Um coração bate.
É o meu.
No meio dos meus peitos mora o filho que eu vou ter, e mais um monte de gente e sentimento.
Que bom.
Um por dia enquanto for legal #17.
24.3.11
Tem preço sim
"Mastercard: não tem preço!"
"Quer reativar seus pontos para trocar por vantagens?
Pague apenas 6 de 58,90, senhora Maria!"
Não existe almoço grátis
Nem pontos grátis
Nem felicidade grátis
O preço pode ser ótimo
Pode ser um bom negócio
Mas tudo custa nessa vida
Custa notas
Cacos de sonhos
Custa dores no peito, noites de febre
"Mas trocar por quais produtos, senhora?
Como decidir sem ver a lista das vantagens?"
"A senhora irá receber em sua casa o informativo, senhora Maria"
O informativo nunca chega antes da decisão
É preciso escolher no escuro, dizer "sim" e confiar no que virá
Eles pelo menos mandam uma listinha depois...
21.3.11
Você

20.3.11
#16
18.3.11
A garotinha deles

Ontem entrei no site da Miranda July, uma artista americana das que eu mais admiro hoje, que faz performances e filmes e exposições, e fiquei super tocada por uma peça dela, que faz parte de um "jardim de esculturas" criado pra Bienal de Veneza que ela chamou de "11 Heavy Things". São peças feitas pro público interagir, e uma delas, que tá nas fotos, me fez pensar muito em como eu me sinto hoje.
Em como é legítimo e delicioso que os pais amem seus filhos e queiram pra eles nada de sofrimento ou dúvidas.
E me intrigou que a exposição se chame "11 coisas pesadas", porque pela primeira vez na vida senti que amor e proteção, que são a base que me sustenta, privilégio que eu tanto celebro e do qual tanto usufruo, podem também ser pesados. e descobri que cabe a mim fazer ser leve, pra não desperdiçar o presente. e tô fazendo. e vou fazer.
Tô subindo virtual no estande-escultura dela pra dizer que:
Eu posso ter alguns problemas que meus pais tiveram.
E posso ter outros.
E meu coração pode se partir.
E posso me sentir humilhada.
E a insegurança pode destruir meus sonhos.
E isso vai ser parte de uma vida muito mais boa e bela. E vai me fazer crescer pra ser a mulher que eu posso e quero ser.
O amor deles é o colchão macio pras minhas quedas.
E que bom, e obrigada, porque com medo de cair nem de bicicleta se anda, e eu quero voar alto nessa vida!
16.3.11
#15
Antídoto.
Cat Power no som, palavras querendo curar e eu deixo.
Um por dia enquanto for legal #15.
Beijobomdiaagoraeuvoudormirdenovo.
14.3.11
#14
O que eu devo fazer com esse tijolo que caiu do seu pescoço?
Devo embrulhar em bandeiras ou jornais e simplesmente devolver?
(Blair & Dale Wilson cantaram ao vivo no Urbana, o slam de poesia do Bowery Poetry Club, lá em NY, em 2003)
(a Maria andou e correu pelo jardim do sítio, e muito depois escreveu e disse um poema triste)
Um por dia enquanto for legal #14.
Demorou mas abalou.
13.3.11
hoje
se o vento arranha e a chuva arde
se o impacto da pancada anestesia ao invés de arroxear
quando as palavras perdem a força
quando o azul vira palidez e a beleza não é mais nada
fazer o quê com o peito que não ouve nem fala?
as mãos agem
as pernas agem
a água do chuveiro cai e age
o sentimento não
o sentimento parou numa tarde cinza
uma cadeira dura
uma notícia dura
e a tristeza nos olhos de quem vê o corte, e não de quem perde o sangue
eu não fujo mais de nada
mas não mergulho na piscina de desespero
eu sento na beirada
eu não morro
eu vivo
eu sento na beirada e espero a dor chegar
12.3.11
Isso é sábado?
26.2.11
#13
Foi outro dia. Outro sábado? Outro dia.
Um poema que tem o nome do livro onde mora, uma Madalena cantando o vento do verão, e eu escrevendo escrevendo escrevendo.
Um por dia enquanto for legal #13.
24.2.11
#12
Um dos primeiros poemas que eu escrevi e que estava esquecidinho no "substantivo feminino" desde 2003
Tom Zé estudando o samba e proclamando que a felicidade vai desabar sobre os homens
Tá desabando
Não se proteja
21.2.11
Mais Rosa
20.2.11
19.2.11
17.2.11
Bóia
15.2.11
Guimarães em falso verso
13.2.11
#11
12.2.11
Quem disse que ia ser fácil?
10.2.11
De alma nua na boca do Riobaldo
FÉ
7.2.11
No susto
Se deixar o medo do que pode acontecer dominar, desiste.
Ou adia demais.
E parece que quando a gente destampa a valvula da coragem as mudancas vem em cascata, num esquema meio arrancar o dente de uma vez, puxar o bandaid sem hesitar, no susto.
6.2.11
O que é e o que não é
é gincana, é?
é prender o fôlego embaixo d'água?
é segurar o halter lá no alto aquele segundo a mais?
não é
é decisão carinhosa, é convicção, é movimento
é corrida de longa distância, é prova de fogo, é maratona,
nada de pressa: é constância
é aceitar o risco pra voar mais alto
é andar sobre brasa pra não pisar em ovos
é o inimaginável pra chegar no tão sonhado
é amor, é cuidado, é uma espécie de fé
é coragem espremida até o caroço
é crença profunda, sumo de desejos
é uma entrega
é a anti-preguiça, é porque é enorme
é um sim muito intimo
é um sim
4.2.11
#9
30.1.11
27.1.11
#7
Letuce canta "Cataploft" na arena do Sesc nA Palavra Toda - jan.2011
Maria canta "Cataploft" e fala um poema sobre pés&música
.:.identificação&encontro&"vocêtirouaspalavrasdaminhaboca"&beleza&absurdos&coragem&crença.:.
23.1.11
#6
Aí o Otto encheu as caixas de som, e achei meu poema mais esquisito.
Um por dia enquanto for legal.
Tá sendo.
22.1.11
21.1.11
A PALAVRA TODA
A PALAVRA TODA PARA O RIO
...
O Rio estava com saudade dele mesmo. Aquilo que as circunstâncias separaram, volta organicamente a se juntar. A cultura carioca não pode viver sem ser completa. Fica faltando. O Rio sempre foi uma cidade inclusiva, sede da corte imperial, capital da república até a invenção de Brasília. Uma cidade acima de tudo cosmopolita.
O Rio sempre foi bom alquimista. Do samba-jazz da bossa nova ao samba-rock de Jorge Benjor, ao beat-modernista da poesia marginal, às reuniões de Villa-Lobos, Bandeira, Pixinguinha, Almirante na casa de Tia Ciata. Do rap samba funk de Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Marcelo D2 à incorporação da cultura hip-hop pelos nossos mestres Heloisa Buarque e Hermano Vianna. O Rio não precisou de nenhum manifesto modernista. Já tínhamos Noel Rosa.
Uma cidade que sempre esteve próxima à palavra viva com suas rodas de samba, seu partido alto, à grandeza de Vinícius falando seus poemas na noite de Copacabana, à fala em delírio dos poetas marginais dos anos 70 ao rap de D2, BNegão e Black Alien das Batalhas do Real e do Zoeira Hip-Hop na Lapa dos anos 90. Uma cidade assim pede um festival à altura. A PALAVRA TODA vem suprir esta demanda.
A palavra em seus muitos suportes, em seu mais diverso repertório. Espanando o bolor dos puristas, incorporando outras linguagens com a música, o teatro, o mundo digital, A PALAVRA TODA mistura. Mistura a academia com a rua, as mais diversas gerações, mistura a “alta” e a “baixa” cultura, apresenta as diferenças para que nesse atrito, nessa troca, a cultura da cidade volte a fluir.
A palavra poética se tornou muito estigmatizada nesse tempo audiovisual e assim como a cidade de tempos atrás, se bifurcou entre guetos distintos e coisa de especialistas. Mas inspirado nos novos rumos do Rio, juntamos todas as pontas, convocamos suportes que sempre tiveram forte relação com a palavra como a canção e o teatro e invadimos o Espaço Sesc, em Copacabana. Nos dias 24 e 25 um sem-número de poetas de todas as tribos, dos 70, 90 e 00, do rap ao repente, do hip-hop à academia, enfim um batalhão de gente do verbo, da cena e do ritmo para dar força a um unificado e pacificado Rio de Janeiro, dar sentido a esse verão. Ou não.
O Rio tem uma riquíssima tradição no uso da palavra. Seja ela cantada, entoada, falada ou escrita. Aqui nasceram e viveram nossos grandes poetas, músicos e compositores. Do samba à bossa nova, do modernismo à poesia marginal, do neoconcretismo ao tropicalismo, de Nelson Rodrigues ao Asdrúbal Trouxe o Trombone, todos se inspiraram nessa topologia única de montanhas que deságuam no mar.
O Rio sempre foi uma cidade festiva e festeira, de muitos e brilhantes festivais. Durante o verão então, entre turistas de todo lugar, a cidade regurgita sua cultura e natureza nas praias, nas noitadas da Lapa e ensaios das escolas de samba. Rio 40º. Se o Rio comemora a possibilidade de vir a ser uma cidade una, com o direito de ir e vir e de circular por sua imensa geografia cultural, a palavra não pode ficar de fora. Agora que a cidade segue em nova direção, a palavra, padroeira do sentido, instrumento maior de expressão e comunicação, quer estar junto. Agora o Espaço Sesc abre sua gloriosa arena e foyer para um esperado festival de poesia.
A PALAVRA TODA é o festival de poesia que faltava para a cidade. O Rio é poesia, o Rio é A PALAVRA TODA.
Chacal
PROGRAMAÇÃO
DATAS E HORÁRIOS
Espaço Sesc
Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
De 18 às 22 hs.
Entrada franca.
Tel.: (21) 2547-0156
Dia 24 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
18h30 – ‘A palavra em cena’ – Paulo José e Ana Kutner
19h – ‘O rapto da palavra’ – MC Nike e Re.Fem
19h30 – ‘Agora é hora’ – Alice Sant´Anna, Augusto Guimaraens Cavalcanti, Pedro
Rocha, Mariano Marovatto, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier
20h10 – ‘A palavra contada’ – Numa Ciro e Marcus Vinícius Faustini
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Viviane Mosé, Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno, Valeska de Aguirre e Heitor Ferraz
21h – ‘Coletivos’ – Cachalote (Gabriela Marcondes, Elisa Pessoa, Ana Costa e Andrea Capella)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Chico Alvim, Charles Peixoto, Ronaldo
Santos, Antonio Cicero e momento K7 com Zuca Sardana
22h – ‘A palavra cantada’ – Letuce (Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos)
Dia 25 de janeiro – Espaço Sesc, Copacabana
8h30 – ‘A palavra em cena’ – Carla Tausz
19h – ‘O rapto da palavra’ – REP (Ritmo e Poesia): Nissin Instantâneo, Ricardinho, Babu, Bidi Dubois e Durango Kid
19h30 – ‘Agora é hora’ – Ramon Mello, Maria Rezende, Marília Garcia, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires
20h10 – ‘A palavra contada’ – Aderaldo Luciano
20h30 – ‘Noves fora tudo’ – Paulo Henriques Britto, Alberto Pucheu, Carmen Molinari e Masé Lemos
21h – ‘Coletivos’ – Madame Kaos (Beatriz Provasi, Marcela Gianninni, Juliana Hollanda e Arnaldo Brandão)
21h30 – ‘Às margens plácidas’ – Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e momento cassete com Armando Freitas Filho
22h – ‘A palavra cantada’ – Fausto Fawcett
Mostra paralela - A poesia toda
Fotos, vídeos e outros objetos poéticos
Alberto Saraiva // Arnaldo Antunes // Alex Hamburguer // André Vallias
Chacal // Christian Caselli // Gabriela Marcondes // GrupoUM
Gustavo Peres // João Bandeira // Lenora de Barros // Márcio-André
Marcelo Sahea // Paulo de Toledo // Renato Rezende // Zuca Sardana
FICHA TÉCNICA
Curadoria
Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda
Organização
Ramon Mello
Coordenação Geral
Elisa Ventura
Produção
Camilla Savoia
Luiz Cesar Pintoni
Nanda Miranda
Direção de Arte
Retina 78
Realização
Sesc Rio
Idealização e produção
Aeroplano Editora
Apoio
Blooks Livraria
Retina 78
19.1.11
#3
18.1.11
17.1.11
Sábado à noite
15.11.10
por aqui, por ali
Aqui é lugar de poesia e essa musa, que andava meio longe, agora me pegou pela mão e me leva pra restaurantes, palcos, papos, pra ipanema, madureira, centro, e andando juntas ficamos as duas sem pausa pra vir aqui contar.
Oh well. Vai passar. Daqui a pouco chega a saudade de tanto ao vivo e eu volto correndo pros braços do virtual...
















